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Palestra com professor Walter Soares Leal marcará os 130 anos da EEP-CTG/UFPE |
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22.05.25
A Escola de Engenharia de Pernambuco (EEP) e o Centro de Tecnologia e Geociências (CTG) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) celebram seus 130 anos com uma conferência especial intitulada “Pernambuco Falando para o Mundo”, na próxima segunda-feira, dia 26 de maio, às 14h30, no auditório principal do i-LITPEG (Auditório Ivaldo Pontes). O evento, organizado pelas diretoras do CTG (professora Yeda Medeiros e professora Magda Rosângela Santos Vieira), contará com a participação do renomado professor Dr. Walter Soares Leal, lotado na Universidade da Califórnia (Davis), com raízes na UFPE, que compartilhará seus conhecimentos e experiências com o público.
Walter Soares Leal é um reconhecido pesquisador por suas contribuições na área de ecologia química e olfato de insetos, com foco em espécies de importância médica e pragas agrícolas. Formado em Engenharia Química pela UFPE em 1982, ele continuou seus estudos no Japão, onde realizou seu mestrado em Agricultural Chemistry pela Mie University e o doutorado em Applied Biochemistry pela Tsukuba University. Além disso, foi chefe do Departamento de Entomologia e já publicou mais de 170 artigos em revistas de alto impacto. Ele também é co-chair do International Congress of Entomology desde 2016 e membro correspondente da Academia Brasileira de Ciências e da National Academy of Sciences dos EUA.
No evento, o convidado afirma que vai compartilhar a trajetória de um pernambucano do Poço da Panela, que apesar de inicialmente desejar seguir para uma escola técnica, formou-se em Engenharia Química pela UFPE e alcançou reconhecimento internacional. Ele foi o primeiro estrangeiro a se tornar pesquisador no Ministério da Agricultura no Japão e, posteriormente, tornou-se professor titular na Universidade da Califórnia, onde recebeu prêmios em pesquisa, ensino e serviço público. Como consequência do seu trabalho, tornou-se membro das Academias de Ciências do Brasil e dos Estados Unidos. “Vou contar essa história para motivar principalmente os estudantes de graduação e intercalar com alguns fatos e dados científicos de forma que seja uma apresentação interessante, não só do ponto de vista científico, mas também do ponto de vista da carreira de um pesquisador brasileiro que hoje se encontra nos Estados Unidos e tem as raízes pela formação básica que recebeu pela Universidade Federal de Pernambuco”, revelou o docente.
A conferência, que celebra os 130 anos de contribuições da EEP-CTG/UFPE para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, promete ser uma oportunidade única para estudantes, pesquisadores e profissionais da área conhecerem as pesquisas e experiências do convidado, um pernambucano que se destaca no cenário internacional sendo um dos maiores nomes da entomologia mundial. O evento conta com o apoio do i-LITPEG.
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Como ingerir menos plástico |
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18.05.25
Após mais de um século de sua criação, o plástico se tornou onipresente nas nossas rotinas. Esse material está nos alimentos, nas roupas e provavelmente em algum objeto perto de você neste momento. O meio ambiente já sente os efeitos disso há alguns anos — pelo volume produzido, pela dificuldade de decomposição do plástico e sua potencial liberação de substâncias tóxicas.
Recentemente, pesquisadores detectaram ainda microplásticos presentes em diversos tecidos e órgãos do corpo. Essas partículas podem ser formadas intencionalmente (como no caso do glitter) ou resultar da degradação e fragmentação progressiva de plásticos maiores. Seu tamanho varia de alguns nanômetros até 5 milímetros — e, quando menores que 1 micrômetro, são chamados de nanoplásticos, invisíveis a olho nu.
O impacto dos microplásticos para a saúde humana ainda está sendo estudado, mas eles já são associados a vários problemas, como o maior risco de eventos cardiovasculares fatais quando presentes em artérias e a ocorrência de distúrbios metabólicos, respiratórios e hormonais. Pós-doutora em gestão costeira pela Universidade Federal de Pernambuco, Maria Christina Araújo lembra que “ o corpo humano está sendo um depósito dessas partículas”.
Ela explica que podemos entender o microplástico como um corpo estranho, que faz o corpo humano reagir em uma tentativa de se proteger. “Eles causam uma série de irritações, inflamações e problemas nos tecidos”, afirma a pesquisadora. “Além de problemas mais graves que acontecem com os tipos de plásticos considerados disruptores endócrinos, como o bisfenol (BPA), que têm o poder de interferir no funcionamento do sistema endócrino do corpo, que é um dos sistemas mais importantes, porque regula todos os outros.”
Já encontrados no sal, na água, no leite, os microplásticos são inevitáveis. Apesar disso, alguns hábitos alimentares e práticas na cozinha ajudam a diminuir o contato com essas partículas. A seguir, leia dicas de especialistas consultados por Gama:
1 Fuja dos ultraprocessados. Opte por alimentos naturais – “Quanto mais processos o alimento passa na indústria, maior a chance de contaminação”, segundo Araújo. Para a pesquisadora, um ótimo jeito de reduzir os microplásticos da cozinha é optar por alimentos naturais ou minimamente processados. Como ela, especialistas do mundo todo defendem que a principal prevenção contra os efeitos do microplástico é o cuidado com saúde geral. Isso quer dizer se exercitar, dormir adequadamente e ter uma dieta balanceada. Além do risco de se contaminarem com microplástico durante a fabricação, os ultraprocessados são caracterizados por um excesso de realçadores de sabor, como açúcar, gordura e glutamato monossódico. Esse tipo de alimento é responsável por cerca de 57 mil mortes prematuras de pessoas entre 30 e 69 anos por ano no Brasil, de acordo com um estudo de pesquisadores da USP, Fiocruz, Unifesp e Universidade de Santiago (Chile). Quase sempre, os refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos e similares chegam em pacotes de plástico nas prateleiras do mercado. Se você consome esses produtos, cortá-los — ou diminuir significativamente o consumo — já reduz muito o plástico em casa.
2 Compre a granel com os seus recipientes – de preferência de vidro – Reconhecido internacionalmente com um dos melhores restaurantes sustentáveis da América Latina, o chef Cesar Costa, do Corrutela, adota uma série de cuidados na sua cozinha. Um deles é o uso de grandes embalagens, por exemplo com o leite, que chega em leiteiras retornáveis de 30 litros e o milho, transportado em sacas de 50 kg. Questionado sobre como ter ações parecidas em uma cozinha domiciliar, ele responde que uma solução é a compra a granel. Nesse modelo, “você consegue ir com o seu utensílio, do material que você quiser, e abastecer [com o produto de interesse]”. Assim, você adquire apenas a quantidade necessária do que quer comprar, evitando tanto o desperdício de alimentos quanto o excesso de embalagens. Movimentos do tipo permitem um olhar para o passado, como conta a escritora, nutricionista e pesquisadora da alimentação Neide Rigo. “Conheço essas alternativas também porque era o que a gente usava no passado. Até o óleo era comprado a granel”, lembra. Na ausência dessa opção, alguns produtos, como o detergente, podem ser comprados em uma grande embalagem para reabastecer aos poucos um recipiente reutilizável. “Já não vou nem dizer para fazer sabão em casa, igual eu faço, que aí já é demais, eu sei que ninguém vai querer fazer (risos)”, diz Rigo, que em sua conta no Instagram traz dicas para uma alimentação mais saudável e natural.
3 Não esquente ou guarde sua comida em plástico – Apesar da praticidade, por ser leve e inquebrável, o recipiente plástico não é o mais adequado para armazenar alimentos ou líquidos. Ele não tolera os choques térmicos e o manuseio constante de aquecer e congelar, como explica a professora Maria Christina Araújo: “O plástico desprende partículas. A gente não consegue ver”. Mesmo os que se dizem próprios para o microondas e livres de BPA, passam pela fragmentação progressiva em microplástico. Uma pesquisa publicada em 2023 no periódico Environmental Science & Techonology revelou que, em apenas três minutos de exposição ao calor, esses recipientes liberam mais de 4 milhões de microplásticos e cerca de 2 bilhões de nanoplásticos a cada centímetro quadrado de material. A melhor opção para conservação são os vidros, comenta Araújo: “o vidro é inerte. Se você não derrubar e quebrar, ele vai viver para sempre. E ele não desprende nada”. Como substituto do plástico filme e outras embalagens, Rigo recomenda os paninhos de cera, que ela ensina a fazer neste vídeo. Dada a dificuldade de abolir o uso do plástico, é importante minimizar, ao menos, a exposição ao calor intenso, à luz solar, à ácidos e ao desgaste físico, que também podem degradá-lo. Além dos recipientes, outros utensílios podem ser substituídos: “Desde colheres e espátulas, a tábua de corte”, lista o chef Cesar Costa. Em cozinhas profissionais, por determinação da Anvisa, a indicação são as tábuas de corte de plástico, especificamente polietileno (PEAD). Nesse caso, Costa recomenda “entender que produtos como esse tem validade. Chega a hora de trocar, porque ele começa a liberar muito microplástico em função do uso repetido e da lavagem agressiva, a tábua começa a criar microfissuras”. Panelas de teflon também devem ser evitadas. Neide Rigo sugere substituir a frigideira antiaderente de teflon (tipo de plástico) por frigideira de ferro bem tratada: “basta secá-la no fogo e proteger com óleo quente para ganhar antiaderência”. Para tábuas e colheres de madeira ou bambu, higienize com água sanitária, fervura ou sol. Outras boas escolhas são trocar as esponjas de plástico por versões vegetais e os saquinhos de chá por uma peneirinha com as ervas soltas.
4 Ferva e filtre sua água. Lave todos os alimentos, inclusive arroz e feijão crus – Esse processo de fervura e filtração pode eliminar até 80% dos microplásticos presentes na água da torneira. Isso acontece porque, ao ferver, o calcário presente na água se solidifica e os microplásticos se prendem a ele. Em seguida, passe a água por um filtro — pode ser de papel, como os usados para coar café — para remover o restante dos resíduos. Se o filtro for de plástico, é importante resfriar a água antes de passar por ele, já que o calor acelera a degradação do material. Outra frente importante é a higienização dos alimentos. Grãos como arroz e feijão costumam vir com bastante resíduo por causa da forma como são armazenados “Lavo o arroz porque ele vem com uma quantidade imensa de resíduo”, diz Araújo. Para ela, o segredo está em esfregar rapidamente em água corrente.
5 Os microplásticos estão no ar, na água e na comida. Reduza os riscos a partir de suas escolhas cotidianas – As descobertas sobre os riscos dos microplásticos para a saúde humana ainda estão em curso, mas o alerta já está dado: eles estão no ar, na água, na comida. Ainda não há certeza absoluta sobre todos esses efeitos, que podem variar de uma pessoa para outra, mas as pesquisas mais recentes mostram que esse é um risco real e crescente para a população como um todo. “Em algumas coisas, não tem para onde correr, se você comprar um camarão, por exemplo, certeza que ele terá microplástico”, lamenta Araújo. Mesmo que seja impossível eliminar completamente a exposição, dá para reduzir os riscos com escolhas cotidianas e, principalmente, manter uma atitude ativa diante do problema. Isso significa buscar fontes confiáveis de informação, dividir o que se aprende com quem está por perto e cobrar medidas mais amplas, como políticas públicas que regulem o uso do plástico e incentivem alternativas sustentáveis. Cesar Costa, que viveu seis anos trabalhando em restaurantes de diferentes países, afirma que “no Brasil, dá trabalho consumir de maneira consciente, o que limita que mais pessoas adquiram um estilo de vida sustentável.” Araújo defende que “é uma ideia que a gente tinha que levar como mentalidade de vida: tentar reduzir os plásticos o máximo possível”.
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Estudante da UFPE é premiada pela Apple em desafio global de tecnologia |
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22.05.25
A estudante de Engenharia de Produção na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Marília Luz dos Santos, de 21 anos, foi premiada pela Apple no Swift Student Challenge.
O desafio global de tecnologia convida estudante de todo o mundo a dar vida às suas ideias por meio de aplicativos criados com o Swift, a linguagem de programação da Apple.
Marília está entre os oito estudantes brasileiros premiados no desafio [confira todos no final do texto]. O playground dela, que cresceu em Brasília e hoje estuda na UFPE, é o "Lila’s Street Soccer Guide".
A ideia do app é promover mais inclusão no mundo do futebol apresentando aos usuários os fundamentos das tradicionais brincadeiras de futebol de rua do Brasil por meio de um guia animado.
Em entrevista ao site da Apple no Brasil, Marília contou que nem sempre se sentiu acolhida nos campos de futebol em Brasília
“Eu geralmente era a única menina jogando. Percebi que, quando eu tomava a iniciativa, outras meninas também se sentiam encorajadas a jogar. Aqueles momentos foram muito importantes para mim”, disse a jovem.
As ilustrações à mão do "Lila’s Street Soccer Guide" foram criadas por Marília no programa Procreate, usando iPad e Apple Pencil. Os elementos foram animados no SpriteKit, explorando gráficos 2D e física para dar vida ao mundo de Lila.
O resultado, ressalta a Apple, "é uma experiência narrativa que celebra comunidade, cultura e diversão".
Brasileiros vencedores Marília e os outros sete estudantes brasileiros serão premiados pela Apple durante a sua conferência anual de desenvolvedores, a WWDC, que acontece em 9 de junho na sede da dona do iPhone, em Cupertino, na Califórnia.
Os vencedores são de diferentes partes do Brasil, como Rio de Janeiro, Recife, Manaus e São Paulo.
Conheça os demais vencedores
Nina Guelman, que ainda cursa o ensino fundamental, criou o aplicativo "Earthling", com foco em sustentabilidade. É um jogo que se passa em Marte em 2498, após a Terra sofrer uma catástrofe ambiental. No game, as pessoas descobrem pequenas ações que podem fazer já em 2025 para causar um impacto real no futuro.
"Como não existe Planeta B, é fundamental que as pessoas conheçam os perigos do aquecimento global", diz Nina, lembrando que usou códigos para criar as animações.
Saúde feminina Letícia Lima de Souza criou o app "PapCheck", voltado para a saúde reprodutiva feminina. No aplicativo, há a Mari, um avatar em formato de fada que dá dicas de saúde. O app conta com um software que armazena datas e resultados dos exames das usuárias.
"Notei que muitas mulheres ao meu redor ainda tinham dúvidas e inseguranças sobre o próprio corpo, o que muitas vezes as impedia de fazer exames de rotina", conta a estudante de Design da Universidade Federal do Amazonas, em Manaus.
Acessibilidade No Rio, Felipe Mussi Ferreira Peixoto criou o "Braille with Zico", que ensina braile aos usuários, guiados por um mascote: um cachorro deficiente visual. No app, ele usou recursos de retorno auditivo e gestos de toque.
"A tecnologia inclusiva pode empoderar as pessoas de maneiras significativas".
Criação de código Larissa Ayumi Okabayashi, da Universidade Estadual de Campinas, desenvolveu seu próprio aplicativo para ensinar os modelos de linguagem (LLMs), essenciais para permitir a criação de novas funções. Assim, o "Yume’s Spellbook" faz uma introdução à tecnologia por meio de uma interface lúdica e interativa em formato de livro:
"Meu objetivo com o Yume’s Spellbook é ajudar pessoas que não têm experiência em tecnologia a entender como os LLMs são construídos".
Thiago Parisotto Dias, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, venceu ao criar o app "Code the Beat" para ensinar conceitos de programação por meio da música.
"Espero que os usuários não apenas aprendam os fundamentos da programação, mas também se divirtam no processo", diz ele.
Carolina Quiterio, da Universidade Estadual de Campinas, criou o "Ada’s Graph", que ensina outras pessoas a programar usando um avatar chamado Ada, em homenagem a Ada Lovelace, uma das primeiras programadoras da história.
"Quis tornar esses conceitos mais visuais, mais intuitivos e menos intimidantes".
Teoria musical João Pedro, das Faculdades Integradas Hélio Alonso, no Rio, desenvolveu o "Fimbo Village", que ensina teoria musical por meio de jogos interativos para crianças.
"Como a teoria musical pode ser complexa, pensei: 'E se a gente simplificasse?'. Decidi focar no público infantil com uma abordagem divertida".
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18.05.25
O Trilhas Equigov é um desdobramento do Encontro Internacional Equigov, com foco no aprofundamento de temas emergentes que se destacaram nas discussões ocorridas em outubro de 2024. Nesta primeira edição do Trilhas EquiGov, que será nos dias 3 e 4 de junho de 2025, o evento propõe um olhar atento sobre a equidade e o uso de dados na construção da resiliência climática, especialmente em comunidades vulnerabilizadas (Acselrad, 2010; Brum, 2021). Estão programadas atividades nas cidades de Florianópolis e Palhoça, em Santa Catarina.
A escolha dessa temática reflete o intenso engajamento gerado pelas discussões sobre os impactos desiguais das mudanças climáticas e a importância de instrumentos de planejamento baseados em dados com participação ativa das populações envolvidas (Muggah, 2024; Viola & Franchini, 2022).
Com uma programação que articula debates técnicos e diálogos comunitários, o evento buscará conectar estudos acadêmicos, saberes e experiências comunitárias e estratégias de gestão pública. A intenção é criar trilhas de conhecimento e ação que contribuam para políticas públicas mais justas e eficazes diante da crise climática (Krenak, 2019).
Também no dia 3 de junho, durante a roda de conversa, será feito o lançamento oficial do livro “Encontro Internacional EquiGov - Equidade nos serviços públicos por meio de governos e parlamentos abertos - Relatos e Reflexões”. A obra traz uma compilação de todos os debates que ocorreram em outubro de 2024, durante a realização do Encontro Internacional EquiGov. São trabalhos teóricos e práticos que foram apresentados no evento e uma análise acerca dos caminhos possíveis para a equidade nos serviços públicos. Em formato digital, o livro ficará disponível no site do EquiGov, após o lançamento oficial no dia 3.
PROGRAMAÇÃO
03/06/2025 Auditório UDESC ESAG 19h - Roda de conversa com:
Jornalista Victor dos Santos Moura (Recife/PE) - fundador do Redes Beberibe. Acesse a apresentação feita pelo Victor Regina Panceri - gerente de Educação e Pesquisa da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de SC, coordenadora geral do Programa Defesa Civil na Escola e Coordenadora do Comitê Técnico Científico da SDC. Acesse a apresentação feita pela Regina Willian Narzetti – Gerente Executivo do Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM). Laura Josani Andrade Correa - Gestora do Núcleo de Pesquisa e Produção do Conhecimento da Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira.
Lançamento do livro “Encontro Internacional EquiGov - Equidade nos serviços públicos por meio de governos e parlamentos abertos - Relatos e Reflexões” - durante a roda de conversa.
Link para a versão digital do livro
04/06/2025 Visitas técnicas às comunidades do Frei Damião.
REALIZAÇÃO E PARCEIROS
O evento é realizado pela UDESC ESAG por meio do grupo de pesquisa Politeia e os parceiros são:
ENACTUS UDESC CACIJ - CENTRO ACADÊMICO CINCO DE JULHO ICOM FLORIANÓPOLIS ESCOLA DO LEGISLATIVO DEPUTADO LÍCIO MAURO DA SILVEIRA REDES BEBERIBE DEFESA CIVIL DE SANTA CATARINA
Quem são nossos convidados
VICTOR DOS SANTOS MOURA Jornalista pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Fundador do coletivo Redes do Beberibe, que atua em periferias de Recife e Olinda. Tem mais de 3 mil quilômetros de reportagens feitas de bicicleta pelo Nordeste. Autor do livro-reportagem “Ciclo Histórias pelo Recife”. Coordenador do curta-documentário “O plástico preto e as casas sob risco em Água Fria”, que fala sobre a luta por moradia segura no bairro onde cresceu. Hoje trabalha com transparência, Lei de Acesso à Informação e fiscalização do poder.
REGINA PANCERI Assistente social, mestre em Serviço social, doutora em Gestão do Conhecimento, bacharel em Direito, gerente de Educação e Pesquisa da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de SC, coordenadora geral do Programa Defesa Civil na Escola e Coordenadora do Comitê Técnico Científico da SDC. Professora convidada do Curso de Mestrado de Desastres Naturais da UFSC, com diversas publicações na área de riscos e desastres.
WILLIAN NARZETTI Gerente Executivo do Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICOM), organização que atua há duas décadas no fortalecimento comunitário e no desenvolvimento territorial sustentável. Doutor e mestre em Administração pela UDESC|ESAG e economista pela UFSC, com especialização em Gerenciamento de Projetos. Possui 20 anos de experiência na gestão de projetos socioeconômicos, com foco em territórios vulnerabilizados no Brasil e no continente africano.
LAURA JOSANI ANDRADE CORREA Cursou Doutorado em Literatura pela UFSC; Mestrado Multidisciplinar em Estudos da Cultura Contemporânea pela UFMT; Especialização em Gestão Escolar pelo SENAC, Graduação em Comunicação Social pela UFMT e Tecnólogo em Gestão Pública pela Unisul. É servidora da Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), atua na Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira, é Gestora do Núcleo de Pesquisa e Produção de Conhecimento. É integrante da Equipe Interinstitucional do Projeto Parlamento Aberto. Realiza pesquisas de interesse do Poder Legislativo catarinense nas áreas da política, história, educação, cultura, comunicação e administração pública.
OBJETIVOS DO TRILHAS EQUIGOV
Geral Aprofundar e disseminar os debates teóricos e práticos sobre temas que se destacaram no Encontro Internacional Equigov.
Específicos
Aprofundar os debates sobre equidade e resiliência climática; Disseminar saberes e práticas comunitárias de Olinda e Recife, conectando as experiências das cidades pernambucanas às de Florianópolis e Palhoça; Envolver a Defesa Civil de Santa Catarina nos diálogos; Fortalecer o protagonismo comunitário nas tomadas de decisão; Potencializar as parcerias do grupo Politeia com Organizações da sociedade civil como ICOM e ENACTUS RESILIÊNCIA CLIMÁTICA
Resiliência climática refere-se à capacidade adaptativa de sistemas sociais, ecológicos e institucionais de absorver, lidar com e recuperar-se dos impactos adversos das mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que mantêm e transformam suas funções essenciais, estruturas e identidade (Intergovernmental Panel on Climate Change, 2023; United Nations Environment Programme, 2023).
Esse conceito abrange três dimensões interligadas:
Capacidade de resistência – evitar ou reduzir danos imediatos causados por eventos climáticos extremos;
Capacidade adaptativa – ajustar práticas, políticas e comportamentos para lidar com novas condições ambientais e sociais;
Capacidade transformadora – promover mudanças estruturais nos sistemas sociais e institucionais para garantir justiça climática e sustentabilidade no longo prazo.
Na perspectiva das políticas públicas e da governança democrática, a resiliência climática pressupõe:
acesso equitativo à informação e aos recursos de adaptação;
uso estratégico de dados e evidências para planejamento e decisão;
engajamento ativo das comunidades locais nos processos decisórios;
e integração de saberes técnicos e tradicionais para respostas territorializadas e sustentáveis.
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Mudanças climáticas referem-se a alterações significativas e duradouras nos padrões do clima global ou regional, incluindo variações nas temperaturas médias, regimes de precipitação, frequência e intensidade de eventos extremos, como secas, enchentes, ondas de calor e tempestades (Santos, 2021).
São problemas complexos que exigem soluções complexas. O ciclo começa com as ações humanas no dia a dia, como uso da energia e da água, produção e consumo de bens, mobilidade e tratamento de dejetos. Numa escala global, na qual somamos 8 bilhões de pessoas, vivendo, em sua maioria, em cidades industrializadas, o impacto ambiental do estilo de vida contemporâneo é considerado um fator de aceleração das alterações climáticas (Klein, 2020). Esse ciclo de ação humana e reação ambiental se manifesta em temperaturas extremas, secas, inundações, mudança no comportamento de animais, perda da biodiversidade, novas doenças, entre muitos outros problemas (Santos, 2021).
Embora o clima da Terra sempre tenha passado por transformações ao longo de sua história geológica, o termo, em seu uso contemporâneo, refere-se principalmente às mudanças aceleradas e provocadas por atividades humanas, especialmente a partir da Revolução Industrial. Essas alterações decorrem, sobretudo, da emissão de gases de efeito estufa (GEE), como dióxido de carbono (CO₂), metano (CH₄) e óxidos de nitrogênio (NOₓ), gerados pela queima de combustíveis fósseis, desmatamento, agricultura intensiva e processos industriais.
As mudanças climáticas têm impactos multidimensionais:
ambientais, como a perda de biodiversidade, degradação de ecossistemas e acidificação dos oceanos;
econômicos, com prejuízos à agricultura, infraestrutura e cadeias produtivas;
sociais, ao acentuar desigualdades, afetar a segurança alimentar e hídrica, e aumentar a vulnerabilidade de populações já marginalizadas.
e de equidade, uma vez que os efeitos das mudanças climáticas são distribuídos de forma desigual, atingindo com mais intensidade grupos socialmente, economicamente e ambientalmente vulneráveis.
Nesse contexto, elas são também uma questão de justiça social e ambiental, pois seus efeitos são desigualmente distribuídos: comunidades de baixa renda, povos tradicionais e populações urbanas periféricas tendem a ser mais afetadas, com menor capacidade de adaptação e resposta.
Portanto, enfrentar as mudanças climáticas exige:
mitigação, ou seja, a redução das emissões de GEE;
adaptação, com políticas públicas que preparem os territórios para os impactos inevitáveis;
e governança participativa, que articule dados, saberes e ações de diversos atores — especialmente os mais vulnerabilizados — na construção de soluções justas e sustentáveis.
Essa abordagem deve necessariamente considerar critérios de equidade, como a participação efetiva de diferentes grupos sociais nas decisões, o reconhecimento de saberes diversos, e o desenho de soluções que contemplem as distintas condições de vida, riscos e capacidades de resposta. Promover a equidade significa garantir que as medidas climáticas não aprofundem desigualdades, mas contribuam para superá-las.
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