15.02.17

Simular movimentos associado à fisioterapia motora melhora mobilidade de pacientes com Parkinson


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Por Fabson Gabriel

A simulação mental de movimentos corporais associada à fisioterapia motora reduz o risco de quedas com a melhora da mobilidade funcional nos pacientes de Parkinson. Isso é o que afirma a dissertação realizada por Liliane Pereira da Silva, intitulada "Efeitos da prática mental sobre a marcha e risco de quedas em pessoas com doença de Parkinson: ensaio clínico randomizado" e apresentada no Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da UFPE. 

A pesquisa foi realizada utilizando o método de ensaio clínico randomizado controlado, um tipo de estudo experimental desenvolvido em seres humanos e que visa ao conhecimento do efeito de intervenções em saúde.  A análise foi feita no Ambulatório de Neurologia do Hospital das Clínicas da UFPE e contou com um grupo de pacientes que foram submetidos à fisioterapia motora associada à prática mental (veja demonstração). A dissertação teve orientação da professora Maria das Graças Wanderley de Sales Coriolano e coorientação da professora Carla Cabral dos Santos Accioly Lins.

O estudo teve participação do projeto de extensão “Pró-Parkinson – Fisioterapia”, contando com uma equipe de dez fisioterapeutas e dez estudantes de fisioterapia treinados para a atividade. Cada paciente foi submetido a sessões, duas vezes por semana, com duração de 40 minutos para Fisioterapia Motora (FM) e 15 minutos para Prática Mental (PM), totalizando quinze sessões fisioterapêuticas. Foram requeridos 28 participantes para a atividade.

pesquisa15.02.17

PRÁTICA | Durante a prática mental, os pacientes assumiam posição ortostática, ou seja, em pé, e eram orientados a tentar dar um passo e a se imaginarem realizando o movimento, utilizando o membro inferior mais o comprometido para realizar a tarefa. Segundo aponta o estudo, a prática mental surgiu há mais de 50 anos, combinada com a prática física e ocorre por meio de uma simulação mental de um movimento ou tarefa que é repetida várias vezes, sem que haja qualquer movimento no corpo. “O intuito é promover o aprendizado de habilidades motoras e manter o nível de desempenho de atletas”, explica a pesquisadora.

Para a autora, é importante que novos ensaios clínicos sejam propostos a fim de consolidar a prática mental e elucidar mais amplamente resultados e, por fim, trazer a técnica para as rotinas dos serviços de fisioterapia. “Diferente de outras técnicas de reabilitação, a prática mental não depende que o paciente mantenha a capacidade de movimento, mas que tenha somente a intenção de realizar alguma tarefa motora. Além disso, é um método de baixo custo que pode aumentar a recuperação acima do nível já alcançado com tratamentos convencionais.”

Mais informações

Programa de Pós-Graduação em Gerontologia
(81) 2126.8538

Liliane Pereira da Silva
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