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XII Semana Municipal de Ciência e Tecnologia do Recife começa na segunda |
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19/10/2017
A partir da próxima segunda-feira, a XII Semana Municipal de Ciência e Tecnologia do Recife levará palestras, oficinas, trilhas, jogos e exposições, todas gratuitas e abertas ao público, para seis locais da cidade. O evento acontece até o domingo e será realizado em parceria pela Prefeitura do Recife, Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), IFPE - campus Jaboatão dos Guararapes e Departamento de Energia Nuclear da UFPE. Com o tema “A Matemática está em Tudo!”, a programação tem o objetivo de destacar a importância da ciência na vida das pessoas. As atividades serão realizadas no Econúcleo Jaqueira, Jardim Botânico do Recife, IFPE - campus Jaboatão dos Guararapes, Escola de Formação de Educadores Professor Paulo Freire, Unicap e Museu de Ciências Nucleares da UFPE. A abertura acontecerá às 14h da segunda-feira (23), no auditório do Departamento de Energia Nuclear da UFPE, situado na Avenida Professor Luiz Freire, 1000. Em seguida, às 14h30, haverá uma palestra abordando a temática de Tecnologia e Sustentabilidade. Da terça (24) ao domingo (29), das 9h às 16h, o Jardim Botânico do Recife abrigará exposição de trabalhos feitos pelos monitores, com o objetivo de demonstrar como a Matemática está presente na natureza, através de resumos das pesquisas realizadas no local. No domingo, a apresentação será feita oralmente e os visitantes poderão escolher o melhor trabalho e performance. Como prêmio, o vencedor publicará um artigo científico na revista do JBR, a “Arrudea”. Também na terça, durante todo o dia, haverá oficinas de robótica no Bloco D da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Das 14h às 17h, a Escola de Formação de Educadores Professor Paulo Freire, na Madalena, será palco para a palestra “Ciências nucleares e a Matemática: ferramentas interativas”, com a professora Denise Levy. Na quarta-feira (25), a programação continua com visitação de escolas ao Museu de Ciências Nucleares, na Cidade Universitária, e novas oficinas de robótica na Unicap. A quinta-feira (26) será marcada por várias atividades no Econúcleo Jaqueira, durante todo o dia, como oficinas, jogos, trilha, visita guiada e contação de histórias, relacionadas à temática do evento. A partir das 14h, o IFPE de Jaboatão dos Guararapes receberá a exposição “Aplicações Nucleares e a Matemática” e a oficina “Animação digital com Tablets”. A programação no Econúcleo Jaqueira seguirá até o domingo (29).
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Farmácia Escola da UFPE volta a funcionar após 10 meses |
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19/10/2017
A Farmácia Escola Carlos Drummond de Andrade, do Departamento de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), vai reabrir suas portas no dia 23 de outubro para atender a comunidade.
Há 18 anos, a Farmácia Escola produz medicamentos manipulados com qualidade e capacidade para produzir diferentes formas farmacêuticas manipuladas nas mais diferentes classes terapêuticas, elaboradas por técnicos em Farmácia, devidamente capacitados e supervisionados por farmacêuticos e professores mestres, doutores e pós-doutores.
Ao longo desse tempo, os recursos adquiridos serviram para manter cinco disciplinas do curso de graduação e pós-graduação em Farmácia, financiar 38 dissertações de mestrado, 12 teses de doutorado e 90 artigos científicos. A Farmácia participa ativamente no incentivo do uso racional de medicamentos através de palestras, cursos e da distribuição de folders para orientar pacientes e usuários.
O público principal da instituição são alunos, funcionários e professores da UFPE, as comunidades circunvizinhas e os pacientes do Hospital das Clínicas, vindos da capital e do interior do Estado. Além de desempenhar uma função social, a Farmácia Escola representa um espaço de ensino, pesquisa e extensão, colaborando com o cumprimento dos objetivos institucionais da UFPE.
A Farmácia passou 10 meses fechada para se adequar as novas diretrizes da Universidade e, nesse período, renovou e melhorou toda a sua infraestrutura física e organizacional. A reestruturação foi empreendida em conjunto com a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco (Fade-UFPE).
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Governo Federal autoriza 1,9 mil vagas de trabalho em universidades; PE tem oportunidades |
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19/10/2017
Os ministérios da Educação (MEC) e do Planejamento autorizaram nesta quinta-feira (19) a criação de 1,9 mil vagas, a serem incluídas em 2017 e 2018, para bancos de professor e para o quadro técnico-administrativo das universidades federais. Há vagas para Pernambuco. A Portaria Interministerial 316, de 9/10/2017, foi publicada no Diário Oficial da União.
Segundo o MEC, em Pernambuco haverá vagas paras as Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).
A Universidade Federal de Pernambuco terá, este ano, seis novas vagas para professor de nível superior na instituição e mais três para as unidades de ensino básico, técnico e tecnológico ligadas à UFPE. Já a Universidade Federal Rural de Pernambuco terá, para 2018, mais 43 vagas para professor.
Para cargos de servidores técnico-administrativos, estão previstas sete novas vagas para UFPE este ano, enquanto, para a UFRPE, serão mais cinco vagas em 2017 e, para 2018, 33 vagas. A assessoria de comunicação do MEC explica que caberá a cada instituição a realização da seleção.
Na Univasf, estão previstas 41 novas vagas de professor para o próximo ano e, para os cargos de técnico-administrativos, mais 34 vagas ao todo: dez para este ano e 24 para 2018.
Do total no País, 1,2 mil vagas são para contratação de docentes e 700 para cargos técnico-administrativos. Segundo o MEC, a medida visa a recompor, em parte, o quadro de servidores necessário para atender às quatro universidades mais novas, criadas em 2013; a expansão referente aos cursos de medicina (Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Universidade Federal do Cariri (UFCA), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB)); a ampliação de campi; e a regularização de deficit de técnico administrativos decorrentes de decisões judiciais.
A efetivação da ampliação de vagas previstas para o ano de 2018 dependerá ainda de confirmação orçamentária pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Segundo o MEC, a última liberação de vagas de docentes ocorreu em agosto de 2015, quando foram autorizadas 880 vagas para contratação no âmbito do programa de ampliação dos cursos de medicina. No caso do quadro técnico-administrativo, a última liberação de vagas havia sido em abril de 2014.
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Acreditem, meninos: a verdade acabou |
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16/10/2017
Isso mesmo, eu disse VER-DA-DE. Já sei. Nunca ouviram falar disso, não é? Normal. Vocês são muito novos. Mas saibam que além disso tem gente que se lembra dela, têm até saudades. uma vez que é. Com muito pesar venho cumprir o dever de comunicar que a verdade… acabou. Foi assim, de uma hora pra outra. A gente nem percebeu direito. Quando viu, bum! Da mesma forma como ocorreu com a TV preto-e-branco, com a máquina de escrever e com a vergonha na cara. Tem coisa que acaba, garotos, vão se acostumando. Com a verdade aconteceu a mesma coisa. Acabou.
E quem primeiro ocupou o lugar dela foi a tal de realidade virtual – as mentirinhas produzidas no computador. Depois, houve uma sofisticação: as mentirinhas da computação gráfica começaram a ser distribuídas vigorosamente pelas redes sociais. Pouca gente confirmava a veracidade do que lia ou assistia. Simplesmente acreditava. Vamos combinar: acreditar é muito mais cômodo do que duvidar. Duvidar dá um trabalho danado.
Aí, no lugar da verdade, apareceram as fake news, as falsas notícias. Conheço gente que acha graça quando a gente fala de fake news. Não acreditam que, atualmente, TUDO o que a gente lê precisa de checagem. Até o que a gente lê nos livros recém-lançados. Siiiiiim! Ora, se muitos deles são produzidos a partir da “verdade” que circula na internet, então TUDO é digno de desconfiança, queridos. O colunista João Pereira Coutinho, da Folha de S.Paulo, contou que o filho de um amigo dele não acreditou que tudo agora precisa ser confirmado. “Verdade que nem a Wikipedia é de confiança?”
Bola de neve, não: bola de mentira
Há pessoas, até bem intencionadas, que replicam imediatamente tudo o que recebem no Facebook, no Whatsapp, no Instagram. Porque acreditam que a internet é um meio. Como se a internet fosse a Folha de S.Paulo, a CBN, o G-1 ou a revista Época. Ao passarem a notícia pra frente, dizem: “É verdade, sim. Eu li na internet”. Ora, a internet é apenas um ESPAÇO onde qualquer pessoa põe o que quiser – mentiras, falsidades, calúnias, difamações, canalhices, fake news, o diabo. Pessoas recebem via internet uma mensagem, acreditam nela e, sem checar, tocam pra frente. Não confirmam de onde veio ou se a fonte é confiável. Aí, quem recebe faz a mesma coisa. E quem recebe de quem recebeu faz o mesmo. E a bola de mentira vai crescendo.
Como se produz a pós-verdade
O paraibano Silvio Meira, um dos mais respeitados especialistas do mundo digital, professor da UFPE, da FGV, formado no ITA e pesquisador de Harvard e Kent, fez um cálculo enlouquecedor. Se alguém está na fila do banco e recebe uma mensagem dizendo que está acontecendo tal coisa e aquela pessoa queria acreditar que aquilo realmente está acontecendo, republica no Facebook, no Twitter ou no Whatsapp. Ora, se cada pessoa tiver uns 50 grupos de Whatsapp, cada um com 100 pessoas, com apenas um clique ela alcança 5 mil pessoas. Se cada uma reenviar para 1 mil, em questão de minutos – minutos, meninos, minutos! – temos 5 milhões de pessoas que receberam determinada informação. Se apenas 20% acreditarem no que leram, temos 1 milhão de pessoas acreditando que aquela coisa aconteceu. Tudo numa velocidade estonteante. Velocidade que torna impossível, meus queridos, verificar se a tal coisa aconteceu mesmo ou se trata de mais um fake news. Virou pós-verdade. Como diria a Ritinha da novela: aí lascou.
O “Pizzagate”
Na eleição passada a gente viu por aqui o estrago causado por um fake posto a circular sobre o fim do Bolsa Família. Foi um inferno pra acreditarem no desmentido. Até hoje rende. Já ficou provado que a Rússia interferiu diretamente na eleição de Donald Trump pondo pra funcionar uma usina de fake news. O Facebook está entregando ao Congresso norte-americano 3 mil anúncios políticos pagos por russos para divulgação três meses antes e três meses depois da eleição do ano passado. Ao mesmo tempo, a extrema-direita norte-americana divulgou, durante a campanha, que uma pizzaria servia de fachada para uma rede de prostituição infantil, liderada por Hillary Clinton. E quando jornalões como o New York Times mostraram que a notícia era inteiramente falsa, uma montanha de gente passou a achar que o NYT estava mesmo era escondendo a verdade, já que a notícia se retroalimentava num conjunto de sites inter-relacionados. A situação chegou a tal ponto que um imbecil disparou vários tiros de AR-15 contra a pizzaria.
Uma dica, meninos: se vocês ficaram interessados pelo tema, façam contato que eu conto mais. Mas acho que não o farão. Acho difícil até que tenham chegado até aqui na leitura. Até porque a verdade acabou mesmo, né? Muito mais cômodo é ficar com os fake news.
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