Maio 2017

Pesquisa e pós-graduação ganham mais incentivo


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Allane Silveira

Parte do tripé que dá suporte e sentido à Universidade, a pesquisa e a pós-graduação na UFPE vêm sendo incentivadas por políticas conduzidas, principalmente, pela Pró-Reitoria para Assuntos de Pesquisa e Pós-Graduação (Propesq). O pró-reitor Ernani Carvalho e sua equipe têm atuado em várias ações no sentido de consolidar programas e incentivar a excelência na pesquisa.

Uma das principais estratégias adotadas é o fortalecimento e consolidação dos cursos de mestrado e doutorado. A ideia é melhorar a infraestrutura dos cursos que têm notas 3 e 4 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e estimular o aumento de suas publicações, base da boa formação na pós-graduação. Por outro lado, a pró-reitoria tem criado iniciativas para auxiliar os programas com notas 5 e 6 a manter sua alta qualidade e aumentar suas notas. A pró-reitoria tem trabalhado, em parceria com o Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) e a Pró-Reitoria de Comunicação, Informação e Tecnologia da Informação (Procit), na tradução e publicação em inglês dos conteúdos das páginas de internet dos programas com esses conceitos, ação que deve ser concluída no primeiro semestre de 2017.

Também foram criados editais que estimulam a publicação em revistas científicas qualificadas. Os incentivos vão do pagamento de custos de publicação de artigos ou de revisões e traduções de manuscritos para a língua inglesa à destinação de recursos para execução de projetos de pesquisa, inovação ou participação do pesquisador em eventos e atividades científicas.

Para Ernani Carvalho, é quase impossível dissociar a pós-graduação da pesquisa: os incrementos aplicados em um interferem no outro, explica. Ele ressalta a importância desse tipo de incentivo: “Quando os professores publicam em periódicos de excelência, cria-se um círculo virtuoso: as parcerias entre docentes e alunos são desenvolvidas, o impacto das citações dos grupos de pesquisa e da universidade é ampliado, gera-se conhecimento e desenvolve-se a pesquisa no país e na região”.

Para o gestor, o grande desafio hoje é criar incentivos seletivos para que o docente desenvolva ciência de ponta: “Fazer pesquisa requer uma série de habilidades e um trabalho extra. Por isso, a Propesq criou editais especialmente para esta finalidade”. As chamadas premiam o pesquisador que publica em revistas de alto impacto, referenciadas por seus pares. Com este objetivo, este ano foi lançado um novo edital para o professor com proposta aprovada, mas não contemplada (devido ao contingenciamento financeiro), pela chamada de bolsas de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “É um incentivo ao jovem pesquisador a ingressar nesse sistema poderoso de apoio ao desenvolvimento da pesquisa e uma forma de promover o reconhecimento da universidade por seu esforço”, comenta Ernani Carvalho.

Como toda a relação da Propesq com os pesquisadores se dá via editais, o que confere publicidade e transparência à instituição, a gestão vem implementando ações no sentido de desburocratizar alguns procedimentos. Eliminou-se a necessidade de processos físicos, o que tem representado um ganho do ponto de vista burocrático e de sustentabilidade.

Outra ação inovadora é a reestruturação do marco legal da Universidade. Existem comissões trabalhando, principalmente, na resolução relacionada aos programas de pós-graduação. “Estamos tentando fazer um mapeamento de questões que precisam ser inseridas e tentando desbloquear, ou seja, retirar amarras que têm prejudicado o desenvolvimento de ações da nossa pós-graduação. Esse é um trabalho silencioso, mas muito importante, que trará liberdade e mais capacidade de ação para nossos programas”, conta.

NOVOS CURSOS – Nos últimos cinco anos, a Universidade ganhou 22 novos cursos de mestrado e doutorado, além de sete novos mestrados profissionais em rede e 15 mestrados e doutorados interinstitucionais. Os resultados desse crescimento são ilustrativos: estão na quantidade de mestres e doutores que vêm se formando na UFPE, numa curva ascendente. O pró-reitor Ernani Carvalho dá especial destaque à formação de doutores.

“Essa matriz tem obtido uma dimensão espetacular, o que é um sinal de estabilização. As grandes universidades em todo o mundo formam mais doutores e a UFPE tem se aproximando desse perfil, estratégia que devemos manter”, conta. Para o gestor, esta é uma função da Universidade na Região Norte-Nordeste, tendo em vista o destaque da UFPE como uma das mais bem preparadas para cumprir essa missão.

A forte relação entre pesquisa e pós-graduação é evidenciada, novamente, através dos resultados positivos observados não só no aumento significativo do número de doutores formados, mas também no incremento da publicação qualificada e no crescimento do número de citações de trabalhos produzidos na UFPE. Para Carvalho, isso tem impactado positivamente nos rankings nacionais e internacionais.

“Em 2016, a Universidade obteve o 21º lugar da América Latina no ranking da revista Times Higher Education, um dos mais tradicionais do mundo”, explica . A instituição também tem sempre uma colocação muito positiva no Ranking Universitário Folha (RUF), da Folha de São Paulo. “Estamos sempre próximos ao 10º lugar. Nos últimos anos, esta tem sido nossa média. Embora haja uma oscilação, a UFPE se mantém sólida nessa posição”, comenta.

A Universidade também vem se destacando em concorrências de chamadas nacionais promovidas por grandes agências e órgão de fomento. Em relação ao último Edital Universal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por exemplo, um termômetro sobre o funcionamento da pós-graduação no Brasil, a UFPE foi a 8ª melhor instituição na obtenção desses recursos. Foram contemplados 111 professores.

No momento de restrição orçamentária atual, as ações da gestão caminham no sentido de tentar manter o nível de qualidade que a UFPE teve em anos passados, quando os recursos eram mais abundantes. O pró-reitor explica como é desafiante atuar nesse contexto: “Temos feito um esforço muito grande, através de ações estratégicas e escolhas difíceis com relação ao aporte de recursos. Mas acho que estamos tendo um relativo sucesso nisso”.


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