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SBPC valoriza universidades PDF Imprimir E-mail

14.07.25

Teve início no domingo, 13, e segue até o próximo sábado, 19, a 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento é um dos maiores e mais tradicionais encontros de pesquisa e integração acadêmica da América Latina, e acontece pela primeira vez na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), no Recife. O tema desta edição é “Progresso é ciência em todos os territórios”, abrindo oportunidade para a discussão de temas relevantes para a contemporaneidade, da multiplicidade de vozes para os fazeres artísticos e a produção cultural, até o debate sobre o alcance discernível da Inteligência Artificial na vida social e na evolução do conhecimento e do progresso científico nos próximos anos.

Reconhecer a importância de um evento como esse, e por tabela, da SBPC e das universidades, significa estimular a compreensão da valorização da busca incessante pelo conhecimento, que caracteriza o espírito do saber, e deve estar sempre aberto ao desenvolvimento crítico do próprio conhecimento estabelecido. Pois o saber avança no caminho de saberes antigos, que formam a base do conhecimento, mas que se renovam com informações, experiências e perspectivas novas ou diferentes. O progresso não é uma linha reta numa única direção, mas a ampliação de possibilidades em diversas direções.

Daí também a emergência da diversidade como fator primordial para o conhecimento que se faz da teoria à aplicação científica e tecnológica, da genialidade individual compartilhada no meio científico aos benefícios coletivos proporcionados e respaldados pela ciência. No Brasil, a diversidade universitária se mostra no ensino superior público, com a existência de pesquisas de ponta e conceituadas instituições em todos os estados, além de entidades privadas que complementam o esforço de investimento nas vocações e na formação profissional.

Mas o ensino superior brasileiro vem passando por um drama persistente e prolongado, há décadas. Faltam recursos financeiros para as universidades públicas, sobretudo as federais. E se a desconfiança com o ensino público já se identificou a governos considerados como de direita, é forçoso constatar que, mesmo em gestões identificadas com o espectro ideológico de esquerda, o problema continua. Como agora.

Dias atrás, antes da abertura da SBPC, o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, anunciou a racionalização dos custos administrativos para manter a universidade funcionando até outubro. Segundo o reitor, a demanda é de cerca de R$ 24 milhões, para que a UFPE honre seus compromissos até o final do ano. “Os recursos destinados a todas as universidades federais, em particular à UFPE, são insuficientes para manter o conjunto das nossas atividades de forma plena”, disse. O governo Lula não vem repassando para as universidades os recursos previstos em orçamento, dificultando as atividades de ensino e pesquisa, e restringindo a gestão administrativa.

Como um dos mantras do atual governo no Planalto é a superação das desigualdades no país, nada mais lógico do que respeitar o desembolso previsto para as universidades – e até recompor as perdas acumuladas nos últimos anos, além de elevar convênios para orçamentos maiores. Sem investimento em educação e ciência, dificilmente deixaremos de ser uma nação tão desigual.

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Mobilização pela ferrovia ganha força em Pernambuco com parceria entre Sudene e UFPE PDF Imprimir E-mail

24.07.2025

Em um passo decisivo para a reativação da malha ferroviária em Pernambuco, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) firmaram uma parceria estratégica que visa elaborar dois estudos para o futuro do transporte ferroviário no estado. A iniciativa insere Pernambuco no centro do esforço nacional para reconstruir e modernizar a infraestrutura ferroviária brasileira.

O acordo foi oficializado ontem (24), durante o seminário “Conexões Transnordestina – A ferrovia que mudará Pernambuco”, realizado em Salgueiro, no Sertão pernambucano. O evento, promovido pela Sudene e pelo Movimento Econômico, reuniu autoridades, especialistas e lideranças locais para debater a retomada do modal ferroviário como vetor de desenvolvimento.

Durante o evento, a Sudene anunciou a a realização de dois estados: o primeiro voltado à retomada do transporte de cargas entre Petrolina e Salgueiro, com foco no escoamento da produção agrícola do Vale do São Francisco; e o segundo, dedicado à reativação do transporte de passageiros entre Caruaru e Recife, resgatando uma conexão histórica e estratégica para a mobilidade regional.

“O transporte ferroviário não é apenas uma alternativa logística. Ele é essencial para a integração regional e para o fortalecimento de cadeias produtivas locais”, afirmou Danilo Cabral, superintendente da Sudene. Segundo ele, os estudos — que devem ser concluídos até o primeiro semestre de 2026 — estão alinhados à política nacional de revitalização ferroviária liderada pelo Governo Federal.

O projeto de cargas prevê um estudo técnico detalhado para avaliar custos e traçados de um novo ramal ligando Petrolina à Transnordestina, em Salgueiro. A proposta conectará a produção da fruticultura irrigada ao sistema ferroviário e, a partir dele, aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE), além de ampliar a integração com a hidrovia do Rio São Francisco.

No campo da mobilidade urbana, o estudo sobre o trecho Recife-Caruaru analisará a viabilidade de retomar o transporte de passageiros, comparando o antigo traçado com soluções tecnológicas modernas, inclusive considerando um novo percurso paralelo à BR-232.

Infraestrutura ferroviária volta ao centro da agenda
A mobilização em torno da ferrovia também passa pela Transnordestina. A Sudene já destinou R$ 5,6 bilhões via Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para a obra, que está com 75% dos serviços executados. Outros R$ 2,6 bilhões estão com recursos assegurados. O trecho Eliseu Martins (PI) – Pecém (CE) está em andamento, mas o foco agora se volta ao ramal entre Salgueiro e o Porto de Suape.

Durante o seminário, representantes da Infra S.A., vinculada ao Ministério dos Transportes, anunciaram que os projetos técnicos para o trecho pernambucano estão em fase avançada. A primeira licitação, referente ao trecho Custódia-Arcoverde, deve ocorrer ainda em 2025. O contrato deve ser assinado no início de 2026, com investimento previsto de R$ 600 milhões do Orçamento Geral da União.

O plano completo envolve R$ 3,5 bilhões em investimentos até 2029, com 179 quilômetros já concluídos. No entanto, a construção de terminais ficará a cargo da iniciativa privada ou da futura concessionária, como explicou Rafael Fernandes de Sousa, da Infra S.A.

Visão de futuro para o Nordeste
Durante os debates, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Guilherme Cavalcanti, afirmou que a ferrovia não deve responder apenas à demanda existente: “Estamos projetando um futuro de transformação econômica. A ferrovia é um pilar de desenvolvimento estratégico para o estado e para o Nordeste.”

A mobilização também contou com representantes do setor produtivo, da academia e da sociedade civil. A presidente da CDL de Salgueiro, Regilane Barros, o professor e consultor logístico Guilherme Magalhães, e lideranças políticas como o prefeito Fábio Lisandro e o deputado estadual João Tenório marcaram presença.

“Estamos diante de uma tempestade perfeita: vontade política, financiamento assegurado e demanda crescente. O momento de concluir a ferrovia é agora”, declarou o prefeito Lisandro.
Com a união de forças entre Sudene, UFPE e governo federal, Pernambuco assume protagonismo na reconstrução ferroviária do País, reacendendo um debate essencial para o desenvolvimento sustentável e a integração regional do Nordeste.

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Parceria entre Sudene e UFPE impulsiona retomada da malha ferroviária em Pernambuco PDF Imprimir E-mail

24.07.2025

A mobilização em torno da reativação do transporte ferroviário em Pernambuco ganhou um novo impulso nesta quinta-feira (23), com a formalização de uma parceria estratégica entre a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O acordo prevê a elaboração de dois estudos fundamentais para o futuro da malha ferroviária no estado, posicionando Pernambuco como protagonista no esforço nacional de modernização da infraestrutura logística.

O anúncio foi feito durante o seminário “Conexões Transnordestina – A ferrovia que mudará Pernambuco”, realizado em Salgueiro, no Sertão pernambucano. O evento, promovido pela Sudene em parceria com o Movimento Econômico, reuniu autoridades, especialistas e lideranças políticas e do setor produtivo para discutir o papel estratégico das ferrovias no desenvolvimento regional.

Dois estudos prioritários

A iniciativa contempla dois estudos técnicos. O primeiro tem foco no transporte de cargas entre Petrolina e Salgueiro, com o objetivo de conectar a produção agrícola do Vale do São Francisco à ferrovia Transnordestina e, a partir dela, aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE). Já o segundo visa avaliar a reativação do transporte de passageiros entre Caruaru e Recife, recuperando uma conexão histórica com potencial de fortalecer a mobilidade no Agreste e na Região Metropolitana.

“O transporte ferroviário não é apenas uma alternativa logística. Ele é essencial para a integração regional e para o fortalecimento de cadeias produtivas locais”, afirmou Danilo Cabral, superintendente da Sudene. Os estudos devem ser concluídos até o primeiro semestre de 2026 e estão alinhados com a política federal de revitalização ferroviária.

No caso do transporte de cargas, o estudo avaliará traçados e custos para um novo ramal ligando Petrolina à Transnordestina, com possibilidade de integração também à hidrovia do São Francisco. Já para o transporte de passageiros, a análise considerará tecnologias modernas e até um traçado alternativo paralelo à BR-232.

Transnordestina: investimento e cronograma

Além dos novos estudos, a mobilização pela ferrovia passa também pela conclusão da Transnordestina. A Sudene já destinou R$ 5,6 bilhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para a obra, com mais R$ 2,6 bilhões já assegurados. O trecho entre Eliseu Martins (PI) e o Porto de Pecém (CE) segue em andamento, mas o foco agora se volta ao ramal pernambucano entre Salgueiro e Suape.

A estatal Infra S.A., ligada ao Ministério dos Transportes, confirmou que os projetos técnicos para o trecho em Pernambuco estão em fase avançada. A primeira licitação, referente ao trecho Custódia-Arcoverde, está prevista para ocorrer ainda em 2025, com contrato a ser assinado no início de 2026. O investimento inicial será de R$ 600 milhões com recursos do Orçamento Geral da União.

O plano completo prevê R$ 3,5 bilhões em investimentos até 2029, sendo que 179 quilômetros já estão concluídos. A construção de terminais logísticos ficará a cargo da iniciativa privada ou da futura concessionária da ferrovia.

Um novo futuro para o Nordeste

Durante o seminário, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti, destacou a importância estratégica da ferrovia. “Estamos projetando um futuro de transformação econômica. A ferrovia não pode responder apenas à demanda de hoje, mas à que vamos criar nos próximos anos”, afirmou.

A mobilização conta ainda com o apoio de lideranças locais e da sociedade civil. A presidente da CDL de Salgueiro, Regilane Barros, e o consultor logístico Guilherme Magalhães reforçaram a relevância da integração regional. Já o prefeito Fábio Lisandro e o deputado estadual João Tenório defenderam celeridade na conclusão das obras.

“Estamos diante de uma tempestade perfeita: vontade política, financiamento assegurado e demanda crescente. O momento de concluir a ferrovia é agora”, declarou o prefeito Lisandro.

Com o esforço conjunto de Sudene, UFPE, Governo Federal e setor produtivo, Pernambuco retoma o protagonismo no debate ferroviário nacional, reacendendo a perspectiva de um desenvolvimento mais sustentável, integrado e eficiente para todo o Nordeste.

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Nova conexão da Transnordestina deve impulsionar economia no sertão PDF Imprimir E-mail

24.07.2025

A Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) firmou nesta quinta-feira, 24 de julho, uma parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para avaliar o quanto que a malha logística daquela região irá melhorar com a integração de novas conexões da ferrovia Transnordestina.

Os estudos terão dois focos distintos: o transporte de cargas entre os municípios pernambucanos de Salgueiro e Petrolina, e a retomada do transporte de passageiros entre as cidades de Recife e Caruaru. A previsão é que a UFPE conclua as pesquisas até o primeiro semestre de 2026.

A ideia dos estudos visa fortalecer o escoamento da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco, bem como de outros produtos oriundos de arranjos produtivos locais. A conexão também facilitaria o acesso estratégico aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE), além de integrar a hidrovia do rio São Francisco à malha ferroviária nordestina.

A outra pesquisa tem como foco a retomada do transporte de passageiros entre Recife e Caruaru. O estudo buscará avaliar o potencial de demanda, comparar o antigo traçado ferroviário com tecnologias mais modernas e analisar a viabilidade de um novo percurso que acompanhe o traçado da BR-232.

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O investimento total estimado é de R$ 3,5 bilhões, já que existem 179 km com obras finalizadas. A previsão de conclusão é até 2029. Atualmente, as obras registram 75% de avanço físico no trecho que interliga Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE). A secretaria de fundos e instrumentos financeiros do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) elaborou o orçamento do projeto com investimento total de quase R$ 15 bilhões, dos quais R$ 8,2 bilhões já foram aplicados.

TRANSFORMAÇÃO

Durante o primeiro seminário do “Conexões Transnordestina – A ferrovia que mudará Pernambuco”, realizado no sertão daquele estado, o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, afirmou que os estudos estão alinhados com a nova política federal de transportes, que aposta no modal ferroviário como vetor de transformação econômica e social.

“Nosso objetivo é contribuir para as ações de integração logística regional, ampliando a competitividade e induzindo o desenvolvimento sustentável e inclusive do Nordeste”, declarou Cabral.

Já durante o evento “Conexões Transnordestina”, técnicos da Infra S.A. apresentaram atualizações sobre o trecho pernambucano da Transnordestina, que ligará Salgueiro ao Porto de Suape. Os projetos técnicos estão em andamento, e os editais de licitação para a construção do ramal serão lançados conforme esses projetos forem finalizados.

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Segundo o assessor da diretoria de empreendimentos da Infra S.A, Rafael Fernandes de Sousa, a obra já foi retomada e a estratégia será de aproveitar ao máximo o traçado projetado inicialmente, com atualizações pontuais, por exemplo, na área onde há uma barragem.

“A primeira licitação deve ocorrer ainda neste segundo semestre para o trecho Custódia – Arcoverde, com previsão de contratação da obra no primeiro trimestre de 2026. O investimento estimado é de R$ 600 milhões, com recursos provenientes do Orçamento Geral da União”, explicou Rafael Fernandes.

“Em nosso projeto, não há previsão de construção de terminais pela Infra S.A. É uma iniciativa que será tomada pela iniciativa privada ou pela futura concessionária. Pela nossa experiência em outras ferrovias, é mais viável que a decisão sobre a localização seja tomada pelo setor produtivo”, ressaltou o gestor da Infra S.A.

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Mobilização pela ferrovia ganha força com parceria entre Sudene e UFPE PDF Imprimir E-mail

24.07.2025 

Em um passo decisivo para a reativação da malha ferroviária em Pernambuco, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) firmaram uma parceria estratégica que visa elaborar dois estudos para o futuro do transporte ferroviário no estado. A iniciativa insere Pernambuco no centro do esforço nacional para reconstruir e modernizar a infraestrutura ferroviária brasileira.

O acordo foi oficializado nesta quinta (24), durante o seminário “Conexões Transnordestina – A ferrovia que mudará Pernambuco”, realizado em Salgueiro, no Sertão pernambucano. O evento, promovido pela Sudene e pelo Movimento Econômico, reuniu autoridades, especialistas e lideranças locais para debater a retomada do modal ferroviário como vetor de desenvolvimento.

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Durante o evento, a Sudene anunciou a a realização de dois estados: o primeiro voltado à retomada do transporte de cargas entre Petrolina e Salgueiro, com foco no escoamento da produção agrícola do Vale do São Francisco; e o segundo, dedicado à reativação do transporte de passageiros entre Caruaru e Recife, resgatando uma conexão histórica e estratégica para a mobilidade regional.

“O transporte ferroviário não é apenas uma alternativa logística. Ele é essencial para a integração regional e para o fortalecimento de cadeias produtivas locais”, afirmou Danilo Cabral, superintendente da Sudene. Segundo ele, os estudos — que devem ser concluídos até o primeiro semestre de 2026 — estão alinhados à política nacional de revitalização ferroviária liderada pelo Governo Federal.

O projeto de cargas prevê um estudo técnico detalhado para avaliar custos e traçados de um novo ramal ligando Petrolina à Transnordestina, em Salgueiro. A proposta conectará a produção da fruticultura irrigada ao sistema ferroviário e, a partir dele, aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE), além de ampliar a integração com a hidrovia do Rio São Francisco.

No campo da mobilidade urbana, o estudo sobre o trecho Recife-Caruaru analisará a viabilidade de retomar o transporte de passageiros, comparando o antigo traçado com soluções tecnológicas modernas, inclusive considerando um novo percurso paralelo à BR-232.

A mobilização em torno da ferrovia também passa pela Transnordestina. A Sudene já destinou R$ 5,6 bilhões via Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para a obra, que está com 75% dos serviços executados. Outros R$ 2,6 bilhões estão com recursos assegurados. O trecho Eliseu Martins (PI) – Pecém (CE) está em andamento, mas o foco agora se volta ao ramal entre Salgueiro e o Porto de Suape.

Durante o seminário, representantes da Infra S.A., vinculada ao Ministério dos Transportes, anunciaram que os projetos técnicos para o trecho pernambucano estão em fase avançada. A primeira licitação, referente ao trecho Custódia-Arcoverde, deve ocorrer ainda em 2025. O contrato deve ser assinado no início de 2026, com investimento previsto de R$ 600 milhões do Orçamento Geral da União.

O plano completo envolve R$ 3,5 bilhões em investimentos até 2029, com 179 quilômetros já concluídos. No entanto, a construção de terminais ficará a cargo da iniciativa privada ou da futura concessionária, como explicou Rafael Fernandes de Sousa, da Infra S.A.

Durante os debates, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Guilherme Cavalcanti, afirmou que a ferrovia não deve responder apenas à demanda existente: “Estamos projetando um futuro de transformação econômica. A ferrovia é um pilar de desenvolvimento estratégico para o estado e para o Nordeste”.

A mobilização também contou com representantes do setor produtivo, da academia e da sociedade civil. A presidente da CDL de Salgueiro, Regilane Barros, o professor e consultor logístico Guilherme Magalhães, e lideranças políticas como o prefeito Fabinho Lisandro (PSD) e o deputado estadual Joãozinho Tenório (PRD) marcaram presença.

“Estamos diante de uma tempestade perfeita: vontade política, financiamento assegurado e demanda crescente. O momento de concluir a ferrovia é agora”, declarou o prefeito Lisandro.

Com a união de forças entre Sudene, UFPE e governo federal, Pernambuco assume protagonismo na reconstrução ferroviária do País, reacendendo um debate essencial para o desenvolvimento sustentável e a integração regional do Nordeste.

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