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Simone Cadinelli Arte Contemporânea inaugura exposição do artista baiano Tiago Sant’Ana |
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19.11.18
Nascido em Santo Antônio de Jesus, município considerado a capital do Recôncavo Baiano, Tiago Sant’Ana imprime suas raízes na maioria dos trabalhos como artista visual e performático. Em “Baixa dos Sapateiros”, individual que inaugura no dia 24 de novembro, no mês da Consciência Negra, na Simone Cadinelli Arte Contemporânea, não será diferente. A ideia central parte da imagem histórica dos sapatos como símbolo de libertação pós-abolição negra no Brasil. Essa abolição, oficiosa e sem reparação, era simbolizada pelo gesto de pessoas negras poderem calçar sapatos – tal qual a população branca.
O título, “Baixa dos sapateiros”, remete a uma região de mesmo nome em Salvador, na Bahia, local em que muitas pessoas negras recorriam para confeccionar seus sapatos. “O nome surge com essa proposta de falar de um lugar em que muitas pessoas iam desejando essa representação da liberdade, que eram os sapatos”, informa o artista. “Era uma geografia que simbolicamente envolvia uma expectativa por essa promessa de cidadania para as pessoas negras, que nunca chegou completamente até hoje”, completa.
Considerado um dos pontos altos da exposição, as esculturas com sapatos ̶de açúcar cristal estabelecem um paralelo com o complexo sistema de exploração da cana-de-açúcar e a chegada de muitos engenhos na região do Recôncavo. Clarissa Diniz é responsável pela curadoria da exposição, que conta com vídeo, fotografias, objetos e instalações em torno do tema.
“O açúcar aparece com recorrência em meus trabalhos como uma tática de aproximar o debate sobre colonização com a atualidade, sobretudo para de falar sobre racismo e a violência contra a população negra”, afirma Tiago, que foi um dos artistas indicados ao Prêmio PIPA 2018 e realizou recentemente a exposição solo “Casa de purgar” (2018), no Museu de Arte da Bahia e no Paço Imperial, no Rio de Janeiro.
Um dos trabalhos que estará presente na mostra é a série de proposições de performance, resultado de uma residência artística de Sant’Ana por dois meses em Lisboa, Portugal. Nessas obras, o artista trabalha com os imaginários sobre a colonização portuguesa no Brasil, incluindo uma peça que critica os nomes perversos que europeus intitulavam os navios negreiros.
No andar superior da galeria, o artista cria um núcleo formado por um vídeo e uma fotografia que são compostos a partir da presença de homens negros descalços que carregam consigo pares de sapato a tiracolo. Para realização do trabalho, o artista usou como locação um antigo casarão no centro de Salvador.
“Tiago integra este momento recente da arte brasileira no qual as questões centrais relativas à formação social do país são tratadas por aqueles que, histórica e contemporaneamente, experimentam as violências e contradições desse percurso.
Trata-se de uma arte que não mais tematiza – de um ponto de vista distanciado, folclorizante ou cientificista – essa história, mas a reconta, reencena criticamente, escancara suas feridas abertas e performa suas possibilidades de transformação. Como a obra de Sant’Ana, esses trabalhos têm a capacidade de falar sobre processos complexos como a escravidão ao, por sua vez, propor situações nas quais seus sujeitos (como, por exemplo, os negros) ocupam outra posição diante da narrativa.Com isso, reposicionam a história do Brasil e, em especial, rearranjam, no presente, sua arte. Com Baixa dos Sapateiros, Tiago Sant’Ana nos traz mais um capítulo desse recente momento social, político e cultural da arte produzida no (e a partir do) Brasil”, analisa a curadora, Clarissa Diniz.
Até o final do ano, o artista segue com a agenda cheia: Histórias Afro-Atlânticas, MASP e Instituto Tomie Ohtake (vídeo “Apagamento #1”), até 21 de outubro; In Loqus, SESC Santo Amaro (exibição do vídeo “Anunciação”), de 24 a 27 de outubro; Adorno Político, no Espaço de Intervenção Cultural Maus Hábitos em Porto/Portugal (exibição da obra “Passar em branco”) ,de 8 de novembro a 23 de dezembro; Panapaná, Galeria Archidy Picado (curadoria de Tiago Sant’Ana e Raphael Fonseca), exposição que abre no dia 9 de novembro.
Tiago Sant’ana Tiago Sant’Ana (Santo Antônio de Jesus, 1990) é artista da performance, doutorando em Cultura e Sociedade pela Universidade Federal da Bahia. Desenvolve pesquisas em performance e seus possíveis desdobramentos desde 2009. Seus trabalhos como artista imergem nas tensões e representações das identidades afro-brasileiras – tendo influência das perspectivas decoloniais. Foi um dos artistas indicados ao Prêmio PIPA 2018. Realizou recentemente a exposição solo “Casa de purgar” (2018), no Museu de Arte da Bahia e no Paço Imperial, no Rio de Janeiro. Participou de festivais e exposições nacionais e internacionais como “Histórias Afro-atlânticas” (2018), no MASP e no Instituto Tomie Ohtake, “Axé Bahia: The power of art in an afro-brazilian metropolis” (2017-2018), no Fowler Museum at UCLA, “Negros indícios” (2017), na Caixa Cultural São Paulo, “Reply All” (2016), na Grosvenor Gallery, e “Orixás” (2016), na Casa França-Brasil. Foi professor substituto do Bacharelado Interdisciplinar em Artes na Universidade Federal da Bahia entre 2016 e 2017.
Clarissa Diniz Clarissa Diniz é curadora e escritora em arte. Graduada em Lic. Ed. Artística/Artes Plásticas pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Foi gerente de conteúdo do Museu de Arte do Rio – MAR entre 2013 e 2018, onde desenvolveu também projetos curatoriais. Publicou os livros “Crachá – aspectos da legitimação artística”, “Gilberto Freyre” – em coautoria com Gleyce Heitor –; “Montez Magno”, em coautoria com Paulo Herkenhoff e Luiz Carlos Monteiro; e “Crítica de arte em Pernambuco: escritos do século XX” (coautoria com Gleyce Heitor e Paulo Marcondes Soares), dentre outros. De curadorias desenvolvidas, destacam-se “O abrigo e o terreno” (cocuradoria com Paulo Herkenhoff. Museu de Arte do Rio – MAR, 2013), “Ambiguações” (Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro, 2013), “Pernambuco Experimental” (Museu de Arte do Rio – MAR, Rio de Janeiro, 2013), “Do Valongo à Favela: imaginário e periferia” (cocuradoria com Rafael Cardoso, Museu de Arte do Rio – MAR, 2014), entre outras.
EXPOSIÇÃO CONTARÁ COM PROGRAMAÇÃO DE ATIVIDADES Desde a sua idealização, a galeria tem como propósito promover a arte contemporânea através de uma programação diversificada, com exposições de artistas representados e em ascensão no mercado, workshops, debates, visitas guiadas, performances e vídeos. Durante o período da mostra serão realizadas visita guiada e conversa na galeria com a curadora Clarissa Diniz e Tiago Sant’Ana. O projeto “Encontros sobre arte” terá dois dias destinados a palestras do artista, que também fará uma performance durante a programação.
15/12 – Visita guiada e conversa na galeria com Clarissa Diniz e Tiago Sant’Ana
14 e 15/01 – Workshop “A performance negra nas artes visuais do Brasil”, com Tiago Sant’Ana
Tiago Sant’Ana irá abordar a linguagem da performance e seus intercâmbios estéticos com as poéticas negras. Durante os dois dias, o artista fará um panorama sobre a história da arte da performance, além de discutir conceitos de arte afro-brasileira e arte negra, debatendo também os cruzamentos conceituais entre performance e a questão da negritude no Brasil. Além disso, será apresentado um repertório histórico de artistas da performance negra nas artes visuais do Brasil, com destaque para os desafios e as potências de produzir arte negra na contemporaneidade.
16/01 – Performance de Tiago Sant’Ana
“BAIXA DOS SAPATEIROS”
Tiago Sant’Ana apresenta vídeo, fotografias, objetos e instalações que questionam a colonização e a abolição
Curadoria: Clarissa Diniz Abertura: 24 de novembro de 2018 Visitação: de 26 de novembro de 2018 a 13 de fevereiro de 2019
Endereço: Rua Aníbal de Mendonça, 171, Ipanema. Rio de Janeiro. Telefone: 21 3496-6821 / 99842-1323 E-mail:
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Site: www.simonecadinelli.com
Horário de funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 19h; aos sábados, das 11h às 15h.
Classificação: livre.
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Professores relatam ameaças por conta do projeto Escola Sem Partido |
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19.11.18
Com 15 anos de magistério, Fabíola (nome fictício a pedido da entrevistada), 38, pela primeira vez afastou-se do trabalho por motivo de saúde. Na semana passada, entregou à Secretaria de Educação do DF um atestado psiquiátrico de 15 dias. No documento, consta a CID 10 F41.0, o que, no sistema de classificação de doenças, significa transtorno de pânico.
A professora de história já pensa em mudar de profissão. Acostumada a malcriações e rebeldias de estudantes adolescentes, jamais pensou, porém, que o comportamento de alunos fosse afetá-la a ponto de adoecer. Desde o ano passado, ela diz sofrer ameaças e constrangimentos pelo teor de suas aulas. “Criaram perfis falsos para me atacar no Facebook. Apaguei todas as redes sociais. Na sala de aula, apontam o celular para mim”, relata. No período eleitoral, a perseguição ficou acentuada, segundo a professora. “Recebi mensagem no Facebook dizendo que seria torturada por ‘ideologia de gênero’”, afirma Fabíola.
Mesmo antes da aprovação da polêmica Escola sem Partido, o Projeto de Lei nº 7180/14, programa que proíbe “doutrinação ideológica” em sala de aula, professores relatam assédio de alunos, pais e até colegas de profissão. “Eu não concordo com doutrinação, não acho que sala de aula é palanque. Mas as coisas tomaram uma proporção assustadora. A escola é, ou deveria ser, um ambiente de livre debate. Aí, você dá uma aula sobre direitos civis, sobre voto feminino, e te acusam de ideologia de gênero, uma coisa que nem existe”, revolta-se. Além de perseguição, ela diz que, entre os professores, o temor é de processos e, especialmente nos estabelecimentos particulares, de demissão.
Na semana passada, procuradores dos direitos dos cidadãos instauraram procedimentos administrativos para acompanhar episódios de assédio moral contra professores de nível básico, técnico e superior em 10 estados. De acordo com o Ministério Público Federal, entre 5 e 9 de novembro, o órgão abriu ações do tipo em quase todas as capitais e em diversos municípios. Vinte e quatro instituições públicas receberam recomendação do MPF para não atuarem de forma abusiva contra os docentes em Pernambuco, Santa Catarina, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Amapá, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.
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Ensino plural Contrária à criação da Escola sem Partido, que considera inconstitucional, a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, afirma que tentar impedir a abordagem e o debate de ideias, sejam filosóficas, religiosas, políticas, sejam ideológicas, viola a legislação. “Um ensino e uma aprendizagem efetivamente plurais, que são os objetivos fundamentais de nosso sistema educacional, somente podem se desenvolver em um ambiente de liberdade de ideias e de respeito à imensa diversidade que caracteriza o nosso país”, defende.
Um dos estados acionados, Pernambuco foi palco de ameaças contra professores e estudantes do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal. No dia 6, uma carta não assinada listava “doutrinadores e alunos que serão banidos do CFCH-UFPE em 2019”. O texto, afixado na instituição e reproduzido em redes sociais, chamava as pessoas listadas de escória e anunciava: “O mito vem aí”, em referência ao presidente eleito, Jair Bolsonaro. O futuro governante é um entusiasta do PL da Escola sem Partido e defende que os estudantes filmem os professores em sala de aula. O MPF e a Polícia Federal investigam ameaças.
Medo Paulo aceitou falar com a reportagem sob várias condições: nome fictício, não fornecer idade nem disciplina que ministra. Professor em uma escola de classe média alta em Brasília, ele teme ser identificado e perder o emprego. Conta que a direção alertou os funcionários para evitarem “assuntos sensíveis”, incluindo feminismo, sexualidade, aborto e, especialmente, política. “Um professor de física ou de matemática pode se adaptar a essa mordaça com mais facilidade. Mas como um professor de humanas vai fazer?”, questiona.
Ele ressalta que, no colégio onde trabalha, mesmo antes das discussões do Escola sem Partido, muitos alunos intimidavam os professores. “Eles pagam, eles mandam, né?”, ironiza. “Eu não cheguei a ser diretamente atacado por alunos, embora tenha colegas que foram, inclusive foram filmados pelos estudantes na maior cara de pau. Você já vai trabalhar naquele clima de terror. Como é que você vai educar alguém assim?”.
Lei em discussão
A comissão especial que analisa a lei da Escola sem Partido (7180/14) não votou o substitutivo do relator, deputado Flavinho (PSC-SP), na semana passada. O relatório do parlamentar mantém a proibição de professores do ensino básico e superior promoverem suas preferências ideológicas, religiosas, morais, políticas e partidárias. Também proíbe ensinamentos sobre gênero e orientação sexual. “O nosso projeto não diz que não possam ser ensinadas e debatidas. Diz que essas questões devem ser abordadas cientificamente, mostrando dois, três lados, as principais correntes acerca da ideia”, defendeu o fundador do movimento Escola Sem Partido, Paulo Miguel Nagib.
Cartilha de orientação na Bahia
Na sexta-feira, o Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia lançou uma cartilha para orientar os professores a se protegerem de situações de intimidação e assédio. “A cartilha foi motivada pelo momento de lamentáveis retrocessos, a educação e a atividade docente, assim como os movimentos sindicais e sociais, têm sido os primeiros alvos”, justifica a assessoria de comunicação do sindicato. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) se manifestou em nota sobre o projeto de lei: “A lei da mordaça se pauta em conceitos e critérios políticos, sociais e pedagógicos diametralmente opostos aos estabelecidos na Constituição Federal e na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que têm a gestão democrática e o pluralismo de ideias e concepções pedagógicas como pilares da educação”, diz.
A professora de artes da rede estadual de Pernambuco Valéria Alves de Almeida, 26 anos, teme que, se o PL for aprovado, os professores sejam mais assediados e perseguidos. “Já tem aluno olhando para você e fazendo aquele gesto de arma com as mãos”, diz, em referência a um dos símbolos de campanha do presidente eleito. Ela não acredita que os estudantes, ao menos do nível básico, sejam fechados à discussão de ideias. Para Valéria, eles têm sofrido grande influência dos pais e das redes sociais. “Esses reacionários vão criar gerações de pessoas completamente submissas ao que lhes forem imposto, porque os jovens estão sendo ensinados a não questionar, não pensar, não discutir. Temos de resistir a isso, mas precisamos que as instituições estejam ao nosso lado. A aprovação desse projeto será catastrófica.”
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III Encontro de Comunicação e Marketing da FPB começa hoje (20) |
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20.11.18
A Faculdade Internacional da Paraíba promove nos dias 20, 21 e 22 de novembro a terceira edição do Encontro de Comunicação e Marketing - ContentCom. Este ano, o tema escolhido para a abordagem central é "Comunicação e Marketing em tempos de conexão e Interatividade Afetos, Emoções e Subjetividades". Durante três dias, haverá minicursos, oficinas, workshops, apresentação de artigos científicos e mesas redondas.
De acordo com o Coordenador Geral do III ContentCom, Prof. Rodolpho Raphael, o evento visa promover um diálogo interdisciplinar entre as áreas da comunicação nas mais diversas habilitações (publicidade, jornalismo, mídias digitais, relações públicas, rádio e tv e marketing) onde o estudante e o seu cotidiano se torne o centro deste processo à luz de debates de caráter analítico e propositivos, pautados pelas reflexões de especialistas e profissionais de referência regional com olhares diversos sobre os fenômenos da produção de conteúdo na publicidade e no marketing.
Nesta terça-feira, 20 de novembro, a programação tem início com a abertura oficial a partir das 19h no auditório da Faculdade Internacional da Paraíba e segue com uma conferência a partir das 19h40 com Ruy Dantas (Sin Comunicação), Edu Cury (Super Liga 66), Felipe Rocha (PPGCOM – UFPE), krol Jânio (CODATA PB) e Nathalia Rezende - (FPB) que debatem o tema central do evento.
Na quarta-feira, dia 21, acontece uma programação simultânea que vai desde a apresentação de artigos científicos às 14h00, seguido do ‘Minicurso: Oratória e Comunicação Assertiva com Fagny Fernandes, ‘Oficina: Fundamentos de Marketing’ com Felipe da Mata, Workshop - Desafios Do Jornalismo Na Era Digital com o jornalista Ítalo Di Lucena (TV Cabo Branco), Workshop - O Futuro do Criativo com Rhalybe Aizann. No auditório, a programação segue com a mesa redonda "Da Audiência às Métricas: A Era do Creator Marketing", tendo como palestrantes Felipe Fernandes (Assembleia Legislativa/Governo do Estado da Paraíba), Francisco Rufino (Agência BKF), Danilo Moura (MMoura Publicidade), Lulla Coutinho (Agência MayDay) e Rodrigo Medeiros (Ideia Trupe).
Na quinta-feira, dia 22 de novembro, o evento termina às 19h30 com uma conferência de encerramento “Um muro para combater o Tsunami: Segurando a Onda nas Fake News” com Ranniery Soares (Jornal Correio), Cândida Nobre (PPGEM/UFRN), Deborah Freire (PPGCOM/UFPB), Bruno Sakauê (TV Cabo Branco) e Rodolpho Raphael (ELEGIS/UFPB/FPB).
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Hospital das Clínicas da UFPE retoma parte dos atendimentos no Recife |
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27/11/18
Após suspender o atendimento e restringir a realização de exames na segunda-feira (26), o Hospital das Clínicas (HC), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), retomou parte dos serviços nesta terça-feira (27). Os exames de endoscopia e colonoscopia, que só estavam sendo realizados em casos de urgência, voltam a acontecer em escala ambulatorial. (Veja vídeo acima)
Por meio de nota, a diretoria da unidade de saúde informou que a retomada dos serviços é possível porque o HC recebeu repasse de cerca de R$ 3,3 milhões na sexta-feira (23). Com esse dinheiro, foram comprados materiais e insumos que estavam com o estoque baixo. A gestão informou, ainda, que segue um cronograma de abastecimento com a previsão de chegada dos materiais.
De acordo com a unidade de saúde, os exames laboratoriais devem ser retomados para pacientes dos ambulatórios na quarta-feira (28). Já os exames de imagem com contraste e cirurgia eletivas deve ser normalizados a partir de quinta-feira (29), para marcação e realização.
Apesar da retomada de alguns serviços, pacientes foram prejudicados pela suspensão de atendimento ambulatorial. Algumas pessoas que tinham consultas e exames marcados também não conseguiram ser atendidas.
O Hospital informou, ainda, que aguarda o repasse da última parcela do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), bem como a negociação com o Governo de Pernambuco referente ao pagamento de uma dívida de cerca de R$ 13 milhões que a Secretaria Estadual de Saúde (SES) tem com a unidade hospitalar.
Por meio de nota, o HC pediu a compreensão da população neste momento de retomada do atendimento para evitar sobrecarga aos serviços.
Respostas A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) afirmou, por meio de nota, que não existe atraso na disponibilização de verbas por parte do Governo Federal. Segundo o órgão, o HC recebeu, na última sexta (23), R$ 3,3 milhões referentes aos recursos do mês de dezembro de 2018. Essa é a 12ª parcela da sua receita de produção do Serviço Único de Saúde (SUS)
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que foi comunidada no final da última semana sobre a paralisação de alguns serviços do HC. No entanto, a SES afirma que vem repassando a verba do Ministério da Saúde destinada à unidade e que está dialogando com o hospital para que a situação seja resolvida sem prejuízo aos usuários do SUS.
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