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Primeiro clube-empresa de PE, Unibol é reativado após 21 anos e volta já como SAF PDF Imprimir E-mail

2025-05-23

O “Unibol Pernambuco Futebol Clube S/C Ltda” foi o primeiro clube-empresa do estado. Criado pelo Grupo Moura, o time teve o CNPJ aberto em 14 de novembro de 1996. O projeto inicial não durou tanto, com a marca sendo vendida dois anos depois à extinta loja Via Sports. Por R$ 50 mil, sem posse alguma, o Unibol foi das mãos de Ivo Moura para Jaildo Dantas. Foi quando alçou voos mais altos no futebol profissional, com o título da Série A2 em 1998 e duas participações na elite local, ficando em 6º lugar em 1999 e em 7º em 2000. Apesar da sede localizada em Paulista, o time mandava os seus jogos no município de Goiana. Ao todo, fez 53 jogos na Série A1, com 14 vitórias, 15 empates e 24 derrotas. Trata-se de uma estatística congelada há 25 anos, apesar do pionerismo.

Afinal, o clube não quis disputar o Estadual de 2001 e, assim, acabou relegado à segunda divisão estadual, aparecendo pela última vez em 2004. Desde então, paralisou as atividades. No máximo, escolinhas no modesto centro de treinamento em Paulista, que tem dois campos. Passados 21 anos do último jogo oficial, o Unibol retorna como Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Volta num modelo gestão bem diferente. O foco deve ser na formação de atletas, algo que a versão original teve destaque, com os títulos pernambucanos no Sub 15 (1999) e Sub 17 (1999), e um vice no Sub 20 (1999), sem contar a revelação do meia Hernanes, que participou da Copa do Mundo de 2014, quando já defendia a Inter de Milão.

Universidade Federal deverá ser o “CT”
Em sua nova fase empresarial, como destacou um texto da FPF sobre a reativação do antigo filiado, o “Unibol pretende revelar atletas com alto potencial competitivo ao mesmo tempo em que promove uma formação cidadã. O foco principal está nas categorias de base, encaradas não apenas como fonte de novos talentos para o futebol nacional, mas também como ferramentas de transformação social”. Para isso, o clube firmou uma parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o que até faz sentido, já que o nome do Unibol quer dizer “Universidade do Futebol”.

Num encontro recente na reitoria da UFPE, o Unibol foi apresentado como “primeira startup voltada ao universo do futebol”. No caso, a SAF deverá utilizar os campos da faculdade, às margens da BR-101, além do conhecimento acadêmico e científico por meio de cursos, pesquisas e acompanhamento multidisciplinar. Em contato com o blog, a direção do Unibol disse que os treinos também serão realizados em outros espaços. Além disso, a ideia é manter o projeto nas categorias de base. Portanto, uma volta à pirâmide profissional de PE, cuja base hoje é a Série A3, não deve acontecer tão cedo. É uma filiação semelhante ao clube “Tubarões de Boa Viagem”, apenas com os “Subs”.

O estádio que sumiu junto com o Unibol
A história do Unibol tem uma ligação curiosa com o Estádio Ademir Cunha que vale ser relembrada. Em 2000, o arquiteto Múcio Jucá chegou a realizar um estudo preliminar sobre a ampliação e modernização do Ademir Cunha, em Paulista. Curiosamente, o projeto foi batizado de “Estádio Unibol”, que seria atrelado ao primeiro clube-empresa. Com a reforma, o Ademir Cunha teria 3,5 mil lugares a mais, com capacidade chegando a 16 mil.

Link da matéria: https://cassiozirpoli.com.br/primeiro-clube-empresa-de-pe-unibol-e-reativado-apos-21-anos-ja-como-saf/

 

 
Quase um mês após incêndio, lojistas começam a ter previsão de liberação de rua no Centro do Recife PDF Imprimir E-mail

12.06.2025

Quase um mês após o incêndio que atingiu três imóveis da Rua Direita, no bairro de São José, Centro do Recife, os comerciantes começam a ter previsão para liberação da área e volta da circulação de pessoas.

Durante o Debate da Super Manhã, na Rádio Jornal, o secretário-executivo de Defesa Civil do Recife, Cel. Cássio Sinomar explicou que a área ainda está interditada porque uma fachada está solta e “o desabamento está visível, pode cair e matar alguém”.

De acordo com ele, é necessária a realização de um escoramento para eliminar o risco e, então, liberar a rua para os comerciantes e pedestres.

O secretário-executivo destacou que na última segunda-feira (9), em reunião com a Câmara de Dirigentes Lojistas do Recife (CDL Recife), um projetista fez um esboço que deve ficar pronto em 5 dias para análise da Prefeitura do Recife e liberação da região “o mais rápido possível”.

Sinomar reforça que a população pode acionar a Defesa Civil do Recife pelo telefone 0800.081.3400 para solicitar vistorias e alertar possíveis riscos em imóveis da cidade.

No dia 16 de maio, um incêndio atingiu o histórico prédio do Cine Glória, um edifício vizinho e outros imóveis na Rua Direita. Com os bloqueios na região, lojistas têm se preocupado com as vendas e os empregos dos colaboradores.

O diretor da Loja Futurista, que foi atingida por um incêndio em outubro de 2024, Claudio Miano, pontuou que a proximidade de todas as lojas acaba impactando os negócios do entorno.

“Talvez a maior dificuldade nesse momento seja reunir todos os interessados em um bem comum que é a preservação do patrimônio histórico e a continuidade dos negócios dos quais dependem muitas famílias”, pontuou.

Para ele, as iniciativas isoladas dos lojistas ainda não são o suficiente para reestruturar o centro histórico do Recife. “Talvez esses acontecimentos todos motivem para que exista uma união maior entre os empresários e os órgãos envolvidos na fiscalização e na prevenção”, afirmou.

Comerciantes afetados
Um dos lojistas afetados foi Fábio Rocha, de 44 anos, proprietário da loja Superwang, que vende itens importados de tecnologia. Localizada em frente ao foco do incêndio, a loja está fechada e, além da indefinição de que vai conseguir pagar o aluguel de R$ 20 mil, ele não sabe como vai arcar com outras despesas e com a receita de 30 funcionários.

“O maior prejudicado é o comércio ao redor. Não estou podendo abrir e não dão previsão ou algum benefício. Nenhum órgão oficial de governo ou da prefeitura se compromete a resolver o problema. Dizem que tem que ter um projeto para escorar a fachada do prédio que sofreu o incêndio, mas quem vai fazer esse projeto?”, questionou.

O dono de uma loja de calçados, o empresário João Maciel, de 46 anos, também foi prejudicado pela interdição. Apesar de seu comércio não ter sido interditado, ele conta que o movimento diminuiu na rua e prejudicou as vendas.

“Ninguém resolve nada e a gente está à mercê. A gente tem um monte de obrigação para pagar e caiu 80% das vendas. Vai ser difícil manter a folha salarial dos empregados e a gente não tem previsão de quando vai voltar ao normal”, lamentou.

Preservação do centro do Recife
Durante o debate, o diretor integrado e especializado do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco, Cel. George Farias, pontuou que “quando a prevenção falha, o acidente acontece”.

A respeito da necessidade de preservação do centro da cidade, o arquiteto e urbanista, professor e pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e coordenador geral do Projeto Recife Cidade Parque, Roberto Montezuma, afirmou que sem cuidado, a região pode passar por desmonte.

“A cidade é um patrimônio, um organismo vivo, e como um organismo vivo, ela tem que ser cuidada”, ressaltou.

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Escritora e pianista Elyanna Caldas morre, aos 88 anos, no Recife PDF Imprimir E-mail

12.06.2025

Uma das referências na música instrumental do País, a pianista e escritora Elyanna Caldas faleceu nesta quinta-feira (11), aos 88 anos. A mestra ocupava a Cadeira nº 14 da Academia Pernambucana de Letras desde 2019, quando assumiu a vaga deixada pelo acadêmico Rostand Carneiro Leão Paraíso.

A ilustre acadêmica foi uma das mais brilhantes expressões da arte musical brasileira, reconhecida nacional e internacionalmente por seu talento, erudição e dedicação incansável à música. Ainda quando tinha 21 anos, Elyanna venceu o prestigiado concurso Magda Tagliaferro, no Rio de Janeiro, e obteve o diploma profissional pela École Normale de Musique de Paris.

Após suas primeiras conquistas, a artista construiu uma trajetória marcada pelo virtuosismo ao piano e pelo compromisso com a formação musical no Brasil. Em seu retorno a Pernambuco, Elyanna trabalhou bastante para o desenvolvimento da música instrumental e, nos anos de 1960, ajudou a fundar o curso de música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), um legado que se estende por gerações.

Academia Pernambucana de Letras / divulgação
Escritora e pianista Elyanna Caldas morre, aos 88 anos, no Recife - Academia Pernambucana de Letras / divulgação

Em nota de pesar, o presidente da Academia Pernambucana de Letras, Lourival de Holanda, lamentou o falecimento da artista. "Foram mais de oito décadas dedicadas à música instrumental com paixão, disciplina e sensibilidade, sempre sem jamais cogitar o silêncio. Pernambuco, que tantas vezes foi o palco privilegiado de suas apresentações, orgulha-se de tê-la como filha e embaixadora da cultura. A Academia se solidariza com familiares, amigos, alunos e admiradores da imortal Elyanna Caldas, cuja arte permanecerá viva entre nós", escreveu.

A pianista também chegou a presidir o Conservatório Pernambucano de Música em dois mandatos (1987–1991 e 1995–1999). Em nota, a direção da instituição se solidarizou. "É com profundo pesar que o Conservatório Pernambucano de Música recebe a notícia do falecimento da pianista Elyanna Caldas, uma das maiores referências da música erudita em Pernambuco e figura central na história da nossa instituição. Seu legado é imenso, sua ausência irreparável. Sua vida foi dedicada à arte, ao ensino e à beleza. Que sua memória continue a inspirar e a ressoar nos corações de todos que fazem a música em Pernambuco. Toda solidariedade à sua família, amigos e a toda a comunidade artística".

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Trajetória de Elyanna Caldas
Elyanna iniciou sua trajetória musical ainda na infância, e logo destacou-se como talento excepcional ao piano. Teve formação de excelência em Paris, Varsóvia e Viena, representando o Brasil em importantes concursos internacionais e sendo premiada, entre outros, no Concurso Magda Tagliaferro. Mesmo com uma promissora carreira internacional, optou por dedicar-se ao magistério e à difusão da música clássica no seu estado natal.

Foi diretora do Conservatório Pernambucano de Música em dois mandatos (1987–1991 e 1995–1999), período em que consolidou ações inovadoras de formação e democratização cultural, como os projetos Quartas Musicais, Estações Musicais e concertos explicativos em espaços públicos.

Elyanna também foi uma das fundadoras do curso de Música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), tendo contribuído decisivamente para a formação de diversas gerações de pianistas, professores e músicos pernambucanos.

Em 2019, foi eleita para a Academia Pernambucana de Letras, ocupando a Cadeira nº 14, reconhecimento por sua trajetória como artista, educadora e autora do livro Caminhos de uma pianista.

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Morre Elyanna Caldas, pianista e membro da Academia Pernambucana de Letras PDF Imprimir E-mail

12.06.2025

Morreu, nesta quinta-feira (12), aos 88 anos, a pianista e professora Elyanna Caldas. A musicista ocupava a cadeira de número 14 da Academia Pernambucana de Letras (APL) e foi uma das fundadoras do curso de música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

A causa da morte não foi divulgada. O velório será na sede da APL, no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife. O horário da cerimônia não foi confirmado.

Em nota de pesar divulgada nas redes sociais, o presidente da instituição, Lourival Holanda, lamentou a morte de Elyanna Caldas e disse que ela "foi uma das mais brilhantes expressões da arte musical brasileira".

"Foram mais de oito décadas dedicadas à música instrumental com paixão, disciplina e sensibilidade, sempre sem jamais cogitar o silêncio. Pernambuco, que tantas vezes foi o palco privilegiado de suas apresentações, orgulha-se de tê-la como filha e embaixadora da cultura", declarou no texto.
Quem foi Elyanna Caldas
Referência na música instrumental, Elyanna já tocou em países como França e Polônia e tem cinco discos gravados, sendo um deles dedicado à obra de Capiba.
Nascida na capital pernambucana em 1937, ela se encantou pela música ainda na infância e começou a tocar piano com apenas 5 anos de idade, executando notas apenas de ouvido.
Pouco tempo depois, aos 6 anos, já se apresentava no Teatro de Santa Isabel, no Centro do Recife.
Aos 17, Elyanna representou o Brasil no 5º Concurso Internacional Frederico Chopin, em Varsóvia.
Quatro anos depois, venceu o concurso Magda Tagliaferro, no Rio de Janeiro, e foi estudar no Conservatório de Música de Paris.
De volta ao estado natal, na década de 1960, ajudou a fundar o curso de graduação em música da UFPE e se formou em letras na instituição.
A pianista também foi presidente do Conservatório Pernambucano de Música em duas ocasiões: entre 1987 e 1991 e de 1995 a 1999.
Em 1983, a pianista fundou o Movimento Arte e Cultura do Nordeste, que realizava encontros entre artistas de diferentes linguagens.
Em 2019, foi eleita imortal da APL, ocupando a cadeira 14 da instituição.
Elyanna também promoveu diversos festivais de música clássica no Recife e coordenava a programação "Música na Academia", mantida pela APL desde 2014.

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Adeus Elyanna Caldas - Pianista e acadêmica partiu suave como viveu PDF Imprimir E-mail

12.06.2025

Partiu para a eternidade nesta quinta-feira, 12/06/25 uma das maiores instrumentalizar do Brasil. A pianista pernambucana
Elyanna Caldas teve uma trajetória marcada por diversos sucessos e reconhecimento. Ela iniciou seus estudos musicais no Recife e, ao longo da carreira, tornou-se uma figura importante no cenário musical do Brasil.

Principais pontos da sua biografia

Elyanna começou a tocar piano aos 18 anos, após aprender com as irmãs Nobre de Almeida e posteriormente com Waldemar de Almeida.
Representou o Brasil no V Concurso Internacional Frederic Chopin e obteve um certificado profissional de pianista pela Ecole Normale de Musique em Paris.
Foi vencedora de diversos concursos nacionais e se apresentou com diversas orquestras sinfônicas, incluindo a de Recife, João Pessoa e São Paulo.

Curso de música da UFPE

Elyanna desempenhou um papel fundamental na criação do curso de música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Também dirigiu o Conservatório Pernambucano de Música, contribuindo para o desenvolvimento da educação musical em Pernambuco.

Realizou e dirigiu diversos shows e eventos culturais, incluindo a série "
'Brasil in Concert' e a programação do Conservatório Pernambucano de Música no Festival de Inverno de Garanhuns.
Elyanna integrou a Academia Pernambucana de Letras, ocupando a cadeira de número 14.

Palcos

A artista, que começou a tocar ouvindo as aulas de piano da irmã, tocou em palcos de diversos países e fundou o curso de música da UFPE. Elyanna tinha 85 anos de vida e 80 anos de estudos e carreira.

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