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Pesquisa da Fiocruz PE aponta falhas no cuidado a mulheres com câncer de mama PDF Imprimir E-mail

07/12/2017

Uma das referências em oncologia no Estado, o Hospital Barão de Lucena (HBL), no bairro da Iputinga, Zona Oeste do Recife, tem quantidade insuciente de medicamentos para tratar todas as pacientes com câncer de mama atendidas pela instituição.

Essa constatação é apresentada no estudo desenvolvido pela bióloga Rosalva Silva, mestre em Saúde Pública pela Fiocruz Pernambuco. A pesquisa, finalizada este ano, revelou que oferecer uma rede de assistência organizada e resolutiva faz diferença para mudar esse cenário, que se assemelha em outros hospitais da rede de atenção oncológica de alta complexidade para o tratamento de mulheres com câncer de mama, segundo a pesquisadora.

No HBL, foram analisados prontuários de 40 pacientes com diagnóstico do tumor no seio em 2015. Considerado mais sete hospitais habilitados para atender esse público, o total de prontuários chegou a 289. Um outro problema constatado pelo estudo é que o HBL, o Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) e o Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) não contam com atendimento de urgência 24 horas. “Se as pacientes, acompanhadas por essas unidades, tiverem alguma intercorrência durante a madrugada, por exemplo, elas serão orientadas a procurar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou postos de saúde que funcionem nesse turno.

Mas o ideal, segundo a exigência do Ministério da Saúde, publicada na Portaria nº 140/2014, os pacientes devem ir à unidade onde fazem tratamento, caso tenham algum problema”, destaca Rosalva.

A pesquisadora acrescenta que, segundo vericado na pesquisa, a maioria dos casos de câncer tratados no HBL é de mama e que o hospital é o segundo da rede estadual (atrás apenas do Hospital de Câncer de Pernambuco – HCP) com o maior número de mastologistas. “No HBL, são 11 médicos dessa especialidade.

No HCP, são 16. O problema é que o Estado atualmente não tem um plano de oncologia, o que superlota uma determinada unidade porque as pacientes vão para onde julgam que devem ser atendidas”, frisa Rosalva. Ela complementa que isso poderia ser solucionado se o fluxo da rede fosse organizado para encaminhamento e monitoramento das mulheres com câncer de mama.

O estudo também destacou que alguns dos hospitais que prestam assistência de alta complexidade para as pacientes com a doença não realizam a quantidade mínima de procedimentos exigida pelo Ministério da Saúde. “É necessária, pelo menos, a realização de 650 cirurgias oncológicas e de 5.300 quimioterapias anualmente por cada instituição. Em 2015, no HBL, foram feitas 358 cirurgias oncológicas, sendo 159 de mama, e mais 4.304 quimioterapias, sendo 3.004 para pacientes com a doença”, diz Rosalva.

Resposta

Em nota de esclarecimento, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informa que a Portaria nº 140/2014 do Ministério da Saúde, que define as condições de funcionamento e habilitação dos centros especializados em oncologia no País, inviabiliza a ampliação dessas unidades em todo o Estado de Pernambuco, principalmente no interior. O comunicado ressalta que o secretário de Saúde do Estado, Iran Costa, representando o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), já esteve em Brasília para discutir a necessidade de rever essa legislação, que exige 27 especialidade médicas nos hospitais habilitados para tratar o câncer.

O Estado acredita que, ao baixar a necessidade de 27 para quatro especialidades cirúrgicas (mastologia, urologia, ginecologia e cirurgia oncológica), a portaria beneciaria a maior parcela da população acometida com as neoplasias. “Para se ter ideia, os casos de câncer de mama, próstata, colo do útero, pulmão e trato digestivo respondem por mais de 80% de doenças oncológicas e, em Pernambuco, são responsáveis por mais da metade dos óbitos”, diz a nota. O comunicado ainda acrescenta que o governo estadual atua para ampliar o plano de oncologia do Estado, que já foi finalizado e encaminhado ao Ministério da Saúde para discussões, a fim de promover melhorias na rede.

E sobre o HBL, a SES salienta que o hospital já dobrou o número de oncologistas clínicas de 7 para 14 e vai passar por reforma para ampliar a assistência aos casos de câncer. 

 

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Profissionais da Rede Municipal de Ensino participam de formação do Pnaic PDF Imprimir E-mail

05/12/2017

 

A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), realiza nesta quarta-feira (6) a culminância da formação continuada de cerca de mil professores e coordenadores pedagógicos da rede municipal integrantes do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). O evento acontece no auditório da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no bairro do Altiplano, das 9h às 17h.

“O objetivo do Pnaic é que todas as crianças sejam alfabetizadas e letradas até os oito anos de idade em uma política didático pedagógica que trabalhe realmente esse processo de uma forma lúdica e dinâmica focando na Linguagem e na Matemática”, disse Gioconda Azevedo, coordenadora do Pnaic na Sedec.

Durante o turno da manhã, os participantes terão uma palestra com a professora Maria de Fátima Aquino, professora doutora em Linguística pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), para comentar sobre o eixo de português e linguagem no Pnaic 2017.

No turno da tarde, a palestra será com a professora mestre de Matemática pela UFPB, doutoranda em Educação Matemática pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), docente do curso de Licenciatura em Matemática pela UFPB (campus Rio Tinto), Alissá Grymuza para comentar sobre o eixo de matemática no Pnaic 2017.

Haverá também a apresentação de professores da rede expondo suas vivências durante a formação.

Formação – Durante três meses, com uma carga horária de 40h, os profissionais viram novas práticas e metodologias a cerca do tema na perspectiva do letramento e adquiriram experiência na área de linguagem, como também de matemática, para que possam trabalhar de forma lúdica e dinâmica com os alunos.

Participaram do processo de formação continuada professores e coordenadores pedagógicos das turmas de 4 e 5 anos da Educação Infantil, professores do 1º, 2º e 3º ano do Ensino Fundamental I e tutores do Mais Educação.

A formação é uma parceria da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) com o Governo Federal, pactuado com algumas instituições de ensino superior, como a Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

 

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Cão engarrafado: frutas e bons drinks viram licor na Várzea PDF Imprimir E-mail

07/12/2017

O morador do bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife, Ráule Pluma, de 26 anos, gosta de inventar coisas. Foi a partir desse costume que ele decidiu criar uma bebida diferente e, de quebra, ganhar um dinheirinho. Há seis meses, toca a Cão de Dois, nome da marca varzeana que fabrica licores de frutas artesanais.

“Como gosto de criar coisas novas, resolvi associar essa prática à ideia de inventar algo rentável. Criei uma bebida diferente – um licor que, ao contrário do usual, é bebido gelado, o que até combina mais com o clima do Recife”, explica Ráule.

Bacharel em Ciências Biológicas e estudante de licenciatura na mesma área, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Ráule veio do Congo – cidade no Cariri paraibano, bem longe do país africano – e acabou morando na Várzea.

“No início, eu não gostava tanto do bairro, pensava que as coisas eram distantes. Depois que comprei uma bicicleta, porém, tudo mudou. Passei a conhecer melhor o bairro e vi que a Várzea tem uma vida própria. Hoje penso em comprar uma casa por aqui, mais pra frente”.

O licor da Cão de Dois, vendido na região da Várzea e Cidade Universitária, vem de uma receita própria que mistura cachaça e vodca a suco natural de frutas, açúcar e a um chá de ervas feito com especiarias variadas que vão desde o gengibre até a erva doce.

É da mistura que vem o nome inusitado: “Uma amiga me ajudou a criar o nome. Cão de Dois vem da associação dos dois tipos de bebidas alcoólicas, os dois ‘cães’ da história”, conta.

Armazenados em garrafinhas de 200 ml que lembram o famoso Axé olindense, os licores vêm em três sabores: acerola, maracujá e uva. A bebida custa R$ 5 e é vendida em eventos e festas do bairro, feiras colaborativas e nas calouradas universitárias da UFPE e UFRPE. Para conquistar a clientela, Ráule oferece degustações.

“Além do preço acessível, que é calculado de acordo com o meu gasto e com o bolso de quem compra, gosto de valorizar a relação com o cliente deixando que ele prove e aprove antes de comprar”, explica.

Encomendas e parcerias

E o empreendedor artesanal avisa: está aberto a encomendas e faz qualquer sabor, desde que seja uma fruta da época, e quantidade. Além disso, está buscando parcerias com lojas e bares do bairro onde possa distribuir o licor em pontos fixos, com preço tabelado.

 

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Núcleo de Segurança do Paciente promete humanizar atendimento aos usuários do SUS PDF Imprimir E-mail

05/12/2017

 

Para promover e estimular o debate sobre a segurança do paciente em todas as unidades de saúde de Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde (SES), implanta, nesta terça-feira, Núcleo Estadual de Segurança do Paciente (NESPPE). A meta é orientar os serviços, oferecer cooperação técnica e ampliar o número de Núcleos de Segurança do Paciente (NSP), promovendo maior humanização no atendimento aos usuários do SUS no estado.

O lançamento e a discussão sobre o tema acontecem esta manhã, durante o II Fórum Estadual de Segurança do Paciente, no auditório da SES, no bairro do Bongi. Com o tema Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente, o evento conta com palestras, debates e mesas redondas com a participação de especialistas, profissionais e gestores.

A meta é que até o final de 2018, todas as unidades da rede estadual - hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (UPAEs) - desenvolvam seus Núcleos a fim de buscar a melhoria da qualidade na assistência aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e diminuir ou eliminar riscos que podem causar danos ao paciente.

"Sabendo da importância da Segurança do Paciente, a Secretaria Estadual de Saúde publicou em julho deste ano a Portaria SES Nº 319 que institui o Núcleo Estadual de Segurança do Paciente de Pernambuco (NESPPE). O Núcleo tem o objetivo de Apoiar a implantação do Programa Nacional de Segurança do Paciente e a implantação dos Núcleos de Segurança do Paciente nas unidades de Saúde do Estado de Pernambuco. Os Núcleos de Segurança possuem papel fundamental na melhoria da qualidade e segurança nos serviços de saúde. Além disso, o II Fórum de Segurança do Paciente contribuirá para a disseminação do tema, trazendo informações e estratégias para práticas assistenciais [UTF-8?]segurasâ%u20AC pontua Erika Patrícia Lopes da Silva, coordenadora de Qualidade e Segurança do Paciente da SES.

A programação tem início com apresentação do cenário nacional da segurança do paciente, pela especialista em Regulação e Vigilância Sanitária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ana Clara Ribeiro. Também serão abordadas medidas de prevenção no controle das infecções relacionada à assistência à saúde pela médica infectologista Martha Maria Romeiro Figueiroa; e o Protocolo de Sepse será detalhado pela professora titular do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Sylvia Hinrichsen.

O tema "Segurança na assistência farmacêutica: medicamentos de alta vigilância" será debatido pela médica Tatiana da Silva Francelino, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo e ainda haverá a participação da enfermeira Rosa Amélia Magalhães Leal, da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), abordando Motivação X Segurança do Paciente: o engajamento da equipe multiprofissional. A médica do Hospital das Clínicas (HC), Adélia Cristina Monteiro, trará o assunto Eventos Adversos: gerenciando os riscos. A enfermeira Sandra Moura, do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), irá expor como implantar Núcleo de Segurança do Paciente. O tema "Lesão por Pressão: indicador de qualidade na assistência" será debatido pela médica Ladjane Maria de Souza, do Hospital dos Servidores do Estado.

 

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Estudante morre após extrair dente e sofrer infecção generalizada em PE PDF Imprimir E-mail

09/12/2017

Após complicações depois de extrair os sisos, uma estudante, 23 anos, morreu, na última quinta-feira (7), em Pernambuco. Bruna Ribeiro cursava Arquitetura na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ela estava internada em um hospital particular, no Recife, na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

“No mês passado ela fez a extração do siso e entrou em um quadro de infecção generalizada. Estamos muito tristes com a partida dela”, informou, pedindo para não ser identificada, uma amiga da família, em entrevista ao Diario de Pernambuco.

Por meio de nota, universidade lamentou a morte da jovem. “A UFPE e, em especial, o Departamento de Arquitetura e Urbanismo e o Centro de Artes e Comunicação (CAC) lamentam o falecimento da aluna Bruna Ribeiro Correa, de 23 anos, ocorrido na manhã de quinta-feira (7). O velório será realizado a partir das 12h e a cremação, às 18h, no Cemitério Morada da Paz. Bruna Ribeiro ingressou em 2013.1 no curso de Arquitetura e estava internada na UTI por complicações depois de uma cirurgia do siso”.

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