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Novela sobre ministro da Educação mostra que Bolsonaro virou refém do próprio personagem PDF Imprimir E-mail

23/11/2018


Jair Bolsonaro foi eleito prometendo combater “tudo isso que está aí”. Na campanha, anunciou que montaria um ministério sem indicação política, sem ideologia e sem investigados. Garantiu que enxugaria a máquina pública e privatizaria o que pudesse.

Com um discurso moralizador, anticorrupção e antipolítica, ganhou apoio dos setores mais conservadores da sociedade. Em rede nacional, mostrava indignação contra o chamado kit gay, que jamais foi distribuído nas escolas e, para delírio da bancada evangélica e dos arautos do Escola sem Partido, vociferou contra uma suposta sexualização precoce e estimulada entre estudantes.

Uma vez eleito, percebeu que não consegue governar sem fazer…política.

Até aqui, privilegiou nomes do DEM com três ministérios (Agricultura, Casa Civil e Saúde), o que desagrada seu próprio partido, o PSL. Os três somam episódios, digamos, controversos na vida pública – suspeitas, em outras palavras. Mas ele garante que as escolhas, referendadas pelas respectivas bancadas temáticas, não são nem ideológica nem políticas.

Após seu superministro da Economia, Paulo Guedes, defender uma “prensa” no Congresso, Bolsonaro descobriu também que os parlamentares sabem jogar duro, como ficou evidente na decisão de aumentar o teto salarial do funcionalismo em meio à crise fiscal.

O ex-capitão percebeu, por fim, que, como presidente, terá de pisar em ovos com a sua base de apoio mais aguerrida. O que significa comprar brigas até mesmo quando acerta.

É o caso do bate-cabeça com o anúncio para o Ministério da Educação. Até quarta-feira o escolhido era Mozart Neves Ramos, que gerava duas reações. Foi bem-vinda entre os que entendem de assunto, mas caiu mal entre os que não entendem.

Educação, vale lembrar, é assunto para entendidos e é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que encontrar um entendido entusiasta das propostas do tipo Escola sem Partido – um nome bonito que esconde a intenção de determinadas lideranças religiosas de cercear os debates relacionados a política, tolerância e sexualidade em sala de aula. Falamos sobre isso neste texto.

Quem convive com professores, mesmo os que passam longe de vestir camisa com foice e martelo em sala de aula, sabe o nível de tensão e estresse que a simples possibilidade de avanço de propostas do tipo provoca entre os profissionais já suficientemente desvalorizados no país.

É consenso também, entre especialistas, que o projeto tende a tornar a profissão ainda menos atraente.

E ninguém sabe exatamente que tipo de futuro pode ter um país que persegue os próprios professores.

Voltamos, então, à escolha do ministro.

O pecado de Mozart – educador, escritor, ex-reitor da UFPE e atual diretor do Instituto Ayrton Senna – é não ser exatamente um entusiasta do cerceamento de professores.

O anúncio sobre o ministro, imediatamente “desanunciado”, por um instante deu a impressão de que o presidente eleito havia tirado a roupa do candidato.

Parecia ter compreendido que uma coisa é ganhar eleição; bem outra é governar.

O recuo mostra que não será tão fácil, para Bolsonaro, se livrar do próprio personagem.

Se fizesse a coisa certa, e escolhesse alguém neutro, entendido no assunto e que não fizesse coro aos delírios sobre espantalhos do ensino no país, o presidente eleito compraria briga com os setores que serviram como base de sua militância mais aguerrida.

No fim, ao escolher o colombiano Ricardo Vélez Rodríguez, um “anti-marxista” indicado por Olavo de Carvalho, o presidente optou por, na prática, referendar as bases do Escola sem Partido – o que, como esperado, causa preocupação entre os profissionais de fato ligados à educação. Ao menos a maioria deles.

Em nome do combate às ideologias de esquerda, Bolsonaro compõe um ministério dominado por outra ideologia, esta supostamente anti-esquerdista, seja lá o que isso signifique.

Resta saber o que, além de espantalhos, seus entusiastas têm a apresentar sobre os problemas do Brasil real.

 

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Desafio de agrotechs do leite chega a fase final com a seleção de sete classificados PDF Imprimir E-mail

21/11/18

Tecnologias de ponta que envolvem blockchain, Internet das Coisas, inteligência artificial, automação, plataformas integradas e computação em nuvem – todas aplicadas à produção de leite – vão ajudar o setor a melhorar sua produtividade e impulsionar o Brasil a se tornar competitivo na exportação de leite e derivados. É o que pretende a Embrapa ao estimular que empreendedores apresentem suas soluções na terceira edição do desafio de startups Ideas for Milk. A final ocorrerá no dia 30 de novembro, em São Paulo.

Empresa lança bot para o agronegócio com tecnologia

“Essa edição do Ideas for Milk consolida o trabalho que está sendo feito nos últimos três anos. Ela vai possibilitar unir, no mesmo espaço, um conjunto grande de empresas de laticínios, indústrias de equipamentos, empresas de TI, investidores e jovens ávidos por mostrar a sua competência”, diz o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins. Algumas das soluções precisam apenas de aporte de recursos para fazer com que o setor tenha custos menores e produtos de melhor qualidade, lembra o economista.

Com o desafio de startups, a Embrapa se mostra revolucionária, na opinião de Samir Iasbeck, CEO e fundador da startup educacional Qranio, que está entre as realizadoras evento. “A Embrapa foi além do trabalho que já fazia e passou a apostar em um movimento de inovação aberta, que é hoje o que grandes eventos de startups e aceleradoras fazem”, diz o empreendedor.

Grandes empresas de telefonia passaram a trabalhar muito próximas de startups porque viram que o Whatsapp e o Skype, por exemplo, surgiram fora de seus departamentos de inovação, compara Iasbeck. “A Embrapa busca integrar o criador, o estudante, a universidade, o técnico e o professor na criação de uma ideia. E mostra isso para o mercado para que ela possa evoluir, muitas vezes com um investimento de um criador ou investidor-anjo, para transformá-la em algo palpável”, completa.

Finalistas

Nesta edição, seis finalistas foram escolhidas entre 65 propostas e a seleção foi realizada por 164 executivos de empresas líderes de diversos setores, desde laticínios a tecnologia da informação, e também produtores, pesquisadores da Embrapa e professores das principais universidades do Brasil. Os temas de 2018 envolvem controle da mastite, conforto animal, monitoramento do rebanho, higienização automática de equipamentos, plataforma de monitoramento da cadeia de valor e detecção de fraude no leite. Ainda há vaga para uma startup, que será preenchida pela vencedora de uma final regional, no Rio Grande do Norte, marcada para 24 de novembro.

Entre as seis startups já definidas, a Agroconforto oferece monitoramento de animais com foco no bem-estar de vacas em ambientes confinados. Por meio de um sistema formado por sensores que se conectam via wi-fi a um painel de armazenagem, os dados são enviados para a nuvem ou para o smartphone do produtor. Assim, é possível medir temperatura ambiente, luminosidade e umidade do local, por exemplo.

Já a OnFarm trabalha na identificação das principais causas de mastite na própria fazenda em 24 horas. Reúne três tecnologias, dentre as quais está um sistema de gestão que controla todas as etapas – da coleta da amostra ao resultado da análise. Com isso, permite monitoramento remoto, pelo produtor rural ou pelo veterinário, e pela central de suporte.

A Cowmed desenvolve dispositivos de monitoramento e inteligência artificial para pecuária de precisão. A solução contempla um dispositivo, que pode ser uma coleira eletrônica, capaz de monitorar comportamentos como ruminação e atividade. Uma antena coleta os dados e envia as informações dos animais para um software, que possui inteligência artificial e analisa o rebanho.

A proposta da Z2S Sistemas Automáticos é fornecer equipamentos para automatizar os processos de limpeza e higienização de equipamentos ligados à ordenha. Segundo os idealizadores, a padronização da limpeza resulta na redução da mão de obra e na queda de mais de 80% da contagem bacteriana total (CBT).

A Milkchain usa o blockchain para monitorar a cadeia do leite. A startup prevê o uso de dispositivos inteligentes que substituem a tampa de verificação nos tanques de leite nas fazendas. Assim, é possível monitorar em tempo real a temperatura, volume, abertura e fechamento da tampa dos tanques e umidade. Essas informações ficam salvas em nuvens de forma segura e imutáveL – o blockchain – e certifica que o leite passou pela cadeia sem sofrer variações que poderiam afetar sua qualidade. Além disso, informa ao laticínio ou cooperativa quais propriedades estão com o tanque cheio, o que permite dimensionar a rota do caminhão para coleta do leite.

Na Macrofen, o objetivo é o desenvolvimento de dispositivos para identificar rapidamente adulterantes comuns, como álcool, amido, formaldeído ou antibióticos, em amostras de leite, por meio da Internet das Coisas. A proposta inclui um aplicativo para a triagem rápida da qualidade do leite, com a identificação de fraudes e adulterações no ponto de coleta.

Inovação

Na edição de 2018, a Embrapa decidiu estimular a participação de empreendedores e universidades da região Nordeste, que até então era reduzida. O trabalho surtiu efeito e o número de propostas aumentou em dez vezes em relação aos dois primeiros eventos. Uma etapa regional realizada em Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 24 de novembro, vai decidir o sétimo finalista nacional.

Em 2016 e em 2017, o Ideas for Milk recebeu 220 propostas de todo o Brasil e apenas três – ou 1,4% do total – foram dos Estados do Nordeste.

“Este ano, estamos fazendo um Ideas for Milk só para a região e conseguimos doze inscrições, num total de 65 em todo o Brasil, ou seja, 18% do total”, diz Martins. A Embrapa também procurou envolver instituições de ensino locais que não participaram anteriormente, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Potiguar (UnP). “O Ideas for Milk também cumpre a missão que é de interiorizar as discussões para o leite relativas à inovação 4.0”, destaca.

A final no dia 30 de novembro será no CUBO, a maior estrutura de startups da América Latina e é aberta ao público. Os interessados em participar podem adquirir o ingresso até a véspera pelo Sympla.

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Redução de ministérios em xeque, novas secretárias, definição da AGU e especulação para Educação PDF Imprimir E-mail

21/11/18

A redução de ministérios em xeque, novas secretárias, definição da AGU e especulação para Educação, nesta quarta-feira (21).

A transição para o governo de Jair Bolsonaro entrou em uma nova rota nesta semana. Onyx Lorenzoni admitiu hoje que a redução no número de ministérios deve ser menor e a nova meta é que sejam menos de 20. Paralelamente, Paulo Guedes quer criar secretarias para criar pontes entre o seu futuro Ministério da Economia e outras pastas – encabeçadas por outros ministros e secretários, com status de Ministério.

1. Nova meta ministerial. De acordo com o Poder360, Onyx Lorenzoni afirmou que “nós [a equipe de transição] temos um compromisso de redução da estrutura ministerial. Para um país que teve 40, pretendemos ficar aquém dos 20 ministérios”. Atualmente, são 29 pastas. A promessa do governo eleito já foi reduzir para 15, o número vem subindo desde o início da transição.

Saiba mais
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2. As secretarias de Paulo Guedes. Além dos ministérios da Fazenda, Planejamento e MDIC (Indústria, Comércio Exterior e Serviços), o já apelidado de superministério da Economia de Paulo Guedes pode ter secretarias com atribuições dessas e outras pastas. De acordo com o Estadão, o desenho seria:

— Secretaria de Privatizações, a única confirmada por Guedes e que teria atribuições parecidas com o atual Programa de Parceria e investimentos (PPI). Durante a campanha, além de defender a privatização de todas as estatais, Guedes afirmou que quer vender imóveis da União, o que estaria nas atribuições dessa nova secretaria.

— Secretaria Econômica, para reunir Tesouro, Secretaria de Política Econômica (Ministério da Fazenda), a Secretaria de Orçamento (Ministério do Planejamento). Foco no ajuste fiscal.

— Uma que pode reunir Receita Federal, Previdência Social e a área do Ministério do Trabalho que cuida do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT). Sem a confirmação da nova estrutura de governo, ainda não se sabe o que será feito com o Ministério do Trabalho.

— Outra para modernização e governo digital, atuando com tecnologia da informação e gestão de pessoas.

— Uma com foco no comércio exterior, que incorporaria estruturas do MDIC, Planejamento e Fazenda, voltadas para mercado internacional

— E a última, para temas relacionados com inovação e produtividade.

A matéria fala ainda de levar a defesa da concorrência, hoje conduzida pelo Cade, sob o Ministério da Justiça, para o novo Ministério da Economia. De acordo com o Antagonista, a estrutura teria quatro secretarias: Privatizações; Tributação, Emprego e Previdência; Comércio Exterior e Relações Internacionais; e Desburocratização e Reforma do Estado.

O plano, aparentemente, é embrionário, mas indica que é um misto de uma tentativa de organizar todas as atribuições, que ficarão sob esse novo guarda-chuva da Economia, com uma ampliação ainda maior do controle de políticas públicas nessa estrutura hierarquicamente subordinada à Guedes – e, assim, ter participação na tomada de decisão em áreas de outros ministros, como Ernesto Araújo (Itamaraty), Sérgio Moro (Justiça) e o próprio PPI, que, especula-se, será comandado pelo vice Hamilton Mourão.

3. Do Jota:Indicação de Bolsonaro para AGU pode dificultar unificação das carreiras do órgão.A matéria da agência especializada na cobertura do Judiciário mostra como a escolha de André Luiz Mendonça para liderar a Advocacia-Geral da União (AGU) enfraquece planos de unificação das carreiras do órgão. Mendonça é ligado à Associação Nacional dos Advogados da União (Anauni), contra uma reforma que eliminaria a divisão atual – advogados da União, procuradores da Fazenda Nacional, procuradores federais e procuradores do Banco Central. Rivaliza com a Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais (Anafe), que apresentou a Guedes um estudo da FGV com estimativas de economia caso as carreiras sejam unificadas.

4. O Estadão também cravou que Mozart Neves Ramos será anunciado até amanhã para o Ministério da Educação. Ramos é diretor do Instituto Ayrton Senna, foi presidente-executivo do Todos pela Educação e secretário de Educação de Pernambuco. Também é ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Mas Bolsonaro veio a público enfraquecer a história: “informo que até o presente momento não existe nome definido para dirigir o Ministério da Educação”, afirmou no Twitter.

A Folha apurou que a bancada evangélica reagiu negativamente ao nome de Mozart e uma reunião foi marcada às pressas para esta quarta com Ricardo Vélez Rodriguez, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora, formado em Filosofia e Teologia – além de ter sido elogiado por Olavo de Carvalho. “Para nós, o novo governo pode errar em qualquer ministério, menos no da Educação, que é uma questão ideológica para nós”, afirmou, à Folha, Sóstenes Cavalcanti (DEM/RJ) membro da bancada evangélica.

Com informações de Folha de São Paulo, Poder360, Estadão, Antagonista.

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Desafio de agrotechs do leite chega a fase final com a seleção de sete classificados PDF Imprimir E-mail

21/11/18

Tecnologias de ponta que envolvem blockchain, Internet das Coisas, inteligência artificial, automação, plataformas integradas e computação em nuvem – todas aplicadas à produção de leite – vão ajudar o setor a melhorar sua produtividade e impulsionar o Brasil a se tornar competitivo na exportação de leite e derivados. É o que pretende a Embrapa ao estimular que empreendedores apresentem suas soluções na terceira edição do desafio de startups Ideas for Milk. A final ocorrerá no dia 30 de novembro, em São Paulo.

Empresa lança bot para o agronegócio com tecnologia

“Essa edição do Ideas for Milk consolida o trabalho que está sendo feito nos últimos três anos. Ela vai possibilitar unir, no mesmo espaço, um conjunto grande de empresas de laticínios, indústrias de equipamentos, empresas de TI, investidores e jovens ávidos por mostrar a sua competência”, diz o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins. Algumas das soluções precisam apenas de aporte de recursos para fazer com que o setor tenha custos menores e produtos de melhor qualidade, lembra o economista.

Com o desafio de startups, a Embrapa se mostra revolucionária, na opinião de Samir Iasbeck, CEO e fundador da startup educacional Qranio, que está entre as realizadoras evento. “A Embrapa foi além do trabalho que já fazia e passou a apostar em um movimento de inovação aberta, que é hoje o que grandes eventos de startups e aceleradoras fazem”, diz o empreendedor.

Grandes empresas de telefonia passaram a trabalhar muito próximas de startups porque viram que o Whatsapp e o Skype, por exemplo, surgiram fora de seus departamentos de inovação, compara Iasbeck. “A Embrapa busca integrar o criador, o estudante, a universidade, o técnico e o professor na criação de uma ideia. E mostra isso para o mercado para que ela possa evoluir, muitas vezes com um investimento de um criador ou investidor-anjo, para transformá-la em algo palpável”, completa.

Finalistas

Nesta edição, seis finalistas foram escolhidas entre 65 propostas e a seleção foi realizada por 164 executivos de empresas líderes de diversos setores, desde laticínios a tecnologia da informação, e também produtores, pesquisadores da Embrapa e professores das principais universidades do Brasil. Os temas de 2018 envolvem controle da mastite, conforto animal, monitoramento do rebanho, higienização automática de equipamentos, plataforma de monitoramento da cadeia de valor e detecção de fraude no leite. Ainda há vaga para uma startup, que será preenchida pela vencedora de uma final regional, no Rio Grande do Norte, marcada para 24 de novembro.

Entre as seis startups já definidas, a Agroconforto oferece monitoramento de animais com foco no bem-estar de vacas em ambientes confinados. Por meio de um sistema formado por sensores que se conectam via wi-fi a um painel de armazenagem, os dados são enviados para a nuvem ou para o smartphone do produtor. Assim, é possível medir temperatura ambiente, luminosidade e umidade do local, por exemplo.

Já a OnFarm trabalha na identificação das principais causas de mastite na própria fazenda em 24 horas. Reúne três tecnologias, dentre as quais está um sistema de gestão que controla todas as etapas – da coleta da amostra ao resultado da análise. Com isso, permite monitoramento remoto, pelo produtor rural ou pelo veterinário, e pela central de suporte.

A Cowmed desenvolve dispositivos de monitoramento e inteligência artificial para pecuária de precisão. A solução contempla um dispositivo, que pode ser uma coleira eletrônica, capaz de monitorar comportamentos como ruminação e atividade. Uma antena coleta os dados e envia as informações dos animais para um software, que possui inteligência artificial e analisa o rebanho.

A proposta da Z2S Sistemas Automáticos é fornecer equipamentos para automatizar os processos de limpeza e higienização de equipamentos ligados à ordenha. Segundo os idealizadores, a padronização da limpeza resulta na redução da mão de obra e na queda de mais de 80% da contagem bacteriana total (CBT).

A Milkchain usa o blockchain para monitorar a cadeia do leite. A startup prevê o uso de dispositivos inteligentes que substituem a tampa de verificação nos tanques de leite nas fazendas. Assim, é possível monitorar em tempo real a temperatura, volume, abertura e fechamento da tampa dos tanques e umidade. Essas informações ficam salvas em nuvens de forma segura e imutáveL – o blockchain – e certifica que o leite passou pela cadeia sem sofrer variações que poderiam afetar sua qualidade. Além disso, informa ao laticínio ou cooperativa quais propriedades estão com o tanque cheio, o que permite dimensionar a rota do caminhão para coleta do leite.

Na Macrofen, o objetivo é o desenvolvimento de dispositivos para identificar rapidamente adulterantes comuns, como álcool, amido, formaldeído ou antibióticos, em amostras de leite, por meio da Internet das Coisas. A proposta inclui um aplicativo para a triagem rápida da qualidade do leite, com a identificação de fraudes e adulterações no ponto de coleta.

Inovação

Na edição de 2018, a Embrapa decidiu estimular a participação de empreendedores e universidades da região Nordeste, que até então era reduzida. O trabalho surtiu efeito e o número de propostas aumentou em dez vezes em relação aos dois primeiros eventos. Uma etapa regional realizada em Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 24 de novembro, vai decidir o sétimo finalista nacional.

Em 2016 e em 2017, o Ideas for Milk recebeu 220 propostas de todo o Brasil e apenas três – ou 1,4% do total – foram dos Estados do Nordeste.

“Este ano, estamos fazendo um Ideas for Milk só para a região e conseguimos doze inscrições, num total de 65 em todo o Brasil, ou seja, 18% do total”, diz Martins. A Embrapa também procurou envolver instituições de ensino locais que não participaram anteriormente, como a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Potiguar (UnP). “O Ideas for Milk também cumpre a missão que é de interiorizar as discussões para o leite relativas à inovação 4.0”, destaca.

A final no dia 30 de novembro será no CUBO, a maior estrutura de startups da América Latina e é aberta ao público. Os interessados em participar podem adquirir o ingresso até a véspera pelo Sympla.

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IEL Goiás promove desafio industrial para empreendedores e startupeiros PDF Imprimir E-mail

21/11/18

Evento propõe imersão em busca de soluções inovadoras para o setor da indústria e oferece conteúdo sobre transformação digital e inovação

Novembro é mês de mergulhar no mundo da inovação no Desafio Indústria 2018. Entre os dias 23 e 25, no Salão de Eventos Daniel Viana, no 4º andar do Ed. Albano Franco, Casa da Indústria, no Setor Vila Nova, cem empreendedores e startupeiros estarão reunidos em uma maratona de programação e inovação (HackInnovation), que busca, em 36 horas, desenvolver soluções inovadoras para os desafios do setor industrial. O evento é idealizado e realizado pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), o Instituto Euvaldo Lodi (IEL Goiás) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em Goiás (Sebrae), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e Conselho Temático de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI).

O desafio tem como fim o desenvolvimento de ideias e soluções de impacto tecnológico e/ou modelo de negócios – produto físico, digital ou minimamente desenvolvido - e será realizado em regime de imersão. Os temas propostos são: Fábricas Inteligentes, Produtos e Serviços Inteligentes, Bioeconomia e Sustentabilidade, além de Materiais Avançados.

“Nosso objetivo é aproximar as startups das indústrias com soluções inovadoras para algumas problemáticas. Temos um banco de problemáticas levantadas pelo Senai em todo o Brasil, com mais de 800 prováveis desafios, os quais estamos filtrando e vamos trabalhar dentro das quatro temáticas propostas para o evento”, ressaltou a Coordenadora de Inovação do IEL Goiás, Lidiane Abreu.

São consideradas soluções inovadoras o desenvolvimento de novos produtos – incluindo a preparação da produção para inserção da nova solução no mercado – e de novos processos industriais – englobando a definição das atividades para sua implantação.

O DESAFIO

Foram selecionados cem (100) participantes entre 215 candidatos que apresentaram seus perfis. Nos dias do evento, após uma programação intensa de mentorias e prototipação, as soluções propostas pelas equipes serão apresentadas no modelo pitch - apresentação concisa do seu modelo de negócio com o objetivo de atrair os investidores.

As ideias passarão pela avaliação de uma banca de jurados especializados em inovação tecnológica, que definirá as três melhores. Também estarão de olho nos participantes investidores convidados, além de empresários, que formarão um grupo de ouvintes, no último dia do desafio, para conhecerem os produtos oferecidos.

O evento também terá uma palestra de abertura ministrada por Genésio Gomes, professor com foco em empreendedorismo e inovação da educação, além de dinâmicas promovidas por Paulo César Coutinho, consultor para Aceleração de Negócios, Transformação Digital e Inovação.

“Não será simplesmente uma maratona de programação e desenvolvimento de novos negócios. Também teremos conteúdo, com palestra do Genésio Gomes e dinâmicas com o Paulo César falando sobre transformação digital, lean startup, entre outros temas”, explica Lidiane. “Após o evento, vamos acompanhar as pessoas e as ideias lançadas para ver se podem ganhar corpo e as empresas que terão interesse em desenvolver essas ideias”, completa.

GENÉSIO GOMES DA CRUZ NETO

Professor apaixonado por empreendedorismo e inovação na educação. Doutor em Ciência da Computação pelo CIN/UFPE com ênfase em Tecnologias Educacionais. Professor de Empreendedorismo da Universidade de Pernambuco. Embaixador da Campus Party. Idealizador e CEO do Células Empreendedoras, programa educacional voltado a criação de ecossistemas de empreendedorismo e inovação social em Escolas, Universidades, Governos e Instituições Técnicas.

Finalista do Global Challenge Brasil 2018 (Singularity - Universidade da NASA de Inovação), além de diversos outros prêmios, entre eles: Educação Empreendedora Brasil (Endeavor), Educação Transformadora (Rede Global do Empreendedorismo) e Santander Universidades Empreendedorismo (Banco Santander).

O QUE É STARTUP?

É uma pequena empresa, que busca explorar atividades inovadoras no mercado, desenvolvendo um modelo de negócio escalável e repetível - aquele em que é possível expandir os ganhos e replicar a experiência de consumo de seu produto ou serviço sem aumentar as despesas na mesma proporção. O objetivo é atingir um grande número de clientes e gerar lucros em tempo reduzido, sem haver aumento de custos significativo.

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