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Polícia investiga fraude no concurso do TJPE PDF Imprimir E-mail

21/10/2017

A Polícia Civil da Paraíba apura o envolvimento de membros de uma organização criminosa sediada em João Pessoa em fraudes no concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), realizado no último domingo (15). Ao menos três integrantes do grupo especializado em fraudar concursos públicos estavam inscritos nas provas do TJPE. Policiais da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) encontraram, durante a 4ª fase da Operação Gabarito, neste sábado (21), conversas citando o concurso no aplicativo WhatsApp.

Mensagens de texto entre Flávio Luciano Nascimento Borges, um dos líderes da organização criminosa, e o guarda municipal do Recife Thiago Leão, que fez a prova do último domingo no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (IFPE), foram obtidas pelo Portal FolhaPE, bem como áudios de uma conversa entre Flávio e o professor Dárcio Carvalho, que faz as provas de Direito, Português e Redação para o grupo.

Ao todo, foram analisados 15 mil arquivos digitais de membros da organização criminosa. De acordo com o delegado Lucas Sá, da DDF, foram repassados para a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) os nomes de Thiago Leão e de outros dois integrantes da quadrilha inscritos para o concurso, mas o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC), responsável pela aplicação das provas, não permitiu que a investigação fosse feita. "Repassamos para a PCPE a informação de que Thiago Leão, Poliane Alencar e Jamerson Hesídio fariam a prova, mas o IBFC não permitiu que os policiais entrassem no local de prova e realizassem a revista para verificar se eles estavam usando pontos eletrônicos", observou o investigador.

Os três suspeitos de fraudar o concurso do TJPE já foram presos por participarem do esquema criminoso em outros concursos. "Pelo menos 70 pessoas estão sendo investigadas. A Operação Gabarito está com cinco meses de investigações. Foram 34 presos até agora. Os primeiros presos devem ser sentenciados nos próximos dias. Destes, três mulheres estão em prisão domiciliar e há mais ou menos um mês 11 foram liberados mediante habeas corpus, entre eles Thiago Leão, Poliane Alencar e Jamerson Hesídio", ressaltou.

Procurado pela reportagem, o TJPE informou que ainda não foi notificado oficialmente pela polícia. Por isso, só deve se pronunciar nesta segunda-feira (23). O certame, por sua vez, é alvo de polêmica desde a primeira segunda-feira pós prova, quando candidatos denunciaram ter presenciado falhas na fiscalização e o descumprimento de itens do edital durante o concurso. O grupo chegou a fazer um abaixo-assinado com 12 mil assinaturas pedindo a anulação.

"Em alguns concursos, como o do Ministério Público do Rio Grande do Norte, que a organizadora colaborou com o trabalho da polícia, todos os integrantes do grupo foram presos e desclassificados. Caso a gente não consiga identificar as fraudes no concurso do TJPE, a única possibilidade que eu vejo é realmente o cancelamento", afirmou o delegado. O Portal FolhaPE tentou contato com o IBFC por telefone, mas não obteve sucesso.


Outras fraudes
Também são investigadas pela DDF fraudes em pelo menos quatro concursos realizados em Pernambuco. Além do TJPE, o grupo teria atuado também em provas da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). "São pelo menos cem concursos em todo o Brasil", revelou Lucas Sá.

Modo de agir
O investigador detalhou que os criminosos contratam professores nas áreas especializadas do certame. Cada um faz as questões nas áreas que são contratados e envia imagens das respostas. A partir disso, as informações são repassadas por ponto eletrônico para os candidatos. "Normalmente os candidatos têm que pagar dez vezes o salário inicial. Inicialmente dá uma entrada e o restante após ser nomeado. Eles têm candidatos aprovados nos primeiros lugares em vários concursos", disse.

 

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Cesar promove curso de férias com bolsa de R$ 2 mil PDF Imprimir E-mail

19/10/2017

 

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo de mais uma turma do programa Summer Job promovido pelo Cesar. Durante seis semanas, os participantes irão vivenciar problemas reais do mercado com a tutoria, metodologia e expertise da equipe altamente qualificada do Cesar.

Os interessados em participar do curso de verão poderão se inscrever até 3 de novembro no site. O início do programa será no dia 8 de janeiro de 2018 e
a previsão de término é 21 de fevereiro. O programa tem como foco – mas não se limita a - estudantes dos cursos de graduação em Ciência da Computação, Engenharia, Administração, Publicidade, Marketing, Economia, Design e afins, que estejam cursando a partir do 4° período.

A grande novidade desta nona edição fica por conta da facilidade que o programa traz aos participantes. Além de oferecer uma ajuda de custo no valor de R$ 2 mil, o Cesar também irá custear para o aluno selecionado passagens aéreas para uma das quatro cidades nas quais ele decida fazer o Summer Job.

Summer Job

O Cesar vem realizando o Summer Job desde 2012, com participação de alunos do ITA, UFPE, Insper (SP), USP (SP), PUC-Rio (RJ), UEA (AM), UFJF (MG), UNB (DF), UPE, Universidade Católica de Pernambuco e UFPB, entre outras instituições. 

 

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Fonoaudiólogos fazem atendimento gratuito a pessos que gaguejam PDF Imprimir E-mail

20/10/2017

Nesta sexta-feira, fonoaudiólogos estão realizando atendimento e avaliação gratuitos na Clínica Escola de Fonoaudiologia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), localizada no Bloco C, 4º andar. Das 8h às 15h, pessoas que gaguejam e familiares estarão sendo recebidos para tirar dúvidas a respeito da gagueira. Após as orientações, crianças, adolescentes e adultos que apresentarem gagueira serão encaminhados para tratamento gratuito no Grupo de Terapia para Gagueira da Unicap. A atividade contará com a participação de estudantes dos cursos de Fonoaudiologia da Católica, UFPE e Funeso.

A ação é alusiva ao Dia Internacional de Atenção à Gagueira, comemorado em 22 de outubro. Este ano, a Campanha do Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia, com o apoio da Associação Brasileira de Gagueira (Abra Gagueira) e o Instituto Brasileiro de Fluência, chama atenção da sociedade para o respeito às pessoas que gaguejam, além de desmistificar o assunto para a sociedade. A campanha tem como slogan "Pare, pense, escute e me respeite". O objetivo também é reforçar que o Fonoaudiólogo é o profissional que trata e proporciona uma melhor qualidade de vida a quem convive com a disfluência.

A Gagueira é um distúrbio da fluência que acomete 5% da população mundial, sendo 1% de forma crônica e persistente. No Brasil, afeta oito milhões de crianças e dois milhões de adolescentes e adultos, segundo dados da Abra Gagueira.

O Dia Internacional de Atenção à Gagueira foi criado em 1998 pela Internacional Fluency Association (IFA) e pela International Stuttering Association (ISA). Desde o início, o Brasil participou das comemorações com diversas ações voltadas para as pessoas que gaguejam, para familiares, para profissionais e para a população em geral por meio da Abra Gagueira, do IBF e do Laboratório de Investigação Fonoaudiológica da Fluência e Distúrbios da Fluencia da USP.

 

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Márcia Alcoforado: O que nos dizem os tambores que já se ouvem nas estepes africanas? PDF Imprimir E-mail

20/10/2017

Neste início de outubro participei da 14ª Conferência em Planejamento e Gestão de Bacias Hidrográficas do IWA (International Water Association) realizada no Parque Nacional Kruger, na África do Sul. O parque é a maior área protegida de fauna bravia do país e cobre mais de 2 milhões de hectares. Fomos acomodados no campi denominado Skukuza, que em uma das línguas locais significa “aquele que coloca tudo de cabeça para baixo”. Era assim conhecido o escocês Stevenson-Hamilton, responsável pela consolidação da reserva, ainda em 1926, contra poderosos interesses. A maior parte do interior do continente, incluindo o Kruger, era um ambiente tropical úmido dominado por densas florestas. Um esfriamento global, datado de milhões de anos atrás, foi responsável pela transformação da maior parte dessas florestas nas chamadas savanas, caracterizadas por gramas, arbustos e árvores esparsas. Este bioma possibilitou o surgimento e a evolução da nossa espécie e é lar dos maiores mamíferos terrestres. Na verdade, a maior parte de todos os animais que lá estão hoje, nós inclusive, foram os que melhor se adaptaram a este novo ambiente de aridez. Difícil escapar de reflexões sobre a condição humana quando colocamos os pés sobre o solo dos nossos primeiros ancestrais e nos encontramos diante do mesmo duro cenário. A psicologia analítica de Jung considera que, no homem moderno, todo o material inconsciente coletivo que herdou de seus ancestrais, apesar de reprimido, está em estado relativamente ativo. Para o homem primitivo que viveu nessas savanas, o mundo espiritual era tão real quanto o físico. A existência se dava sobre uma estrutura mágica e instintiva e incorporava facilmente a dualidade da vida A mudança na visão de mundo ocorre a partir da Idade Moderna onde passa-se a valorizar o lado material em detrimento do espiritual. Enquanto que necessária ao nosso desenvolvimento, essa visão cria uma consciência racional unilateral, ignorando uma parte importante da nossa psiquê, que felizmente ainda pode ser invocada. O evento do IWA selecionou tópicos de gestão de recursos hídricos, com um foco em mudanças climáticas. No coquetel de abertura poucas palavras foram ditas, preferiu-se a dança. Tambores e vozes se ouviram e jovens africanos nos envolveram em danças ancestrais. Não por acaso. Do ponto de vista psicológico, a dança é uma expressão da totalidade do ser e busca integrar os opostos reunindo polaridades e evocando a dimensão do paradoxal e indivisível. Ainda sem crer na casualidade assisti, na abertura, ao conferencista Aaron Wolf (Oregon State University) sugerir a inclusão da espiritualidade ao lado da racionalidade para a resolução de conflitos nas difíceis questões das águas compartilhadas. A partir daí, foi com naturalidade que se espraiou o espírito Skukuza: Conceitos estabelecidos como o uso da escala de bacias para a gestão foram questionados. A Reconciliação entre os requerimentos de água e as ofertas existentes, diante da mudança do clima, ao invés da ampliação das disponibilidades é que apareceu como estratégica. Numa das últimas sessões técnicas, ao meu lado na sala Ingwe (Leopardo), a apoteose foi ouvir a jovem sul-africana Claire Pengelly da Agência GreenCape. Com a mesma elegância e impetuosidade de um destes felinos, associou os volumes de água retirados com o potencial de empregos criados e me fez ver que a integração entre os planos de desenvolvimento econômico e os planos de gestão de águas já estão a caminho em importantes bacias do seu país, numa parceria entre a agência e a Univ. do Cabo (UCT). Para as sociedades primitivas, a sede da inteligência e da intuição era o coração, e não a cabeça, o que assinalava a importância da emoção no processo de conhecimento de si e do mundo. Recente estudo da Universidade do Arizona concluiu que há 70 mil anos foi uma outra mudança climática, o motivo da maciça migração dos seres humanos a partir da África em direção a Eurásia. Resta-nos, diante da mudança que já vivemos, trilhar o caminho contrário, reconhecendo nossas origens, abrindo o nosso coração e escutando os tambores que já se ouvem nas belíssimas estepes africanas.

 

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Começa Olimpíada Pernambucana de Física PDF Imprimir E-mail

20/10/2017

Nesta sexta-feira, o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) deu início à edição anual da Olimpíada Pernambucana de Física (OPEF). A competição valoriza o ensino da disciplina e revela talentos para o futuro das inovações científicas na área entre estudantes de ensino médio. Somente dois estados do país realizam olimpíadas estaduais de física: São Paulo e Pernambuco.

Nesta edição, 120 escolas públicas e privadas participam, em um total aproximado de sete mil estudantes de ensino médio. As escolas estão localizadas nas cidades de Recife, Olinda, Caruaru, Petrolina, Fernando de Noronha, Exu, Macaparana, Garanhuns, Carpina, Limoeiro, Jupí, Vitória de Santo Antão, Jupí, Bonito, Nazaré da Mata, belo Jardim, Barreiro, Paudalho, Timbaúba, Petrolina, Ouricuri, Goiana, Belém de Maria, Jucatí, Lagoa dos Gatos, Araripina e mais 20 cidades. Cerca de 80 Escolas de Referência de Ensino Médio (EREMs), mantidas pela Secretaria Estadual de Educação, também participam.

Os estudantes receberão medalhas de ouro, prata e bronze, além de certificados que também serão entregues a professores, conforme a classificação em uma prova de 20 questões objetivas. A OPEF também é utilizada como preparação do estudante para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), já que apresenta questões em mesmo formato, avaliando os conhecimentos na área de Física.

A Olimpíada, coordenada pelo IFPE, conta com o apoio da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco, Instituto de Física da UFPE, CECINE-UFPE, Espaço Ciência, Olimpíada Brasileira de Astronomia (OBA) e Associação de Professores de Física de Pernambuco (APROFISPE). A OPEF é inteiramente gratuita para estudantes, escolas e professores.

 

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