Transnordestina debatida em Petrolina |
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Transnordestina debatida em Petrolina
Economia
Página 10
Transnordestina debatida em Petrolina
Seminário “Conexões Transnordestina”, promovido pelo portal Movimento Econômico e a Sudene, terá como um dos debatedores o presidente da Abrafrutas, Guilherme Coelho
DA REDAÇÃO
O seminário “Conexões Transnordestina – A Ferrovia que Mudará Pernambuco”, iniciativa conjunta do portal Movimento Econômico e Sudene, chega a Petrolina no dia 13 deste mês, após a estreia em Salgueiro, em 24 julho. Objetivo da série de sete encontros é fomentar o debate sobre os impactos econômicos e logísticos do ramal ferroviário Salgueiro-Suape, considerado um dos principais vetores de transformação regional nos próximos anos.
Os debatedores do evento em Petrolina serão o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Guilherme Coelho; o diretor de Empreendimentos da Infra. S. A., André Luís Ludolfo; o reitor da Univasf, Telio Nobre Leite, e representantes do setor produtivo, da sociedade civil organizada e esferas governamentais.
No evento de estreia, em Salgueiro, a Sudene firmou acordo com a UFPE para realizar estudos de viabilidade do ramal ferroviário ligando Petrolina ao entroncamento da Transnordestina em Salgueiro, com entrega prevista até o primeiro semestre de 2026.
Escoamento
O ramal facilitaria o escoamento da produção agrícola irrigada do Vale do São Francisco, dando acesso logístico aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE), além de integrar a hidrovia do Rio São Francisco à malha ferroviária. O projeto tem origem nos estudos iniciados na década de 1990 e interrompidos em 1992 por falta de recursos. A retomada busca atualizar o traçado e responder às transformações urbanas e econômicas dos últimos 30 anos.
Com investimento estimado em R$ 3,5 bilhões e conclusão prevista até 2029, o novo ramal da Transnordestina que corta Pernambuco é executado pela Infra S.A. e já apresenta avanços nos projetos básicos, licenciamentos e estudos técnicos. A proposta é transformar Pernambuco em um eixo logístico de escoamento da produção agroindustrial, mineral e energética, conectando o interior ao Porto de Suape, e ampliando a competitividade de setores como fruticultura, gesso, avicultura, mineração e combustíveis.
O “Conexões Transnordestina” prevê a realização de sete encontros em cidades-chave ao longo da ferrovia.
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