O Programa

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A Pós-Graduação em Medicina Tropical foi criada em 1973 oferecendo curso de Pós-graduação em Nível de Mestrado para médicos. No ano de 2000 passou a oferecer cursos em nível de Mestrado e Doutorado e tornou-se multidisciplinar, ampliando sua proposta para outros profissionais que pesquisam e trabalham com Doenças Infecciosas tais como Farmacêuticos e Bioquímicos, Biólogos e Biomédicos. No momento, o Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da UFPE é constituído atualmente por 16 professores/pesquisadores (14 permanentes e 02 colaboradores). A maioria dos docentes/pesquisadores é do Departamento de Medicina Tropical, com incorporação de pesquisadores de outros Departamentos da UFPE (Ciências Farmacêuticas, Clínica Médica, Medicina Clínica, Fisiologia e Farmacologia, Micologia). Desta forma, a formação e experiência em pesquisa diversificada dos docentes permanentes, englobando as áreas de Doenças Infecciosas e Parasitárias, Imunologia, Microbiologia, Parasitologia e Virologia, Epidemiologia e Saúde Pública, possibilita o desenvolvimento de investigações em diversas áreas do conhecimento, integrando pesquisa de área clínica, com o campo da investigação de áreas básica/experimental, da epidemiologia e da saúde pública.

Devido a esta interdisciplinaridade, as linhas de pesquisa tomam como base os estudos clínico-epidemiológicos das doenças infecto-parasitárias e os estudos relacionados da área básica que ressalta a relação hospedeiro-parasita. Dentro destes dois aspectos, foram descritas 7 linhas de pesquisa: HIV/AIDS; INFECÇÕES VIRAIS; MICOBACTERIOSES- TUBERCULOSE E HANSENÍASE; RESISTÊNCIA/VIRULÊNCIA BACTERIANA E FÚNGICA; PROTOZOONOSES; HELMINTÍASES; DOENÇA INFECCIOSAS E A IMUNIDADE IMUNE INATA;BIOLOGIA DE VETORES E RESERVATÓRIOS DE AGENTES INFECCIOSOS DE IMPORTÂNCIA MÉDICA). Como projeto isolado, destacamos o estudo envolvendo Sífilis gestacional e congênita.

O Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical é hoje uma referência para a formação de recursos humanos ao nível de Mestrado e Doutorado. Dos estados da Paraíba, Alagoas e Ceará, são vários os profissionais da área da saúde, docentes de Universidades Federais, Estaduais e/ou Instituições Privadas, que buscam os conhecimentos científicos e/ou tecnológicos aqui existentes, para enfrentar os problemas de saúde locais.

Os projetos de seus docentes e pós-graduandos tem resultado em publicações em revistas nacionais e internacionais além de pesquisas financiadas pelo Ministério da SaúdeCNPq, FACEPE e Organização Mundial da Saúde. Atualmente está classificada com conceito 5 pela CAPES e realiza processos seletivos anuais. Os prazos para conclusão de cursos são de 24 meses para o mestrado e 48 meses para o doutorado.

Objetivos:

Devido à consistência e abrangência do seu corpo docente no conhecimento das doenças infecto-parasitárias temos como objetivos a formação de mestres e doutores qualificados e o aprimoramento constante dos docentes, refletidos pelo reconhecimento dos projetos por agências de fomentos nacionais, bem como, a inserção internacional de docentes/discente e a internacionalização do programa. Desta forma, atraindo alunos de graduação para a formação acadêmica/científica e permitindo constante renovação do saber científico/tecnológico.

1.Formação de mestres e doutores qualificados: O eixo básico do Programa constitui-se em propiciar aos alunos uma formação sólida em pesquisa quantitativa. Para isto, a grade curricular básica é composta por disciplinas direcionadas ao aprofundamento metodológico de pesquisa, enquanto aquelas relacionadas à área específica são cursadas de acordo com o projeto (dissertação ou tese) a ser desenvolvido. Quanto às linhas de pesquisa, priorizam-se aquelas ligadas aos problemas de saúde da região e procura-se integrar diferentes enfoques e abordagens. Os estudos conduzidos objetivam fornecer subsídios para enfrentar as questões locais em consonância com os avanços científicos e tecnológicos existentes, permitindo ao egresso dos alunos uma capacitação para coordenação/colaboração em projetos de pesquisa ou a chefia/coordenações de ações e setores de instituições de saúde do estado.

2.Aprimoramento constante dos seus docentes: Com a participação dos docentes nas disciplinas oferecidas na grade curricular, permite a atualização constante dos mesmos, bem como, os intercâmbios e colaborações nacionais e internacionais, favorecendo a troca de conhecimentos em uma discussão mais ampla da aplicação do conhecimento obtido com os resultados, onde a autocrítica e a expertise são renovados.

3. Desenvolver projetos que busquem a excelência dos resultados, através de uma revisão de literatura e metodologia pertinentes e bem estruturadas para que tenham o seu reconhecimento E apoio financeiro na comunidade científica nacional e mundial.

4.Proporcionar credibilidade e visibilidade através de publicações de impacto internacionais dos resultados dos projetos desenvolvidos e vinculados as tese/dissertações para inserção internacional reconhecida pela revisão de periódicos e participação em corpo editorial e projetos internacionais.

5.Proporcionar intercambio entre alunos das diferentes instituições parceiras, participação de membros da comunidade científica internacional em co-orientações, cursos atualização ministrados em nossa pós-graduação, com consequente oficialização de convênios entre as instituições.

Cooperação e intercâmbios

Os docentes do programa mantém vínculos em pesquisa com instituições de reconhecida excelência, onde docentes atuantes no programa fizeram sua pós-graduação e mantém colaborações. São elas: a London School of Hygiene and Tropical Medicine/LSHTM/UK, Université de Paris-Sud, Universidade de Salamanca, Escola Nacional de Saúde Pública-FIOCRUZ, Universidade de São Paulo, Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, Universidade Estadual de Campinas.

Com o CONVENIO DE COOPERAÇÃO INTERNACIONAL denominado "Communicable Disease Epidemiology Research Training”, envolvendo a UFPE e a London School of Hygiene and Tropical Medicine (LSHTM). O convênio entre o Programa de Pós-Graduação e o Laboratório de Hepatites Virais do Instituto Adolfo Lutz (IAL) de São Paulo. Essa dinâmica repercute na agilização das dissertações e teses e propicia, sem dúvida, uma maior integração com docentes externos que colaboram com experiência e inovação da pesquisa científica em diferentes centros de estudos.

A participação de alunos da graduação através do Programa de Iniciação Cientifica da UFPE (PIBIC-UFPE), PIBIC-CNPq, ou PIBIC-FACEPE permite vivenciar uma realidade acadêmica diversa daquela da sala de aula, passando à aplicação do método científico para a obtenção de dados próprios que irão compor um conhecimento novo. Além disso, eles apresentam seus resultados nos congressos anuais de Iniciação Científica realizados na UFPE (CONIC), e de outros congressos nacionais (SBMT: MedTrop2016; SBParasitologia: CBParasitologia2015; SBInfectologia; SBMicrobiologia) e até internacionais. A grande maioria de nossos mestrandos e/ou doutorando foram alunos de iniciação científica. É crescente a cada ano procura por parte desses alunos por nossa pós-graduação.

Ressaltamos ainda, a Semana de Pós-Graduação em Medicina Tropical, evento que ocorre sempre no mês de setembro e já consagrada como atividade de extensão universitária via Pró-Reitoria de Extensão da UFPE (PROEXT). Temos a participação de 70 alunos de graduação, os quais tem acesso às palestras e discussões das mesas redondas e das apresentações dos projetos desenvolvidos pelos nossos pós-graduandos. Além, de todos os discentes do programa, docentes e membros externos ao programa e de outras instituições e estados do país. Com esta atividade os alunos de graduação vêm sendo estimulados a entrar em contato com os docentes e iniciarem a vida científica no âmbito da medicina tropical.