Universidade Federal de Pernambuco - Agência de Notícias - Clipping
UFPE realiza a V Semana do Meio Ambiente a partir desta segunda PDF Imprimir E-mail

16/10/2017

 

Explorar o relacionamento do homem com meio ambiente e reforçar seu papel, como único animal racional, na preservação da natureza é o foco da quinta edição da Semana do Meio Ambiente, que começa esta segunda-feira (16) pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Com o tema "Antropoceno: repensar é ser humano", o evento tem como intenção, mais do que mostrar os impactos causados no Planeta pela ação humana, sensibilizar a sociedade sobre como melhor aproveitar os recursos naturais sem perder a pegada sustentável, uma vez que são finitos e próximas gerações estão por vir. O evento, que segue até a próxima sexta-feira (20), será realizado por pesquisadores do Centro de Biociências da instituição.

De acordo com o coordenador da iniciativa, o professor Bruno Severo Gomes, o despertar para a importância da conservação ambiental virá a partir de oficinas, palestras, mesas redondas e minicursos que mostrarão, a partir de diversos temas,o ser humano como parte integrante do meio ambiente, pesquisas científicas na área e opiniões de especialistas sobre as modificações que o ser humano estão provocando no ambiente. "Todos têm o seu papel no cuidado com o meio ambiente, isso é fato. Mas, nesta edição, queremos mostrar também que é preciso sensibilizar e modificar a nossa relação com o outro e com a natureza e ver o ser humano como um agente na conservação do meio ambiente. É preciso humanizar as relações", reforça.

Durante os cinco dias do evento, os estudiosos abordarão os mais variados temas. Entre eles, a ecologia dos crodilianos, grupo de répteis de grande porte que reúne crocodilos, jacarés e gaviais. A história natural do grupo, comportamento, anatomia, principais características e a sua função na natureza, bem como o conhecimento prático sobre o funcionamento das pesquisas com esses animais serão explanados ao público.

Além disso, a caatinga como bioma potencializador na produção de produtos farmacológicos e cosméticos a partir de técnicas de extração de óleos essenciais também é um dos destaques.

O impacto em recifes de coral e sobre como o pisoteio irregular interfere no ambiente marinho serão abordados junto aos interessados na área ambiental. "E essa consciência só poderá ser desenvolvida a partir da educação ambiental, ao mostrarmos nossas pesquisas. Colocar a ciência como transformadora desse 'repensar' porque é conhecendo que se defende o meio ambiente", acredita Gomes.

 

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Começam inscrições para vestibular de dança na UFPE PDF Imprimir E-mail

17/10/2017

 

As inscrições para o vestibular de dança da Universidade Federal de Pernambuco começam nesta terça-feira. A UFPE lançou o edital do Processo Seletivo Vestibular 2018 para o curso presencial de Dança – Licenciatura para o campus Recife nesta segunda. Os interessados têm até o dia 5 de novembro e devem se inscrever, exclusivamente, pelo site da Covest. Os dados só serão efetivadas após o pagamento da taxa de inscrição de R$ 70. Os documentos necessários para realização das inscrições e demais informações estão disponíveis no edital.

São oferecidas 30 vagas. Serão reservadas, no mínimo, 50% das vagas do certame, por curso e turno, aos candidatos que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas, em cursos regulares ou no âmbito da modalidade de Educação de Jovens e Adultos ou que tenham obtido certificado de conclusão com base no resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) ou de exames de certificação de competência ou de avaliação de jovens e adultos realizados pelos sistemas estaduais de ensino.

O pagamento da taxa poderá ser feito até o dia 6 de novembro, mediante quitação da Guia de Recolhimento da União (GRU), em qualquer agência do Banco do Brasil, conforme instruções a serem divulgadas no site da Covest. Para solicitar a isenção do pagamento da taxa, o candidato deverá acessar o site da Covest, no período de 18 a 20 deste mês, e seguir as normas a serem publicadas pela comissão de vestibular.

A primeira etapa do processo seletivo é composta das seguintes provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017: Prova I - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira (Inglês ou Espanhol), Artes e Educação Física; Prova II - Matemática e suas Tecnologias: Matemática; Prova III - Ciências Humanas e suas Tecnologias: História, Geografia, Filosofia e Sociologia; Prova IV - Ciências da Natureza e suas Tecnologias: Química, Física e Biologia; e a nota da Redação.

A segunda etapa corresponde ao Teste de Habilidade Específica em Dança (THED), que será nos dias 6 e 7 de dezembro, nas instalações do curso de Dança – Licenciatura, no Centro de Artes e Comunicação (CAC), no Campus Recife da UFPE, no horário das 14h às 18h. As regras do THED podem ser conferidas no edital. O resultado da segunda etapa será divulgado até às 11h do dia 8 de dezembro, no site da Covest. Na terceira etapa, os candidatos considerados aptos no THED serão entrevistados no dia 8 de dezembro, no horário das 13h às 18h30, também nas instalações do curso de Dança - Licenciatura.

A divulgação dos resultados finais para a primeira classificação será realizada, pelo site da Covest, até o dia 13 de dezembro. O Processo Seletivo Vestibular 2018 – UFPE para Dança será realizado pela Covest, sob supervisão da Pró-Reitoria para Assuntos Acadêmicos (Proacad) da Universidade. O conteúdo programático e demais instruções relativas ao processo estarão disponíveis no site da Covest.

Diretoria de Gestão Acadêmica
(81) 2126.8117/8611/7014
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Festival de Teatro do Agreste terá peças da África do Sul, Alemanha, Suíça e Itália PDF Imprimir E-mail

10/10/2017

Peças teatrais, palestras, workshops, debates, seminários e oficinas serão realizados a partir deste sábado e até 29 de outubro, no 27º Festival de Teatro do Agreste (Feteag), em Caruaru e no Recife. A programação gratuita conta com produções internacionais vindas de países como África, Alemanha, Suíça e Itália, além de produções nacionais de Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas e São Paulo. Com a temática Africanidade, a edição do festival vai ocupar diversas casas de espetáculos, além de espaços alternativos como casas e apartamentos residenciais.

Através das peças e debates realizados, o evento busca abordar temas como preconceito, identidade, branquitude, negritude, ancestralidade e história. A curadoria foi feita pelo produtor executivo do Feteag, Fábio Pascoal, juntamente com Marianne Consentino. Recife e Caruaru - cidade que é o foco do evento - receberão peças teatrais como Black off (Ntando Cele - África do Sul), Le cargo (Faustin Linyekula - República Democrática do Congo), Amêsa (Heloísa Jorge - Angola/Brasil) e Branco: O cheiro do lírio e do formol (Alexandre Dal Farra e Janaína Leite – São Paulo).

O festival ainda vai promover duas oficinas, uma palestra, um workshop e cinco seminários com temáticas em torno de africanidades, cultura e resistência. O Feteag é realizado há 36 anos, desde 1981. Em 2017, contou com o patrocínio da Prefeitura de Caruaru e incentivo do Funcultura, além de receber apoio da Caixa Econômica Federal, Prohelvetia (Suíça), Institut François (França), Goethe Institut (Alemanha), Sesc Pernambuco e Prefeitura do Recife.

Confira a programação completa:

Atividades Formativas

Oficinas

Dias 14 e 15 de outubro de 2017 (sábado e domingo), das 9 às 18h, no Museu da Fábrica Caroá – Espaço Cultural Tancredo Neves, em Caruaru

A Busca Pela Descoberta de Uma Ancestralidade Teatral, Com a atriz e arte-educadora Agri Melo (Recife/PE).
Para até 30 alunos a partir dos 16 anos. A ideia é ampliar os estudos sobre a Matriz africana e sua relação com o teatro contemporâneo. De 19 a 22 de outubro de 2017 (quinta-feira a domingo), das 13 às 18h, no Museu da Fábrica Caroá – Espaço Cultural Tancredo Neves, em Caruaru

Descobrindo a Estética do Oprimido
Com os atores e arte-educadores Wagner Montenegro e Andréa Veruska, do Coletivo NEXTO (Recife/PE). Para até 25 participantes maiores de 16 anos. A proposta é voltada para artistas, profissionais e graduandos, surdos e ouvintes, que atuam ou pretendem atuar no ensino das artes. Inscrição para ambas, por carta de intenção, através do site www.feteag.com.br.

Palestra

Dia 17 de outubro de 2017 (terça-feira), às 15h, no Teatro Milton Baccarelli (CAC/UPFE), no Recife. Bate-papo sobre a trajetória artística e processos criativos de Faustin Linyekula (República Democrática do Congo) e François Moïse Bamba (Burkina Faso). Participação de alunos dos cursos de Teatro e Dança da UFPE e mediação do professor Doutor Luís Augusto Reis.

Workshop

Dias 18 e 19 de outubro de 2017 (quarta e quinta-feira), das 9 às 13h, no Teatro Milton Baccarelli (CAC/UPFE), no Recife A oralidade como base educacional, com François Moïse Bamba (Burkina Faso).

Seminário

Africanidades, Cultura e Resistência

De 23 a 27 de outubro de 2017 (segunda a sexta-feira), em Caruaru, sempre das 15 às 17h, com temáticas diferentes diariamente.

Dia 23 de outubro de 2017 (segunda-feira)

Tema: História da África: A história negra resiste
Local: Accacil (Academia Caruaruense de Cultura, Ciência e Letras)
Debatedores: Aristóteles Veloso (professor e Doutorando) e Joana Figueiredo (professora e
secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Políticas Para Mulheres)
Mediadora: Maria Patrícia da Silva (acadêmica de Direito e membro do Projeto Adoção de
Presos da Asces Unitas)

Dia 24 de outubro de 2017 (terça-feira)

Tema: Brasil Afrodescendente: Os direitos do povo negro e as dívidas históricas
Local: Auditório do Ministério Público
Debatedores: Anderson Carvalho (advogado e assessor ministerial) e Lucimary Passos
(advogada e professora)
Mediadora: Joana Figueiredo (professora e secretária-adjunta da Secretaria de Políticas Para
Mulheres)

Dia 25 de outubro de 2017 (quarta-feira)

Tema: Religiões de matrizes africanas: Ancestralidade e eesistência
Local: Colégio Municipal Álvaro Lins
Debatedores: Ekedy Layze D´Logun Edé (advogado e assessor da Igualdade Racial da Secretaria
de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos da Prefeitura Municipal de Caruaru), Ivan Ty
Àira (Babalorixá) e Huntó Reiner (Ogan)
Mediadora: Lucimary Passos (professora e advogada)

Dia 26 de outubro de 2017 (quinta-feira)

Tema: Afrodescendentes nas mídias e nas produções artísticas
Local: Escola do SESI Caruaru
Debatedores: Chris Mendes (cantora e assessora de Promoção da Igualdade Racial da
Secretaria de Políticas Para Mulheres da Prefeitura Municipal de Caruaru), Renata Araújo
(jornalista e youtuber) e Raquel Santana (cantora e feminista negra)
Mediador: Gabriel Sá (cantor, ator e produtor cultural)

Dia 27 de outubro de 2017 (sexta-feira)

Tema: Lutas contra o racismo
Local: Escola Estadual Professora Maria Auxiliadora Liberato
Debatedores: Teresa Raquel (professora, pedagoga e pesquisadora da Lei 10.639/03 junto à
SEDUC) e Michele Guerreiro (professora e Doutoranda)
Mediador: José Laércio Ramos (professor)

Espetáculos no Recife:

Dia 18 de outubro (quarta-feira), no Teatro Apolo
20h Black Off (Ntando Cele – África do Sul)*
*Com legenda em português.

Dia 19 de outubro (quinta-feira), no Teatro Hermilo Borba Filho
20h Le Cargo (A Carga) (Faustin Linyekula – República Democrática do Congo)

Dia 20 de outubro (sexta-feira), no Teatro Hermilo Borba Filho
20h Amêsa (Heloísa Jorge – Angola/Brasil)

Dia 21 de outubro (sábado), às 18h, no Teatro Hermilo Borba Filho
18h Contes et Legendes du Burkina Faso (Contos e Lendas de Burkina Faso) (François Moïse Bamba – Burkina Faso)*
*Com tradução simultânea para o português por Laura Tamiana.

Dia 21 de outubro (sábado), às 20h, no Teatro Apolo
20h Branco – O Cheiro do Lírio e do Formol (Alexandre Dal Farra e Janaína Leite – São Paulo/SP)

Espetáculos em Caruaru:

Dia 19 de outubro (quinta-feira), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
20h Amêsa (Heloísa Jorge – Angola/Brasil)

Dia 20 de outubro (sexta-feira), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
20h Black Off (Ntando Cele – África do Sul)*
*Com legenda em português

Dia 21 de outubro (sábado), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
20h Le Cargo (A Carga) (Faustin Linyekula – República Democrática do Congo)

Dia 22 de outubro (domingo), na Comunidade do Boi Tira-Teima
16h Contes et Legendes du Burkina Faso (Contos e Lendas de Burkina Faso) (François Moïse Bamba - Burkina Faso)*
*Com tradução simultânea para o português por Laura Tamiana.

Dia 22 de outubro(domingo), às 20h, no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
20h Branco – O Cheiro do Lírio e do Formol (Alexandre Dal Farra e Janaína Leite – São Paulo/SP)

Dia 23 de outubro (segunda-feira), no Marco Zero
16h Os Filhos do Céu e os Corações de Tambor (Coletivo Heteaçã e Universidade Federal de Alagoas/UFAL – Maceió/AL)

Dia 23 de outubro (segunda-feira), em residência divulgada aos participantes
18h Brasil Em Casa: Home Visit Caruaru (Rimini Protokoll – Alemanha/Brasil)

Dia 23 de outubro (segunda-feira), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
20h Olhos de Café Quente (Soraya Silva – Itália/Brasil)

Dia 24 de outubro (terça-feira), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
10h Aqui, Onde Nos Encontramos (Grupo Teatral Jovem Em Cena e SESC Santo Amaro – Recife/PE)*
*Debate após a sessão.

Dia 24 de outubro (terça-feira), em residência divulgada aos participantes
18h Brasil Em Casa: Home Visit Caruaru (Rimini Protokoll – Alemanha/Brasil)

Dia 24 de outubro ( terça-feira), na Casa 76, Praça Central do Povoado de Riacho Doce
19h Olhos de Café Quente (Soraya Silva – Itália/Brasil)

Dia 24 de outubro (terça-feira), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
20h A Receita (O Poste Soluções Luminosas – Recife/PE)

Dia 25 de outubro (quarta-feira), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
10h Isadora, Um Espetáculo de Plagiocombinação (Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Pernambuco – Recife/PE)*
*Debate após a sessão.

Dia 25 de outubro (quarta-feira), em residência divulgada aos participantes
18h Brasil Em Casa: Home Visit Caruaru (Rimini Protokoll – Alemanha/Brasil)

Dia 25 de outubro (quarta-feira), no Salão Paroquial, Praça Central do Povoado de Pau Santo
19h Olhos de Café Quente (Soraya Silva – Itália/Brasil)

Dia 25 de outubro (quarta-feira), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru) Rosário (Felícia de Castro – Salvador/BA)
20h Brasil Em Casa: Home Visit Caruaru (Rimini Protokoll – Alemanha/Brasil)

Dia 26 de outubro (quinta-feira), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
10h Jogos na Hora da Sesta (Curso Livre de Teatro e Teatro Experimental de Arte/TEA – Caruaru/PE)*
*Debate após a sessão.

Dia 26 de outubro (quinta-feira), em residência divulgada aos participantes
18h Brasil Em Casa: Home Visit Caruaru (Rimini Protokoll – Alemanha/Brasil)

Dia 26 de outubro (quinta-feira), na Associação dos Moradores do Bairro Agamenon (Av. Presidente Castelo Branco, 190, Agamenon)
19h Olhos de Café Quente (Soraya Silva – Itália/Brasil)

Dia 26 de outubro (quinta-feira), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
20h Isto Não é Uma Mulata (Mônica Santana – Salvador/BA)

Dia 27 de outubro (sexta-feira), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
10h E Agora, no Escuro? (Cia. de Teatro Exato e Exato Colégio & Curso – Caruaru/PE)*
*Debate após a sessão.

Dia 27 de outubro (sexta-feira), na Associação dos Moradores do Alto do Moura (Rua Mestre Vitalino, s/n, Alto do Moura)
19h Olhos de Café Quente (Soraya Silva – Itália/Brasil)

Dia 27 de outubro (sexta-feira), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
20h Luzir é Negro! (Teatro de Fronteira – Recife/PE)*
*Espetáculo para até 100 pessoas, no palco do teatro.

Dia 28 de outubro(sábado), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
18h Salina – A Última Vértebra (Amok Teatro – Rio de Janeiro/RJ)

Dia 29 de outubro (domingo), no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
18h Salina – A Última Vértebra (Amok Teatro – Rio de Janeiro/RJ)

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Escritor e cineasta traça panorama da história do cinema de animação em Pernambuco PDF Imprimir E-mail

14/10/2017

 

A animação deixou de ser um gênero de cinema dedicado apenas ao público infantil. Existem filmes que mesmo direcionados para crianças podem também estabelecer diálogo com adultos, pela maneira como provocam discussões e fascinam pela técnica.

Em 2017, a animação brasileira completa 100 anos, e essa estética parece ganhar também espaço entre pesquisadores, que apresentam projetos para investigar as bases e as técnicas do gênero.

O professor Marcos Buccini, doutor em Comunicação pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), lança neste sábado (14) o livro "História do Cinema de Animação em Pernambuco", durante a Bienal do Livro de Pernambuco, às 19h, no Centro de Convenções.

Na segunda-feira (16), o autor participa de uma mesa redonda sobre o mercado de animação em Pernambuco, às 11h, na Faculdade Aeso-Barros Melo (Olinda). "Minha motivação foi um total desconhecimento meu e dos meus colegas animadores sobre a nossa história", diz Marcos.

"O tema surgiu a partir do trabalho de Christiane Quaresma, que estudou as animações do Ciclo do Super-8 do Recife. Este é o primeiro trabalho acadêmico a focar a animação pernambucana historicamente", diz.

"Assim, na minha tese abordei essa trajetória, não contada, desconhecida até por seus participantes. E fiz um levantamento da sua (possível) origem, em 1968, até 2010. Com o patrocínio do Funcultura Audiovisual consegui fazer um levantamento das animações pernambucanas até julho de 2017 e lançar o livro", detalha.

Raridades

O autor teve dificuldades para estruturar a pesquisa. "Como não havia nada escrito de forma aprofundada sobre a história do cinema de animação no estado, com exceção da monografia de Christiane, tive dificuldade em conseguir informações", comenta.

"Os livros sobre cinema pernambucano só mencionavam de forma superficial alguns filmes e diretores. Tive então de recorrer às entrevistas com os realizadores e às próprias obras. Utilizei catálogos de festivais e mostras. Ao total, cataloguei 267 animações", explica.

Durante a pesquisa, Marcos descobriu filmes pouco discutidos em nossa história - e consegue assim apresentar uma visão mais ampla do cinema pernambucano. "'Descobri' alguns filmes, como 'Dinâmica dos Traços', do artista plástico Ypiranga Filho. Filmes feitos em Super-8 e que eram 'desconhecidos' até por pesquisadores do movimento superoitista do Recife. Também fui atrás dos filmes e realizadores amadores, que circularam em festivais e tiveram carreira curta", detalha Buccini.

A força do livro está na forma como o autor aprofunda a história do cinema pernambucano. "O mais importante é dar dimensão à nossa produção. No início achava que iria encontrar uns 100 filmes no máximo, mas para minha surpresa foi mais do que o dobro", ressalta. "Também acho interessante que, quando coloco quantitativamente esta produção em gráficos, é notório o crescimento estimulado pelas novas tecnologias e também por ações como cursos de formação", destaca.

Pernambuco

A ausência de informações sobre o cinema de animação de Pernambuco reflete o lugar pequeno e esquecido ainda ocupado pelo gênero. "Nosso cinema de animação é historicamente marginal, autoral, experimental e amador", opina.

"Marginal não significa só estar na periferia do Brasil (que por sua vez está na periferia do mundo). Estamos também à margem do cinema com atores. A animação pernambucana tem sobrevivido de migalhas. Um artista como Lula Gonzaga é um batalhador e merece todo respeito e admiração", diz.

"É importante destacar que esta condição vem mudando. Pela conjuntura do mercado de animação nacional e pelo esforço de profissionais do ramo, Pernambuco vem mostrando um crescimento qualitativo, destacando-se como um futuro polo de produção nacional", diz.

"Um exemplo é o surgimento de empresas como a Mr. Plot e seu sucesso 'Mundo Bita', e a produtora Viu Cine, que acabou de finalizar a série 'Além da Lenda'. A Z4, que antes só trabalhava com publicidade, hoje produz conteúdo autoral de séries, como 'Bela Criativa'", lista.

Autor

Marcos Buccini tem relação desde cedo com a sétima arte. "Aos 11 ou 12 anos resolvi que queria trabalhar com cinema", diz. "Em 2002, fiz minha primeira animação, em parceria com Diego Credidio. 'A Árvore do Dinheiro', feita em Flash, ganhou o Anima Mundi Web.

Em 2005, já como professor, fui chamado para fundar e coordenar o Núcleo de Animação da Aeso-Barros Melo. Quando entrei na UFPE, em 2008, resolvi me dedicar exclusivamente ao cinema de animação", detalha.

"Já produzi diversos filmes e dirigi seis. O último será lançado este mês, chama-se 'O Consertador de Coisas Miúdas', adaptação de uma história em quadrinhos do ilustrador João Lin", detalha.

 

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Horário de verão pode causar infarto? Veja o que dizem pesquisas recentes PDF Imprimir E-mail

14/10/2017

 

“Que diferença faz um dia? Vinte e quatro pequenas horas?”, questiona a antiga canção de María Grever e Stanley Adams. Se um dia parece pouco, o que dizer de uma hora? Pois, de acordo com diversos estudos, inclusive feitos no Brasil, 60 minutos podem, sim, fazer uma grande diferença quando o assunto é saúde. De aumento na incidência de infartos a mais internações por diabetes, esses trabalhos mostram que existe uma relação de causa e efeito envolvendo o horário de verão. A literatura científica indica que, no dia imediatamente após o adiantamento do relógio, o número de ocorrências médicas tem um crescimento significativo.

Foi o que constatou o professor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) Weily Toro Machado, autor de um artigo publicado no jornal Economic letters, assinado também por Robson Tigre e Breno Sampaio. Ao analisar informações do banco de dados do DataSUS, do Ministério da Saúde, os pesquisadores encontraram associação entre o horário de verão e a elevação na incidência de morte por infarto. O trabalho baseia-se na tese de doutorado de Machado, defendida na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em que o pesquisador avalia outras relações de causa e efeito, incluindo um número maior de internações por diabetes mellitus.

O economista conta que seu objetivo era investigar o impacto do horário de verão no cotidiano dos brasileiros. Depois de ler um estudo estrangeiro publicado no The New England Journal of Medicine, sobre a incidência de infartos e a política de adiantamento do relógio, Weily Toro Machado decidiu verificar se o mesmo ocorria no Brasil. Ele pegou os dados disponíveis no DataSUS, de 2008 a 2012, de todos os estados brasileiros referentes aos óbitos por ataques cardíacos 15 dias antes e 15 dias depois do início do horário de verão. Depois, fez a comparação diária dessas informações.

Nos estados em que a prática é adotada (todos, menos os do Nordeste e do Norte), na segunda-feira imediatamente seguinte à mudança de horário, o aumento de mortes por infarto variou de 7% a 8,5%. Já nas localidades sem horário de verão, não houve alteração estatística. “Usamos a econometria, um método estatístico que nos permite mostrar uma relação de causa e efeito, sendo que a única coisa que aconteceu naquele período foi a mudança de horário. Isso me permite fazer essa inferência de casualidade”, explica o pesquisador. O Centro-Oeste foi a região mais afetada do país, e a maior parte dos casos ocorreu entre a população com mais de 60 anos.

O diretor científico da Sociedade Brasileira de Cardiologia e pesquisador colaborador da Universidade de Brasília (UnB) Fausto Stauffer explica que, teoricamente, essa associação pode ser explicada pelos efeitos das alterações no ciclo cicardiano, o popular relógio biológico. “A privação de sono libera mais hormônios adenérgicos, o que pode provocar espasmos na artéria do coração. Também há uma produção maior de citocinas pró-inflamatórias, e o aumento das placas nas artérias está associado à inflamação”, diz Stauffer, que também coordena a Cardiologia do Hospital Santa Lúcia Norte.

Pesquisas sobre o ciclo cicardiano, aliás, deram a um trio de cientistas norte-americanos o prêmio Nobel de Medicina/Fisiologia deste ano, anunciado há uma semana. Em uma série de estudos, Jeffrey C. Hall, Michael Rosbash e Michael W. Young demonstraram como o gene responsável por reger o relógio biológico das células codifica uma proteína que, ao longo da noite, se acumula para, então, degradar-se ao longo do dia. Interrupções nesse ciclo estão associadas a diversas doenças. O modelo de estudo dos pesquisadores foi a mosca-da-fruta.

“Sair de um estado de sono para o de vigília já é um evento estressante para o corpo”, diz Martin Young, professor da Divisão de Doenças Cardiovasculares da Universidade do Alabama em Birmingham. “Quando temos uma mudança abrupta, como perder uma hora de sono no horário de verão, nossos relógios internos não têm tempo suficiente para preparar nossos órgãos”, alega.

Um dos mecanismos afetados, de acordo com Young, é o tom simpático, quando, pela manhã, o corpo envia um grande número de sinais para o coração. Durante a noite, a quantidade de sinais é bem menor. “Porém, quando alguém é privado de sono, o tom simpático pode ficar elevado, mesmo durante o sono, o que é fortemente associado a doenças cardiovasculares. O período do sono é um momento em que o coração não deveria ser desafiado”, afirma.

Influências externas

O cardiologista Fausto Stauffer lembra, porém, que os efeitos da quebra do ciclo cicardiano no sistema cardiovascular, especialmente no que diz respeito à privação crônica do sono, ainda não foram estudados em seres humanos. “Já as pesquisas estatísticas que mostram aumento da incidência de infarto são observacionais. Ou seja, elas não planejam privar alguém do sono e estudar o real efeito disso nessa pessoa. Além disso, o pesquisador não conhece todos os fatores de risco da população estudada. Só podemos fazer inferências precisas quando houver estudos controlados”, observa.

O presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), Ricardo Mourilhe, não se convence de que a alteração do relógio em uma hora pode provocar algum problema de saúde. “Nos estudos de observação, muitos fatores externos sobre os quais o pesquisador não tem controle influenciam nos resultados. Para se ter ideia, uma vez, um estudo mostrou uma incidência maior de mortalidade entre não fumantes, comparada a fumantes”, exemplifica. Além disso, ele ressalta que há resultados conflitantes mesmo entre um estudo observacional e outro.

Por exemplo, em 2013, uma pesquisa da Divisão de Cardiologia do Hospital William Beaumont, de Michigan, com dados de 935 pessoas, referentes a 2006 a 2012, detectou aumento na incidência de infarto agudo de miocárdio no primeiro dia após a mudança para o horário de verão. Um ano antes, um trabalho do Instituto Karolinska, da Suécia, encontrou aumento de 5% nessas ocorrências na primeira semana de mudança de horário, crescimento esse classificado como modesto pelos pesquisadores. Já um artigo da Universidade do Colorado em Boulder, publicado em 2014, constatou alteração no horário das ocorrências de infarto, mas não detectou qualquer influência sobre a incidência desses eventos.

Já o economista Weily Toro Machado, da Unemat, acredita que, aliada às estatísticas, a literatura científica garante a credibilidade dos estudos observacionais. Até dezembro, será publicado um novo trabalho, conduzido por ele, mostrando que as internações por diabetes mellitus também elevam em 8,5% logo depois da implementação do horário de verão. O pesquisador também prepara um trabalho para avaliar os custos da saúde pública com o aumento das hospitalizações associadas à alteração nos relógios. “Se temos um aumento de internação, há aumento no gasto público. Então, se por um lado o horário de verão gera economia de energia, o que é muito questionado, por outro, também há um aumento dos gastos de saúde pública”, afirma.

Suspeita de impactos psicológicos

Os estudos observacionais começam a investigar outra associação: a influência do horário de verão sobre transtornos mentais. Contudo, essa é uma área sobre a qual se sabe ainda menos do que a relação da privação de uma hora de sono e doenças cardiovasculares e metabólicas.

Um trabalho recente nesse sentido foi apresentado pelo Hospital Universitário de Aarhus, em Copenhague, baseado em 185.419 diagnósticos de depressão registrados na Dinamarca, entre 1995 e 2012. De acordo com o principal autor do estudo, Søren D. Østergaard, a equipe encontrou um dado curioso. O fim do horário de verão foi acompanhado de um crescimento de 8% nos episódios de depressão. “Estamos relativamente certos de que é a transição do horário de verão para o horário normal que causa o aumento no número de diagnóstico. Não, por exemplo, a mudança na duração do dia ou o mau tempo”, disse, em nota.

Østergaard destacou que o risco é “especialmente verdadeiro” para pessoas com tendência à depressão. De acordo com ele, entre 7h e 8h, as pessoas se beneficiam pouco do dia, porque estão se arrumando para o trabalho, tomando café da manhã, dirigindo etc. “Quando chegamos em casa e temos algum tempo livre, já está escuro na Dinamarca. Além disso, a transição para o tempo padrão pode estar associada a um efeito psicológico negativo, já que ela marca claramente a vinda de dias longos, escuros e frios.”

Chegada do outono

A psiquiatra Helena Moura, preceptora da residência de psiquiatria do Hospital de Base, explica que essa é uma realidade típica de países com clima temperado que, diferentemente do Brasil, escurecem muito cedo. “No estudo dinamarquês, o fim do horário de verão parece deixar as pessoas com medo da chegada do outono, quando esses dias mais curtos e escuros começam. Seria um efeito mais psicológico do que fisiológico, mas não temos como ter certeza”, destaca.

Ela diz que já se sabe que a luz solar tem uma influência no humor. “Mas isso é algo que ainda estamos tentando entender melhor”, pondera. Uma pesquisa em curso citada por Helena Moura vem ocorrendo no Brasil, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Lá, cientistas sob a coordenação da psiquiatra Maria Paz Hidalgo investigam diferenças na resposta ao estresse de ratos que, ou passam o dia inteiro sob luz artificial, ou têm contato na maior parte do dia com a iluminação natural. Os resultados preliminares indicam que os do segundo grupo apresentam um nível maior de resiliência.

 

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