|
Autismo: ferramentas digitais auxiliam pessoas com dificuldade de comunicação |
|
|
|
|
01/04/2017
Neste domingo (2) é lembrado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Nada melhor do que marcar a data com iniciativas que busquem auxiliar aos pacientes diagnosticados com o transtorno. Buscando possibilitar maior independência a pessoas que têm dificuldade na comunicação, um dos sintomas de quem convive com o autismo, pesquisadores do Centro de Informática e do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveram duas ferramentas de Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA). A plataforma é formada por dois softwares gratuitos e de uso ilimitado: o ABoard e o ADesign.
Enquanto o ABoard, um aplicativo para tablet, permite à pessoa com dificuldades na comunicação a construir e falar frases por meio de imagens (pictogramas), auxiliando no desenvolvimento de diálogos, o aDesign é um sistema web que traz facilidades para o mediador, possibilitando a personalização dos pictogramas que são visualizados no aplicativo.
O ABoard foi desenvolvido para realizar a construção de frases de forma intuitiva. Com um toque no pictograma (uma imagem que está representando uma palavra), sua legenda é falada e este é adicionado em uma área destinada à formação de frases, sendo possível adicionar novos pictogramas para serem falados em conjunto. A produção das frases pode ser acelerada a partir da sugestão de pictogramas que tenham relação com os que foram escolhidos anteriormente. Para ‘bolo’, por exemplo, aparecem sugestões como ‘querer’, ‘comer’, ‘gostoso’ e ‘ruim’.
O aplicativo também tem funções extras que facilitam o diálogo. “O menu para respostas rápidas permite, a qualquer momento da produção da frase, dar respostas rápidas como “sim”, “não”, “por favor”, “obrigado”, “desculpe”, “socorro”, “parar” ou “continuar” sem interferir na produção da frase”, comenta Robson Fidalgo, professor do CIn-UFPE e um dos pesquisadores que desenvolveram a plataforma.
Segundo Fidalgo, já existem outras soluções tecnológicas para auxiliar esse processo comunicativo usando tablets, mas a maioria é paga e não é nacional (não tem interface e/ou documentação em português). Outro diferencial do ABoard é que a ferramenta permite a organização das palavras em categorias e subcategorias. Esse mecanismo, além de auxiliar no desenvolvimento de pensamentos abstratos a partir de generalizações de conceitos, também torna mais ágil a comunicação: “Por exemplo, “bolo” é uma “comida” que, por sua vez, é um “alimento”. Ao entrar na categoria “comida”, não se perde tempo com coisas não comestíveis”, explica.
O vocabulário básico de pictogramas, que é o exibido inicialmente no ABoard, foi definido cuidadosamente a partir trabalhos científicos desenvolvidos pelo grupo, com pesquisas sobre as palavras frequentemente usadas por crianças. O menu com respostas rápidas e a sugestão automática de pictogramas para a formação de frases também são diferenciais da ferramenta.
Além do aplicativo ABoard, os pesquisadores também desenvolveram um sistema que possibilita a personalização do aplicativo. “Caso o vocabulário básico que é exibido no ABoard não esteja adequado às necessidades da pessoa com dificuldades na comunicação, seu mediador pode criar, editar, excluir ou reorganizar esse vocabulário usando o sistema ADesign”, acrescenta Robson.
Já o ADesign funciona online pode ser usado a partir de um navegador Web. O acesso à plataforma, assim como ao aplicativo, é gratuito e ilimitado. A ferramenta é utilizada pelos mediadores para definir o vocabulário pictográfico a ser exibido no aplicativo.
Os envolvidos (professores e alunos) no desenvolvimento do ABoard e do ADesign fazem parte do Assistive, Núcleo Pernambucano do Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva e grupo de pesquisa interdisciplinar da UFPE. O Assistive é financiado pelo governo federal (CNPq e CAPES) e seu objetivo é investigar e desenvolver tecnologias inovadoras em Comunicação Aumentativa e Alternativa que ajudem a promover inclusão social e permitam dar mais independência e qualidade de vida a indivíduos com atraso na comunicação, por exemplo: pessoas com autismo, paralisia cerebral, microcefalia e apraxia.
Link da Matéria |
|
UFPE lança Observatório de Saúde Bucal |
|
|
|
|
31/03/2017
Nesta sexta-feira, o grupo de pesquisa GestBucal lançou o Observatório de Saúde Bucal da Universidade Federal de Pernambuco. A solenidade aconteceu na abertura das comemorações dos 15 anos de atuação da equipe, no auditório do Curso de Odontologia da UFPE, no campus Recife.
O Observatório de Saúde Bucal da UFPE é um programa de extensão na área de saúde bucal coletiva. A apresentação foi feita pela professora Nilcema Figueiredo, do Departamento de Medicina Social, que também é vice-líder do GestBucal e coordenadora de Avaliação dos Cursos de Graduação da Diretoria de Desenvolvimento do Ensino (DDE)/Pró-Reitoria para Assuntos Acadêmicos (Proacad).
Na ocasião, foi ministrada a palestra “A trajetória do GestBucal” pelo professor Paulo Goes, do Departamento de Clínica e Odontologia Preventiva, que é líder do GestBucal e pró-reitor para Assuntos Acadêmicos da UFPE.
Link da Matéria |
|
|
Professores da UFPE discutem adesão à greve geral em assembleia |
|
|
|
|
03/04/2017
Os cerca de 2.800 professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) podem cruzar os braços no próximo dia 28 de abril, em adesão à greve nacional dos trabalhadores em protesto contra a Reforma da Previdência, a Reforma Trabalhista e a aprovação do projeto de terceirização. A paralisão deve durar 24 horas.
A decisão será votada em assembleia geral convocada pela Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco (Adufepe) para a próxima quinta-feira, das 9h às 12h, no auditório Paulo Rosas, na sede da instituição, na Cidade Universitária.
Até o dia 28 de abril, os sindicatos realizarão assembleias, reuniões, plenárias e manifestações nas empresas, portas de fábricas e locais de trabalho para mobilizar as categorias. Na sexta-feira passada, dia 31 de março, os trabalhadores realizaram protesto unificado em todo o país.
No Recife, a concentração começou às 15h, na Praça da Independência, mais conhecida como Pracinha do Diario, no bairro de Santo Antônio. As entidades sindicais e movimentos sociais que participam da mobilização seguiram em passeata pela Avenida Conde da Boa Vista e encerraram a manifestação na Praça do Derby, no bairro da Boa Vista. Segundo a Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), a ação foi considerada um "aquecimento" para a greve geral marcada para o dia 28 de abril.
Link da Matéria |
|
Professores e estudantes da UFPE criam aplicativo para ajudar pessoas com limitação na fala |
|
|
|
|
01/04/2017
Professores e estudantes do Centro de Informática e Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveram um aplicativo para ajudar crianças e adolescentes com alguma limitação na fala. Já em uso, o 'Aboard' traz palavras, figuras e situações que fazem parte da rotina da pessoa com a necessidade especial. “A ideia era criar um aplicativo para comunicação alternativa que pudesse emponderar pessoas com dificuldades, com atrasos na comunicação, a ter uma vida tranquila. Uma vida que você consiga se comunicar melhor com pessoas que não entendem o que você fala”, contou Robson Fidalgo, um dos coordenadores do projeto. Na plataforma, cada palavra está ligada a um desenho, o que, segundo a coordenadora Tícia Ferro, facilita o aprendizado. Já o traçado das figuras segue um estilo simples. “As palavras são as mais utilizadas no dia a dia. Os pais, os professores ou os reabilitadores podem, durante o trabalho com a criança, inserir outros pictogramas a partir das necessidades daquela pessoa”, explicou.
Alisson, de 11 anos, nasceu com paralisia cerebral. Ao demonstrar como usa o aplicativo, ele diz o quanto gostou da novidade: “Adorei. É muito fácil [de mexer]”. Essa foi a intenção dos desenvolvedores. Possibilitar que essas pessoas consigam dizer o que querem, o que gostam e o que estão sentindo. Aos 11 anos, Rafael tem autismo. A mediadora Isis Cajueiro acompanha o jovem há um ano e diz que a evolução dele é perceptível desde que começaram a usar a plataforma. “A gente consegue ter uma resposta mais rápida porque o Rafael é muito funcional. Por exemplo, ele diz o que quer lanchar. Acredito que [o aplicativo] me ajuda a trabalhar com ele, que também é ajudado porque se fazer entender é muito melhor”, ressalta. O 'Aboard' funciona em qualquer plataforma como smartphone e tablete. Ele está disponível para baixar gratuitamente em aparelhos com o sistema operacional Android.
Link da Matéria |
|