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HC implanta novo modelo de marcação de exames de ultrassonografia PDF Imprimir E-mail

01/08/2017

 

O Hospital das Clínicas (HC), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) implanta nesta terça-feira um novo modelo de marcação de exames de ultrassonografia. O agendamento passa a ser realizado diariamente, de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h. A direção espera atender 150 doentes até o fim de agosto.

Com a medida, os serviços deixam de ser concentrados em dois dias durante o mês, como acontecia até então. Agora, para agendar o exame, o paciente, com encaminhamento médico do HC, deve se dirigir à Central de Marcação, que fica no térreo da unidade de saúde.

O ideal é a pessoa marcar a ultrassonografia assim que sair da consulta com o especialista que fez a solicitação, evitando uma viagem apenas para o agendamento.

Com o novo formato, os pacientes que moram no interior do estado também poderão agendar exames em outra unidade de saúde perto de casa, a depender da disponibilidade de vagas fornecidas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), que regula a demanda.

Caos - No mês de julho, enormes filas de espera se formaram no HC para o agendamento de ultrasonografias. Muitas pessoas chegaram de madrugada e alguns chegaram a esperar pelo exame por meses.

 

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HC muda sistema e passa a agendar ultrassonografias todos os dias, no Recife PDF Imprimir E-mail

01/08/2017

 

O Hospital das Clínicas (HC), unidade ligada à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), localizado na Zona Oeste do Recife, implanta, a partir desta terça-feira (1º), um novo modelo de marcação de exames de ultrassonografia. O agendamento será realizado diariamente, de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h. Assim, os serviços deixam de ser concentrados em dois dias durante o mês, como ocorria anteriormente.

No início de julho, pacientes sofreram na fila de espera para conseguir agendar o teste. Muita gente chegava ao HC durante a madrugada. Havia doentes aguardando a oportunidade por vários meses.

Com a mudança no sietma de marcação, o doente deve prestar a atenção. Para agendar o exame, o paciente, com encaminhamento médico do HC, deve se dirigir à Central de Marcação. Ela fica no térreo da unidade.

Segundo a direção do Hospital das Clínicas, a ideia é que logo após a consulta com um especialista, os pacientes realizem a marcação da ultrassonografia. A unidade destaca, ainda, que essa ação evitará que pessoas do interior se desloquem ao Recife apenas para marcar o exame, uma vez que que o agendamento será feito logo após a consulta.

Conforme o novo formato de marcação, haverá, ainda, a opção de os pacientes do HC, que residem no interior do Estado, terem seus exames agendados para realização do procedimento em outra unidade de saúde perto de casa. Isso vai depender da disponibilidade de vagas fornecidas pela Secretaria Estadual de Saúde.

O HC ressalta que o agendamento de ultrassonografias é destinado a pacientes com a solicitação do exame expedida pela unidade. A demanda externa é regulada pela Secretaria Estadual de Saúde.

Sofrimento

No dia 14 de julho, uma grande fila se formou no entorno do Hospital das Clínicas (HC). Pessoas doentes e parentes lutavam por um espaço para garantir uma ficha para realização de exames. Para conseguir ficha de ultrassonografia, teve gente que chegou com três dias de antecedência. Pedaços de papelão espalhados pelo chão mostraram onde as pessoas passaram a noite.

No dia 19 do mesmo mês, a Secretaria de Saúde de Pernambuco informou que disponibilizaria vagas para exames nas Unidades Pernambucanas de Atenção Especializada (Upaes). Em entrevista ao Bom Dia Pernambuco, a secretária executiva de Atenção à Saúde do estado, Cristina Mota, informou que um sistema online de gerenciamento direcionaria os pacientes que estão na fila do HC às unidades de saúde geridas pelo estado.

No dia 24, o HC anunciou que começaria a chamar os pacientes que estavam na fila. Segundo o hospital, os 150 doentes devem ser atendidos até o fim de agosto. Os serviços, segundo a unidade, já tiveram início.

 

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Poluição dos oceanos já chegou ao estômago dos peixes PDF Imprimir E-mail

02/08/2017

 

O Ambiente é o Meio desta semana entrevista o professor Mário Barletta, do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que traz informações sobre a poluição dos oceanos.

Os oceanos são grandes extensões de água salgada e ocupam cerca de 70% da superfície do planeta Terra. O professor lembra que cada vez mais os oceanos estão sendo poluídos pelos resíduos de indústrias e plásticos que entopem e contaminam as águas. Por outro lado, acredita que se for dado um pouco de atenção e seriedade à questão será possível minimizar esses problemas.

Entre as principais ameaças, diz, está o microplástico, que tem início com o lançamento de lixo em sacos plásticos nos grandes centros do interior do continente. Ele cita como exemplo a cidade de São Paulo, onde o Rio Tietê é o primeiro a receber esse material, que depois vai para as regiões mais baixas como os estuários e regiões costeiras do Estado.

Nesse caminho, o plástico se acumula e perde a elasticidade com o efeito do sol e da salinidade e, assim, microplásticos são formados e medem menos que 5 milímetros. Segundo pesquisa realizada pela equipe de Barletta, essa ameaça foi encontrada no conteúdo estomacal de peixes.

Entretanto, explica, a maior preocupação está com a absorção de metais pesados, como o mercúrio, por bactérias e microalgas. “Esse material foi detectado em diferentes épocas e formas de contaminação em diversos momentos do desenvolvimento das espécies”, alerta.

De acordo com Barletta, a poluição no Brasil não é diferente daquela dos outros países da América do Sul e a solução é diagnosticar e sensibilizar a sociedade, políticos e a iniciativa privada.

 

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Celulares em hospitais elevam risco de infecção PDF Imprimir E-mail

02/08/2017


A alta contaminação de celulares de profissionais de saúde que trabalham em bloco cirúrgico é um risco adicional para a infecção hospitalar. Essa foi a conclusão de um levantamento realizado pelo médico Cristiano Carneiro da Cunha, do programa de Pós-Graduação em Cirurgia da UFPE. A taxa de presença de bactérias nos aparelhos chegou a 88%. No trabalho, foram avaliados 50 telefones. Desses, 44 estavam colonizados.

As principais bactérias encontradas foram a Estafilococos coagulase-negativa, seguida do Bacillus subtillis e Micrococcus sp. Todas podem trazer complicações às cirurgias. A primeira tem se mostrado potencialmente perigosa devido à multirresistência de drogas antimicrobianas.

Os celulares estudados pertenciam a profissionais que atuam no bloco cirúrgico de um hospital particular do Recife. Dos 23 telefones verificados pertencentes a cirurgiões, por exemplo, 22 apresentavam contaminação. De nove testados entre profissionais circulantes (auxiliares), sete tinham bactérias.

Entre os anestesistas, foram avaliados sete telefones e todos apresentaram contaminação. Nos cinco aparelhos de instrumentadores, quatro tinham patógenos. Amostras foram coletadas dos aparelhos por meio de swabs (instrumento que é uma haste flexível) umedecidos em um caldo enriquecedor, logo depois incubados e semeados.

Leituras sobre a proliferação dos patógenos foram realizadas em 24h e 48h. Cristiano Carneiro da Cunha explicou que a combinação do manuseio constante dos telefones associado ao calor gerado pelo aparelho cria a situação favorável à proliferação desses microorganismos.

“Essa pesquisa surgiu diante de várias preocupações, não só do Brasil, mas de hospitais por todo mundo, que envolve a utilização universal dos celulares por todas as pessoas. Como já se pensava em um jeiro de tentar diminuir o número de infeções hospitalares, está foi a maneira de apontar um diagnóstico a mais (de fonte de infecção) e apontar novas atitudes a serem tomadas”, comentou o pesquisador.

Com os achados, o médico aponta que as orientações gerais sobre redução de riscos para infecção hospitalar devem incluir agora os celulares. Hoje, na maioria dos hospitais as regras clássicas são a limpeza das mãos, a descontaminação de superfícies e a limpeza de instrumentos utilizados na prática clínica.

“Programas de prevenção e controle de infecção precisam estar ativamente envolvidos na prestação de cuidados de saúde, oferecendo orientação e educação sobre como reduzir o risco de contaminação bacteriana de seus aparelhos móveis”, defende.

O hospital onde foi realizado o levantamento apoiou o desenvolvimento dessa pesquisa como forma de se municiar de informações relevantes para aumentar a segurança do paciente. Atualmente, há recomendação da Comissão de Infecção Hospitalar da unidade para que os aparelhos fiquem acondicionados em sacos plásticos para evitar contaminações no bloco.

 

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Apps melhoram a experiência no trânsito, mas o impacto deles é discutível PDF Imprimir E-mail

01/08/2017

 

Alguns aplicativos podem facilitar a vida no trânsito. Mas o impacto deles precisa ser pensado. Afinal, os deslocamentos nos centros urbanos dependem muito da infraestrutura fornecida. Iniciativas vêm sendo desenvolvidas para melhorar a experiência ao trafegar pela cidade. Laize de Souza, engenheira civil e mestra na área de Transportes e Gestão das Infraestruturas Urbanas afirma que o aplicativo Waze e o Google Maps podem dar rotas pelas condições de tráfego das vias urbanas e assim redirecionam o fluxo, o que ajuda a reduzir congestionamentos. “Eles auxiliam os usuários, mas não melhoram necessariamente o trânsito da cidade”, afirma a engenheira. Ainda, segundo ela, os aplicativos de carona podem melhorar, reduzindo o número de veículos em circulação.

Para a especialista, o UberPool ou similares (ridesplitting services) funcionam como apps de carona, com motorista vinculado a uma empresa com fins lucrativos, ajuda na mobilidade se as pessoas migrarem do automóvel privado. “Mas em pesquisa feita recentemente, 47% dos usuários do Uber utilizariam táxi se não existisse a opção do app, e 30% usariam o transporte público”, ressalta. Ela acrescenta que se essa mesma tendência se repete no UberPool, não faz muito bem para a mobilidade porque estaria tirando uma boa parcela do coletivo público para o privado individual.

César Cavalcanti de Oliveira, arquiteto e urbanista, também acredita que esses aplicativos ajudam, mas não trazem um grande impacto na mobilidade urbana. Segundo ele, os apps devem ser expandidos porque trazem valor e mais habilidade para as pessoas se movimentarem de forma mais conveniente.

“No aspecto do tráfego, contribuem na rota mais rápida e livram de alguns congestionamentos. Em um futuro próximo, um número maior de aplicativos que permitam que seus usuários tenham um deslocamento facilitado vão surgir. Então, é uma questão de aprimorar os aplicativos existentes. Por exemplo, o Cittamobi poderia ser aprimorado e informar o tempo estimado de chegada do ônibus a sua parada final, se está lotado ou não, se tem ar-condicionado ou não”, sugere o urbanista.

O aplicativo de carona Bigu, desenvolvido por ex-estudantes e alunos da UFPE, é um desses apps que propõe ajudar na melhoria das condições do trânsito. Felipe Passos, engenheiro civil e participante do grupo que comanda o Bigu, acredita que a carona é uma solução viável para o enfrentamento das situações adversas do dia a dia do trânsito.

“As pessoas devem fazer sua parte para melhorar a mobilidade. Não é só questão da qualidade do transporte público, a consciência de que o carro pode ser compartilhado por mais pessoas ajudaria e muito o trânsito”, afirma Passos.

Ele e seus colegas estudaram a mobilidade urbana e aliado ao que verificavam na rotina diária, perceberam o uso de carros cada vez maior com menos ocupantes no interior deles. O objetivo deles foi ocupar mais esses carros e reduzir o número de veículos, inicialmente, para a UFPE. Hoje, eles pensam na aplicabilidade em todo

o Recife e com isso, melhorar todo o trânsito da capital pernambucana. A tarefa não é fácil e tem que se considerar que o problema estrutural da mobilidade urbana nos grandes centros urbanos brasileiros. “Todas essas tecnologias e esses aplicativos são bem vindos e vão aperfeiçoando, cobrindo lacunas de forma a contribuir com o sistema. Longe de serem uma medida estrutura. E não vamos achar que o sistema de transporte para a mobilidade urbana está resumido ao uso intensivo dessas tecnologias. Se você não tiver uma estrutura, um ordenamento, de calçadas, de ciclovias, vias rodoviárias hierarquizadas e sistemas de veículos leve sobre trilhos (VLTs), você não tem uma organização de mobilidade urbana”, afirma o professor Fernando Jordão, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE.

 

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