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Poços perfurados no Sertão de PE não garantem consumo consciente das águas PDF Imprimir E-mail

18/10/2017

 

Como alternativa para driblar as dificuldades causadas pelo período de grande estiagem no Semiárido de Pernambuco, moradores e moradoras dessa região optam por alternativas para se manterem durante os períodos com grande escassez de chuva. Muitas delas recorrem, por exemplo, para as águas subterrâneas, que são utilizadas através da perfuração dos poços artesianos e amazonas.

Em Pernambuco, essas águas estão contidas em terrenos porosos ou em rochas cristalinas. Para o hidrogeólogo e professor doutor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Waldir Costa, há riscos do uso sem controle dessa água. “São vários os problemas que surgem com a utilização descontrolada, podendo se destacar como os mais graves a exaustão do reservatório subterrâneo, quando as retiradas ultrapassam as recargas naturais, afundamento de terrenos que resultam em desabamentos de instalações prediais e o aumento da salinização pela concentração de sais”, pontua. Ele ainda destaca a contaminação dessas águas por esgotos, por produtos defensivos usados na agricultura irrigada, por lixões, por derramamento e infiltração de produtos tóxicos.

Mesmo entendendo que a água é um recurso finito, muitas agricultoras assessoradas pela Casa da Mulher do Nordeste, organização que integra a Articulação no Semiárido Pernambucano (ASA-PE), são obrigadas a recorrer aos poços, mesmo sabendo que é uma solução paliativa. Para a agricultora Ariane Souza, 47 anos, moradora da comunidade rural de Corisco, em Afogados da Ingazeira, o poço foi por muitos anos sua única alternativa de acesso à água. “Tenho meu poço artesiano há mais de 12 anos. Antes dele, nós andávamos mais de 8 km para tirar água dos açudes de outros moradores. Era longe e muito cansativo. É com essa água que lavo as roupas, que mato a sede dos meus animais e uso em minha horta. Tenho a cisterna, mas só utilizo a água dela para consumo próprio. Não sei o que seria de mim sem esse poço”, afirma.

Com a missão de contribuir para o conhecimento, a conservação e a gestão das águas na região Nordeste do Brasil, a Associação de Águas do Nordeste (ANE), integrante da ASA-PE, tem trabalhado para que o uso desse recurso fornecido pelos poços seja utilizado de forma consciente pelos sertanejos e sertanejas. Para Ricardo Braga, presidente do Conselho Deliberativo da ANE, a instituição tem trabalhado para a contribuição nas políticas públicas envolvendo perfuração de poços. “A ANE desenvolve ações no Semiárido para conservação e uso sustentável das águas de aluvião, em leito seco de rio intermitente”, ressalta. A utilização dos poços tem sido adotada como medida paliativa por alguns municípios que são mais afetados pelos períodos de estiagem. Para Ricardo, essa é uma alternativa válida, porém limitada. Por lei, todos os poços escavados em PE devem ser cadastrados na Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC). No entanto, só os poços de águas profundas e de grande vazão precisam da chamada outorga de uso da água.

Não a privatização da água

O agricultor José de Melo, 56 anos, é morador da Vila Jatiúca desde 1975, no Município de Santa Cruz da Baixa Verde. Ao longo dos 42 anos, ele observou as mudanças nas fontes de água existentes e como essa água tem chegado para a população local. “Quando cheguei aqui à água vinha de uma nascente, era água limpa e a gente não pagava por ela. Da nascente vinha até uma caixa d’água e era distribuída”, relata.

Apesar da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) realizar abastecimento na vila, não é direcionado a todas as casas. A grande maioria utiliza água vinda de um poço artesiano escavado em uma propriedade privada. No ano de 2000, a população local fez um mutirão para a escavação de tubulações que ligavam a água do poço às residências. José de Melo conta que a água do poço não recebe tratamento algum, e por isso só pode ser destinada a serviços de limpeza.

Dados inéditos do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 71,8% dos municípios não possuíam, em 2011, uma política municipal de saneamento básico. A estatística corresponde a 3.995 cidades que não respeitam Lei Nacional de Saneamento Básico, aprovada em 2007.

A principal preocupação das pessoas que residem em Jatiúca é a degradação das fontes de água. O esgoto coletado é depositado no riacho que circunda a vila e esse mesmo riacho fica próximo do poço artesiano que fornece água as residências. “Durante muito tempo a gente usou a água desse poço, mas houve uma época em que o prefeito interditou, pois foi encontrado um alto teor de coliforme fecal. Começamos usar então a água do poço de um sítio próximo (Santana dos Guerras), mas o poço de lá secou, daí voltamos para o primeiro poço”.

A organização coletiva é uma das alternativas encontradas para a busca de garantia de direitos, como o acesso água. O exemplo de perseverança da população que cavou sua própria rede de tubulação para acessar água hoje está sendo seguido por um grupo de jovens, que está se organizando com o objetivo de revitalizar a associação e moradores da vila Jatiúca.

*Núcleo de Comunicadoras e Comunicadores da ASA-PE

 

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Theresa Nóbrega: As Organizações Sociais de Saúde e o desafio do aperfeiçoamento do modelo de gestão pública PDF Imprimir E-mail

19/10/2017

 

O modelo de gestão da saúde, com base no apoio das OSS é referência observada na maioria dos estados da federação brasileira, se expandindo sobretudo nos últimos 17 anos com a experimentação realizada pelo governo de São Paulo.

Contudo, só em 2015 se reconheceu a constitucionalidade da Lei Federal das Organizações Sociais (Lei 9.637/1998), com o julgamento da ADI 1923, proposta em abril de 1998, o que fortalece a contratualização e legitima a ferramenta de gestão, já bastante difundida na administração pública brasileira.

A atualização da Lei 15.210/ 2013 (Lei das OSS em Pernambuco), é parte de um processo natural de aperfeiçoamento da legislação e de pontos fundamentais referentes à relação contratual entre setor público e setor privado.

A adoção de fórmulas de gestão pública com a presença de atores privados pode ser positiva para os destinatários dos serviços públicos, se a regulação realizada pelo Estado indicar os parâmetros de qualidade e uma expectativa coerente de oferta com base no aparato contratado junto às OSS.

A aprovação do Projeto de Lei 1.582/2017 determina, dentre suas disposições mais relevantes, que o Poder Público depositará os valores relativos ao custeio dos recursos humanos da OSS em conta vinculada para evitar retenção de obrigações trabalhistas, propondo o acompanhamento preventivo das planilhas orçamentárias que indicam custos com infraestrutura relativa na estrutura física do(s) imóvel(eis) geridos pela OSS, e indica hipótese de compensação de produtividade, permitindo que a OSS supra até 15% das metas trimestrais não alcançadas com a superação das metas de trimestre ulterior para equalizar eventuais deficiências desprovidas de má fé.

De fato, é possível observar a influência da consensualidade em medidas que previnem conflitos improdutivos, favorecendo indicadores de segurança jurídica e eficiência, pois não é razoável a propagação de um ambiente de instabilidade e preconceito com as OSS.

Estamos num momento propício para os atores do Poder Executivo, do Poder legislativo e dos órgãos de controle buscarem formas dialogadas e proveitosas de trabalho para harmonizar a regulação das OSS.
Sigamos em frente, na esperança de que o bom senso e a defesa dos interesses da sociedade prevaleçam com base no direito.

 

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Fonoaudiólogos promovem mutirão de alerta para a gagueira nesta sexta PDF Imprimir E-mail

19/10/2017

 

Fonoaudiólogos atenderão gratuitamente pessoas que sofrem de gagueira nesta sexta (20), das 8h às 15h, na Clínica Escola de Fonoaudiologia da Universidade Católica de Pernambuco, região central do Recife. Pessoas de todas as idades que apresentarem o distúrbio na fala serão encaminhadas para tratamento gratuito no Grupo de Terapia para Gagueira na própria Unicap.

Professores e estudantes de fonoaudiologia da Unicap, UFPE e Funeso também estarão presentes na ação, que faz parte de uma campanha do Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia que tem como slogan "Pare, pense, escute e me respeite" e conta com o apoio da Associação Brasileira de Gagueira (Abra Gagueira) e o Instituto Brasileiro de Fluência. A intenção é chamar a atenção da sociedade para o respeito às pessoas que gaguejam, desmistificar o assunto e lembrar da importância do fonoaudiólogo para a qualidade de vida de quem tem problemas na fala.

A gagueira acomete 5% da população mundial, sendo 1% de forma crônica e persistente. No Brasil, afeta oito milhões de crianças e dois milhões de adolescentes e adultos. “Internalizei que a gagueira não tem cura, mas existem maneira de lidar com isso, e a melhor forma é reconhecer o problema e buscar ajuda profissional”, declara o vice-presidente da Abra Gagueira e também pessoa que gagueja, Maurício Pina.

Serviço:
Atendimento para Pessoas que Gaguejam
Local: Clínica de Fonoaudiologia da Unicap (Bloco C, 4º andar)
Dia: sexta-feira (20)
Horário: 8h às 15h
Contato: 81 | 2119-4137
Atendimento gratuito

 

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Poluição urbana ameaça acervo raro de livros PDF Imprimir E-mail

18/10/2017

 

Poluição do ar provocada pelo intenso fluxo de veículos automotivos, aumento da temperatura média da cidade, impermeabilização da superfície do solo, diminuição na circulação de ventos, adensamento de construções no Centro do Recife. Os fatores que reduzem a qualidade de vida da população são os mesmos responsáveis por acelerar a degradação das obras raras do acervo bibliográfico da Faculdade de Direito do Recife (FDR). Essa foi a conclusão à qual chegou a aluna de Mestrado em Desenvolvimento Urbano (MDU) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Angélica Borges, após pesquisa sobre a influência da urbanização na conservação da coleção especial da FDR. Ela conseguiu relacionar os impactos da cidade sobre o patrimônio trabalhando como restauradora no Laboratório de Conservação e Restauração de Obras Raras da faculdade (Labor-FDR) nos últimos quatro anos.

Diversas variáveis foram investigadas por Angélica em níveis micro e macro, levando em consideração o fato de que o acervo especial está em uma edificação tombada em meio urbano. Destaca-se a luminosidade natural desse setor da biblioteca a partir do ângulo em que o prédio foi construído, os efeitos da iluminação artificial nos livros, a temperatura do ambiente, a qualidade e a umidade relativa do ar e a ventilação natural.

“Na época em que o prédio foi construído, o entorno era completamente diferente, o clima era outro. E a posição do prédio da FDR é favorável aos ventos do leste, cujo curso é alterado hoje por conta das construções”, detalhou a restauradora. Sua dissertação de mestrado foi defendida em setembro, sob o título Um patrimônio em risco: a influência do processo de urbanização sobre a preservação do acervo de obras raras da Faculdade de Direito do Recife, com orientação do professor doutor, Ruskin Freitas.

A qualidade do ar, influenciada sobretudo pela grande liberação de monóxido e dióxido de carbono, interfere diretamente nesse processo de degradação das obras. Dados da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), utilizados na pesquisa, revelam que só na Avenida Conde da Boa Vista, próxima ao prédio da faculdade, circularam 10 mil veículos por dia em 2016. “Em 2016, durante as medições da umidade relativa do ar na biblioteca de obras raras, os níveis no ambiente ficaram em torno de 70%. Aliado aos altos índices de temperatura, isso representa um risco provável para ocorrências de fungos no local, além de outros danos. No caso da Faculdade de Direito de Recife, esse patrimônio está em risco”, alertou Angélica.

Vegetação
Os níveis de temperatura dentro da biblioteca também estão acima dos parâmetros considerados adequados para a conservação desse tipo de acervo, sobretudo no turno da tarde, quando o espaço fica fechado. A pesquisadora destaca a subtração da vegetação do entorno, a impermeabilização do solo e o uso de telhas escuras como os principais fatores de absorção e aumento do calor na área central do Recife.

“Para a manutenção de livros, temperaturas ideais variam de 20ºC a 22ºC. Em fevereiro de 2016, a temperatura média dentro da biblioteca chegou a atingir 29,2ºC. Na Estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), na Várzea, a temperatura mensal média atingiu 27ºC no mesmo fevereiro de 2016”, frisou Angélica.

 

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Fonoaudiólogos realizam atendimento gratuito para pessoas que gaguejam PDF Imprimir E-mail

19/10/2017

 

Nesta sexta-feira, fonoaudiólogos estarão realizando atendimento e avaliação gratuitos na Clínica Escola de Fonoaudiologia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), localizada no Bloco C, 4º andar. Das 8h às 15h, pessoas que gaguejam e familiares serão recebidos para tirar dúvidas a respeito da gagueira. Após as orientações, crianças, adolescentes e adultos que apresentarem gagueira serão encaminhados para tratamento gratuito no Grupo de Terapia para Gagueira da Unicap. A atividade contará com a participação de estudantes dos cursos de Fonoaudiologia da Católica, UFPE e Funeso.

A ação é alusiva ao Dia Internacional de Atenção à Gagueira, comemorado em 22 de outubro. Este ano, a Campanha do Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia, com o apoio da Associação Brasileira de Gagueira (Abra Gagueira) e o Instituto Brasileiro de Fluência, chama atenção da sociedade para o respeito às pessoas que gaguejam, além de desmistificar o assunto para a sociedade. A campanha tem como slogan "Pare, pense, escute e me respeite". O objetivo também é reforçar que o Fonoaudiólogo é o profissional que trata e proporciona uma melhor qualidade de vida a quem convive com a disfluência.

A Gagueira é um distúrbio da fluência que acomete 5% da população mundial, sendo 1% de forma crônica e persistente. No Brasil, afeta oito milhões de crianças e dois milhões de adolescentes e adultos, segundo dados da Abra Gagueira.

O Dia Internacional de Atenção à Gagueira foi criado em 1998 pela Internacional Fluency Association (IFA) e pela International Stuttering Association (ISA). Desde o início, o Brasil participou das comemorações com diversas ações voltadas para as pessoas que gaguejam, para familiares, para profissionais e para a população em geral por meio da Abra Gagueira, do IBF e do Laboratório de Investigação Fonoaudiológica da Fluência e Distúrbios da Fluencia da USP.

 

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