Universidade Federal de Pernambuco - Agência de Notícias - Clipping
Evento gratuito no Recife leva temas científicos para mesa de bar PDF Imprimir E-mail

09/05/2017

Um bate papo descontraído regado a troca de conhecimentos entre o público e pesquisadores de diversas áreas da ciência. E bem numa mesa de bar. É essa a proposta da primeira edição de "Uma dose de ciência", iniciativa do laboratório de engenharia ambiental da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O evento, gratuito e voltado para o público em geral, ocorrerá nesta quarta-feira (10), às 19h, no Real Botequim, que fica na Avenida 17 de Agosto, no bairro de Casa Forte, Zona Norte do Recife.

A ideia é oferecer, em tom descontraído, informações sobre os assuntos em evidência na ciência, esclarecer dúvidas, explicar como são feitas as descobertas científicas e o que elas significam para o enriquecimento acadêmico. Participam do encontro também especialistas e pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

O professor do Departamento de Botânica da UFPE, Felipe Melo, será um dos palestrantes do evento. Ele trará uma reflexão sobre os efeitos que a presença humana vem causando no planeta, como mudanças climáticas, aquecimento global e a extinção de espécies da flora e fauna. "Para se ter uma ideia, a Terra está vivendo a era da maior taxa de espécies em extinção. Numa velocidade dez mil vezes maior que a era dos dinossauros", afirma.

Esse debate, reforça o pesquisador, vem com a ideia de dar uma prospecção para o futuro. Ele, inclusive, contextualiza com uma situação hipotética. "As marcas geológicas que deixarmos na Terra poderão ser desvendadas por arqueólogos futuros que, a partir delas, poderão decifrar como nos comportávamos, os hábitos, quantas espécies extinguimos, entre tantos outros aspectos", propõe.

Entre os temas a serem apresentados estão a relação reprodutiva dos insetos com a das pessoas, a ser abordado pelo professor de Entomologia da UFPE, Wendel Pontes, e assuntos sobre conflitos no mundo animal, que terá a professora da UFRPE Christini Caselli à frente.

 

Link da Matéria

 
UFPE altera pesos e notas mínimas de ingresso de 22 cursos PDF Imprimir E-mail

09/05/2017

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) anunciou, nesta terça-feira (9), mudanças nos pesos e nas notas mínimas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ingresso em 22 cursos da instituição. Desse total, 15 graduações são no campus Recife, duas são no campus Vitória de Santo Antão e outras cinco são no campus Caruaru.

De acordo com a instituição, a definição de pesos e notas mínimas é feita pelo colegiado de cada curso. Segundo o pró-reitor de assuntos acadêmicos da UFPE, Paulo Goes, as mudanças na pontuação mínima para o ingresso de novos estudantes partem das melhorias da qualidade interna dos cursos.
Ainda de acordo com Paulo Goes, a UFPE está cumprindo com o acordo de avisar sobre as alterações com a maior antecedência possível, para possibilitar a organização dos candidatos que desejam ocupar vagas na instituição. As inscrições para o Enem tiveram início na segunda (9) e seguem até o dia 19 de maio.

 

Link da Matéria

 
Mulheres relatam casos chocantes de assédio em ônibus do Grande Recife PDF Imprimir E-mail

09/05/2017

 

Naquele dia, a estudante de nutrição Maria Eduarda Galvão, de 20 anos, havia saído da casa do namorado mais cedo, por volta das 16h, porque ainda estava claro e, por isto, "era mais tranquilo voltar sozinha". Ele a deixou na parada e ela embarcou em um ônibus da linha 20 - Candeias/TI Tancredo Neves, onde se sentou ao lado de uma menina. Aos poucos, o coletivo foi ficando cheio, coisa comum para o horário, segundo Eduarda. Um homem ficou em pé na sua frente.

Quando o ônibus chegou em Piedade, em Jabotão dos Guararapes, a garota que estava ao lado pediu parada."Como estava muito apertado, tive que me levantar. O rapaz colocou o braço de um lado e do outro e eu senti que ele estava encostando demais em mim. Além do necessário. Respirando no meu ouvido e eu tentando sair, pedindo licença", relata a estudante. Depois de ignorar os pedidos, o rapaz foi chamadon atenção por um outro passageiro do coletivo, mas também não deu ouvidos. Eduarda deu uma cotovelada no homem que a encurralava.

"Não surtiu muito efeito, por causa do movimento do ônibus. Foi quando o outro passageiro, indignado, segurou ele e todos no ônibus começaram a gritar, dizendo que tinha um tarado. Ele ficava me xingando e me chamando de mentirosa", diz Eduarda. No momento, o motorista parou o coletivo e chamou uma viatura da polícia que passava pelo local. A estudante, então, fez a denúncia pelo telefone, com a ajuda do policial. "Chorei muito, principalmente quando ele começou a me xingar. Fiquei com medo de pegar o ônibus novamente com ele. É indignante. Eu já ia voltar pra casa mais cedo por causa disto. É bem indignante", acrescenta.

A então estudante Beatriz Morais*, de 22 anos, embarcou no coletivo da linha 60 - TI Tancredo Neves/TI Macaxeira, às 8h, em direção à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde estudava, em 2014. Horário de pico, empurra-empurra. De costas para o corredor, ela notou algo fora do comum quando um homem começou a olhar para ela fixamente, com o rosto abismado. "Foi quando senti um cara encostando em mim. Quando olhei, ele tinha tirado a roupa e estava de masturbando atrás de mim, encostado. Eu não tinha percebido porque o ônibus estava muito lotado, imaginei que fossem as pessoas passando, se mexendo", afirmou Beatriz.

O homem ainda a puxou pelo braço. "Eu não consegui fazer nada, nem gritar. Apenas chorar. E ninguém fez nada. Como alguém pediu parada, ele saiu correndo e desceu do ônibus". Consolada por outros passageiros, Beatriz foi à delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. "O delegado não se importou nada. Só fez o registro e disse que iria averiguar, mas que sem o número do veículo, seria difícil conseguir. Ele disse também que ia tentar ver as câmeras, mas que dependia da empresa liberar ou não", conta. Beatriz comenta que chegou a ver o homem outra vez no terminal. "Liguei para o meu pai e ele disse que tentou falar com a delegacia, mas não tinha ninguém".

*Nome fictício. A personagem preferiu preservar sua identidade

"Assédio incomoda, invade. É uma violência sim"

Para a militante feminista e especialista em gênero, desenvolvimento e políticas públicas, Paty Sampaio, na cultura patriarcal brasileira, os diversos tipos de violência contra mulheres são bastante naturalizados e, às vezes, nem elas percebem que estão sendo vítimas. Ela reforça que ainda existe despreparo para tratar do assunto no poder público, resultante da naturalização da violência de gênero. "É comum percebermos jargões que se popularizam como se fossem verdades, como o que diz 'as mulheres gostam'. Quando as ouvimos, percebemos que não é bem assim. Assédio incomoda, invade", comenta

Sobre a culpa que muitas mulheres vítimas enfrentam, mesmo não sendo culpadas de nada, Paty declara que faz parte da cultura do estupro. "Ao invés de ensinarem os meninos a não assediarem, as pessoas se preocupam muito mais em doutrinar as meninas a terem comportamentos e movimentação física bastante reprimidos. Daí, os meninos vão introjetando a ideia de que podem invadir o corpo das mulheres e elas de que, se alguma coisa falhou, foi porque ela 'não se comportou direito'". Paty defende que, para mudar esta realidade, é necessária uma educação doméstica igualitária, criando meninas e meninos da mesma forma, seja nas brincadeiras, nos brinquedos, como também na movimentação física, sem distinção de gênero.

Denuncie

Mulheres que sofrerem assédio em transporte público podem entrar em contato pelo telefone 0800.281.8187 com a Ouvidoria das Mulheres/Cidadã Pernambucana. A mulher deve informar as características físicas e vestimenta do agressor, linha e número de ordem do ônibus (numeração geralmente com três dígitos), data e horário em que ocorreu o fato e imediações em que o transporte passava no momento. Além disto, é importante que a pessoa vá à delegacia mais próxima (ou à Delegacia da Mulher) para fazer o Boletim de Ocorrência.

O Vagão Rosa do metrô do Recife

O Vagão Rosa entrou em funcionamento em janeiro deste ano no metrô do Recife. A medida foi realizada para que diminuísse o número de assédio contra mulheres que, segundo os últimos dados divulgados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos do Recife (CBTU), do ano de 2007, corresponde a 56% dos usuários dos trens. Apesar do vagão funcionar nos horários de pico, da segunda-feira à sexta-feira, entre 6h e 8h30, pela manhã, e das 16h30 às 19h30, à noite, a medida tem sido criticada por falhas no sistema.

Segundo Paty Sampaio, a separação entre homens e mulheres não é a melhor solução para resolver o problema do assédio no transporte público. "O foco precisa ser o agressor, a certeza da punição, e, nas mulheres, o foco precisa ser o estímulo às denúncias, além de aumento na segurança dentro dos vagões. O assediador precisa entender que assédio sexual é violência e que ele, se cometer essa violência, será punido com o rigor da lei", relatou Sampaio.

Ela ainda argumenta que o foco do problema deve ser na raiz dele, o machismo institucionalizado. "Sem a associação com estas medidas educativas e punitivas, o vagão rosa não vai servir para nada, porque a mulher vai sair do metrô e vai continuar sendo assediada na rua ou dentro do ônibus", afirmou a especialista em gênero, desenvolvimento e políticas públicas.

Além dos problemas do vagão enquanto política pública, há muita reclamação quanto à fiscalização e efetivação da medida. De acordo com usuários do metrô, muitos homens acabam entrando no vagão que é destinado às mulheres nos horários de pico. Um desses flagrantes foi feito pelo usuário Cristiano César, enviado pelo Comuniq, que nos relatou que homens estavam entrando no vagão rosa às 6h, em um dos trens que seguiam para o itinerário Jaboatão, na Estação Joana Bezerra. Segundo ele, não havia segurança no local.

Confira a íntegra da nota da CBTU:

A CBTU Recife informa que o vagão rosa é exclusivo para mulheres de segunda à sexta e nos horários de pico, das 6h às 8h30 e das 16h30 às 19h30. Nos demais horários, é livre a entrada de passageiros do sexo masculino. Caso algum homem tente utilizar o vagão rosa no horário de pico, será convidado a se retirar pela segurança. As passageiras também podem ajudar a denunciar, ligando para a Ouvidoria (2102-8580).

 

Link da Matéria

 
Candidatos relatam dificuldade para se inscrever no Enem PDF Imprimir E-mail

08/05/2017

 

Na primeira hora de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nesta segunda-feira (08), candidatos estão relatando dificuldades em acessar o site e efetuar o cadastro. O sistema foi liberado para os estudantes se inscreverem às 10h. Há vestibulandos que não conseguem passar da primeira parte, onde pedem para assinalar uma figura. Aparece a mensagem que a resposta ao desafio expirou. Apesar das queixas (e após algumas tentativas), a reportagem do JC conseguiu concluir a inscrição antes das 11h.

Interessados em participar do Enem deverão se inscrever até 19 de maio. A taxa custa R$ 82 e pode ser paga até dia 24 de maio. Aluno de escola pública que vai concluir o ensino médio este ano tem gratuidade. As provas serão aplicadas em dois domingos, dias 5 e 12 de novembro.

Quem deseja ingressar em uma das quatro universidades públicas de Pernambuco - UFPE, UFRPE, UPE e Univasf - tem que obrigatoriamente fazer o Enem pois essas instituições utilizam a nota do exame no processo seletivo. O IFPE e o IF do Sertão também usam o Enem para selecionar novos alunos nos cursos superiores.

Todas essas universidades e institutos integram o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), coordenado pelo Ministério da Educação, que reúne vagas em graduações em pelo menos 130 universidades públicas do País.

CPF

A inscrição começa com o fornecimento do CPF e da data de nascimento. O Inep cruzará as informações com o banco de dados da Receita Federal. O nome do participante, o nome da mãe e a data de nascimento serão preenchidos automaticamente e não podem ser alterados.

Segundo o Inep, caso as informações estejam incorretas no processo de inscrição, embora corretas na base da Receita Federal, o participante deve sinalizar o fato em um campo próprio e prosseguir com a inscrição. Se o participante souber que seus dados estão errados, inclusive na Receita Federal, deve procurar a Receita, solicitar a correção e também sinalizar o fato no campo próprio.

É também na inscrição que os candidatos escolhem a opção de língua estrangeira, inglês ou espanhol. Eles devem indicar a cidade onde querem fazer o exame, que não precisa ser o local onde o participante reside.

Os candidatos poderão ainda solicitar atendimento especializado ou específico. Atualmente, o Inep disponibiliza guia-intérprete, tradutor-intérprete de Libras, leitura labial, prova ampliada, prova em braile, prova super ampliada, auxílio para leitura, auxílio para transcrição, entre outros mecanismos para promover a acessibilidade.

Nesta edição, um novo recurso vai auxiliar participantes com surdez e deficiência auditiva: a prova em vídeo Libras, oferecida em caráter experimental. Participantes com surdez e deficiência auditiva poderão selecionar apenas um tipo de recurso.

Os participantes transexuais e travestis devem fazer a inscrição com o nome civil. Só depois, entre 29 de maio e 4 de junho, poderão solicitar, pela Página do Participante, o uso do nome social. (com informações da Agência Brasil)

 

Link da Matéria

 
A nova geração conservadora PDF Imprimir E-mail

07/05/2017


"Criou-se a ideia de que educação é um direito de toda criança. Engano." Para defender o ponto de vista de que a educação universal era um pensamento absurdo, um aluno do professor de redação Alex Inácio escreveu este posicionamento em um de seus textos. A frase colocou o professor em um dos momentos mais desaadores da carreira. Com sete anos de sala de aula ensinando técnicas da escrita para mais de mil alunos em três municípios diferentes (Recife, Olinda e Caruaru), o educador foi frontalmente questionado pelo aluno, que duvidou da capacidade de correção e o acusou de ter tido uma posição ideológica.

O caso descrito não é isolado e tem acendido um sinal de alerta na rotina de professores que lidam com jovens do Ensino Médio. Na análise de quem precisa enfrentar a sala de aula e transmitir conteúdos mais atuais, principalmente ligados à política, direitos sociais e humanos, nota-se um misto de intolerância e extremismo quando a discussão é em torno de temas sociais, pela associação que alguns alunos fazem com as políticas de esquerda.

"Lembro que disse ao aluno que sua opinião era uma agressão aos Direitos Humanos, o que poderia levar à nota zero. Ele discordou alegando que era a posição dele, e que a ideia construída era de que a criança tem o dever de procurar se educar", contou Alex. O tema da redação era Educação no Brasil.

Para o professor de redação, o temor não é pela discordância, mas pelo radicalismo. "O Enem quer a reexão sobre novos conitos que vão surgindo, mas muitos se recusam a fazer por acharem que os temas são tendenciosos ou esquerdistas", explica.

A "BOLHA SOCIAL"

O professor de História Luiz Neto avalia que a "bolha" criada pelas redes sociais ajuda a estimular o extremo. Os alunos, segundo ele, consomem muitos dados, mas não há filtros ou tratamento nas informações, o que gera pontos de vista muitas vezes equivocados.

O jovem de 15 a 19 anos vive hoje a primeira frustração política da vida, frisa o educador para avaliar o radicalismo em certos temas. "A nossa história conservadora diz mais sobre a gente doque pensamos. Aquele menino de classe média hoje que é contra os direitos humanos e defende o fim do politicamente
correto, não viveu o regime da ditadura militar. Viveu um estado de constante liberdade", argumenta o professor de História, que leciona em escolas particulares e cursos de isolada no Recife.

Ano passado, lembra, houve um mal-estar na sala de aula porque durante uma aula de Redação e História ele sugeriu debater o tema "Novo conceito de família do século 21". Na argumentação, disse ele, coloquei que o conceito não é mais contratual e sim pela questão afetiva, o que cabe outros tipos de união. "Na hora, os alunos ligaram diretamente a ideia de que eu estava estimulando o casamento homoafetivo", conta.

A geração que cresceu na era das redes sociais também tem perdido a capacidade de se solidarizar com o meio social, avalia o professor de História Ivan Lima, que leciona na Escola do Recife. "Houve um processo de inclusão social rápido, mas que não foi forte. Então, incluiu mas não se preparou para receber a informação", analisa. Segundo Ivan, o fato de terem acesso fácil às redes ajuda no encontro das informações, mas falta a leitura de conjuntura, importante para entender os cenários.

Partindo de uma análise menos imediata e mais analítica, Luiz Neto avalia que o tensionamento faz parte do percurso da história. "Ela não é feita de consenso, mas de oposição, por isso é normal que existam as dualidades", afirma. "A onda de conservadorismo é processo histórico identificado no mundo, não é só um fenômeno brasileiro", observa.

NAS REDES E NAS RUAS

Num passado recente, se "declarar de direita" no Brasil era cercado de estigmas e de uma forte patrulha ideológica. Mas, após ter se apequenado durante os 13 anos dos governos mais à esquerda, o grupo político viu no tamanho das manifestações em favor do impeachment, no antipetismo, na indignação com os escândalos de corrupção a chance de se soerguer. Por isso, jovens que se identifcam com a direita mais conservadora e tradicionalista "saíram do armário" e têm travado batalhas nas ruas e nas redes sociais.

Dados da última pesquisa Datafolha apontam que a intenção de votos para nomes como o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) alcança os 20% entre jovens de 16 a 24 anos. No Recife, de acordo com o Instituto de Pesquisa Uninassau, feito entre os dias 17 e 18 de abril, o deputado federal tem 6% das intenções entre eleitores da mesma idade, ficando atrás apenas do ex-presidente Lula (31%).

Estudante de Letras da UFPE, Raul Nascimento Holderf, 19 anos, se considera um jovem de direita e conservador. Evangélico, ele é ativo nas redes sociais e mantém dois perfis no Twitter, um para falar de política (@conexaopolitica) e outro com cunho mais evangelizador (@conexaocristao). "Quando acontece alguma votação, a mídia ou STF começam a cair em cima de Bolsonaro, a gente faz um tuitaço. Já conseguimos chegar às 23 hashtags mais comentadas do Brasil", explica.

Raul teve contato com as ideias do parlamentar em 2011, quando fez um trabalho para o colégio e precisava estudar políticos do Sudeste. Os discursos virulentos e, muitas vezes violentos do deputado federal especialmente no âmbito da segurança despertaram a curiosidade. Do ano passado para cá, a casa do universitário já foi assaltada cinco vezes, a última delas no dia 31 de dezembro, quando ele viu a irmã e o cunhado serem seguidos pelos assaltantes. "Ele é militar, conhece como funciona o sistema e a segurança tem sido o ponto principal dele nos discursos", diz. Bolsonaro defende pontos como castração química para estupradores e redução da maioridade penal.

Na capa do perfil no Twitter, Raul traz uma foto com a tríade - Bolsonaro, Trump e Marine Le Pen - e diz que sua ideologia política é de direita e conservadora. Mas, adverte, que, por ser cristão, evita entrar em brigas. "Sempre procuro respeitar todo mundo, evito levar o debate para o baixo nível" disse.

Questionado se acredita e defende os pontos da declaração universal dos Direitos Humanos, Raul afirma que o tema é "essencial" e emenda que "o questionamento que temos que fazer é: ?Direitos Humanos para quem? Não é ele (Bolsonaro) que está errado, é a forma que ele se expressa que dá a entender que está errado", argumenta o jovem. O caso entre Bolsonaro e a deputada federal Maria do Rosário é visto como "deturpação da mídia". Em 7 de março, o STF manteve a ação contra o parlamentar por incitação ao estupro ao ofender a deputada. A tag #BolsonaroReidoMundo circulou por três dias.

PESQUISA

Em abril, entre os dias 17 e 18, o Instituto Uninassau foi às ruas para ouvir recifenses sobre as posturas ideológicas e tendências eleitorais. Após entrevistar 623 pessoas, a partir dos 16 anos, as pessoas que se consideram sem ideologia política representam 55,5% dos ouvidos. O número cresce na faixa etária entre 16 e 24 anos (59,1%). Outros 14% se dizem alinhados à esquerda e 11,8% à direita.

Sobre as opções eleitorais, dois nomes aparecem: Lula e Bolsonaro. O ex-presidente lidera com 34% e o deputado federal vem na sequência com 7% das intenções. Entre os jovens, Lula ganharia com 31%, Bolsonaro tem 6% e fica na frente de Marina Silva (4%) e Geraldo Alckmin (2%).

Para o cientista político Adriano Oliveira, que coordenou o levantamento, Bolsonaro aparece em segundo, mesmo entre os jovens, não por um posicionamento extremista e sim pela negação à política. "Ele pensa: eu vou com Bolsonaro porque estou cheio do que está posto", avalia. No entanto, Adriano pontua que o "Bolsonarismo" só tem alguma chance de vingar, no caso de duas condições se combinarem: o enfraquecimento do Lulismo e a ausência do Dorismo ou de um candidato do PSDB na disputa presidencial.

 

Link da Matéria

 
<< Início < Anterior 2401 2402 2403 2404 2405 2406 2407 2408 2409 2410 Próximo > Fim >>

JPAGE_CURRENT_OF_TOTAL