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Nova conexão com a Transnordestina vai impulsionar economia no Sertão |
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24.07.2025
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), firmou, nesta quinta-feira (24/7), uma parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A iniciativa busca melhorar a malha logística do Nordeste e integrar novas conexões com a ferrovia Transnordestina. Os estudos terão dois focos distintos: o transporte de cargas entre os municípios de Salgueiro e Petrolina, e a retomada do transporte de passageiros entre as cidades de Recife e Caruaru. A previsão é que a UFPE conclua as pesquisas até o primeiro semestre de 2026.
Durante o primeiro seminário do “Conexões Transnordestina – A ferrovia que mudará Pernambuco”, realizado no Sertão do estado, o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, afirmou que os estudos estão alinhados com a nova política federal de transportes, que aposta no modal ferroviário como vetor de transformação econômica e social. “Nosso objetivo é contribuir para as ações de integração logística regional, ampliando a competitividade e induzindo o desenvolvimento sustentável e inclusive do Nordeste”, declarou.
Uma das pesquisas, focada no transporte de cargas, prevê a elaboração de um estudo técnico que analisará custos e possíveis traçados de um ramal ferroviário ligando Petrolina ao entroncamento da Transnordestina em Salgueiro. A proposta visa fortalecer o escoamento da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco, bem como de outros produtos oriundos de arranjos produtivos locais. A conexão também facilitaria o acesso estratégico aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE), além de integrar a hidrovia do Rio São Francisco à malha ferroviária nordestina.
A outra pesquisa tem como foco a retomada do transporte de passageiros entre Recife e Caruaru. O estudo buscará avaliar o potencial de demanda, comparar o antigo traçado ferroviário com tecnologias mais modernas e analisar a viabilidade de um novo percurso que acompanhe o traçado da BR-232.
Trecho Salgueiro - Suape Durante o evento “Conexões Transnordestina”, técnicos da Infra S.A. – empresa vinculada ao Ministério dos Transportes – apresentaram atualizações sobre o trecho pernambucano da Transnordestina, que ligará Salgueiro ao Porto de Suape. Os projetos técnicos estão em andamento, e os editais de licitação para a construção do ramal serão lançados conforme esses projetos forem finalizados.
Segundo o assessor da Diretoria de Empreendimentos da Infra S.A, Rafael Fernandes de Sousa, a obra já foi retomada e a estratégia será de aproveitar ao máximo o traçado projetado inicialmente, com atualizações pontuais, por exemplo, na área onde há uma barragem. “A primeira licitação deve ocorrer ainda neste segundo semestre para o trecho Custódia - Arcoverde, com previsão de contratação da obra no primeiro trimestre de 2026. O investimento estimado é de R$ 600 milhões, com recursos provenientes do Orçamento Geral da União”, explicou.
O investimento total estimado é de R$ 3,5 bilhões, já que existem 179 km com obras finalizadas. A previsão de conclusão é até 2029. “Em nosso projeto, não há previsão de construção de terminais pela Infra S.A. É uma iniciativa que será tomada pela iniciativa privada ou pela futura concessionária. Pela nossa experiência em outras ferrovias, é mais viável que a decisão sobre a localização seja tomada pelo setor produtivo”, ressaltou o gestor da Infra S.A.
Transnordestina Na semana passada, o presidente Lula visitou um lote da ferrovia Transnordestina em Missão Velha (CE), acompanhado do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. Durante a visita, as autoridades anunciaram a garantia de recursos no valor de R$ 1,4 bilhão para finalizar a construção da ferrovia.
Atualmente, as obras registram 75% de avanço físico no trecho que interliga Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE). O MIDR, por meio da Secretaria de Fundos e Instrumentos Financeiros, elaborou o orçamento do projeto com investimento total de quase R$ 15 bilhões, dos quais R$ 8,2 bilhões já foram aplicados. “A Transnordestina não é apenas uma ferrovia, é um vetor de desenvolvimento e integração regional”, lembrou Waldez Góes, na ocasião.
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A ciência brasileira na COP30 |
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24.07.2025
É fundamental que a ciência brasileira esteja fortemente presente na COP30, como o próprio presidente da COP30 explicitou inúmeras vezes. A ciência deve estar presente tanto nos estandes da Zona Azul e Verde, bem como nas negociações formais. A ciência climática brasileira é robusta, consolidada e tem contribuído significativamente para o avanço do conhecimento e na construção de estratégias de enfrentamento às mudanças do clima.
Com sua escala continental, diversidade de biomas e territórios, largo espectro de aglomerações populacionais e desigualdades enraizadas, o Brasil é um epicentro estratégico para o desenvolvimento global de soluções climáticas relevantes.
A experiência comprova que, quanto mais audaciosas forem as políticas públicas, maior é o necessário de embasamento científico que as justifiquem e que demonstre seus objetivos e eficácia. Como exemplos de tal situação, temos a Contribuição Nacional Determinada (NDC) brasileira, e as Estratégias de Mitigação e de Adaptação para alcançar estes objetivos, materializadas através do Plano Clima, em fase final de elaboração. As estratégias de mitigação e adaptação devem ser baseadas em ciência, para que tenham efetividade e mínimo impacto socioeconômico.
O Brasil tem muito a mostrar na COP30, e citamos três exemplos: 1) Amazônia; 2) Áreas costeiras e oceânicas; e 3) Adaptação nas cidades brasileiras. No caso da Amazônia, estratégias efetivas de redução do desmatamento e da degradação florestal são fundamentais. Encontrar maneiras de desenvolver sustentavelmente o bioma amazônico e também melhorar o índice de desenvolvimento humano da região é fundamental. Em nossas áreas costeiras, combater o aumento do nível do mar e preservar os estoques de carbono de nossos manguezais é fundamental. Mais de 80% da população brasileira vive em cidades, e teremos que adaptar nossos ambientes urbanos a temperaturas 3 a 4 graus mais elevadas. Isso tudo sendo feito ao mesmo tempo em que temos que zerar nossas emissões e realizar uma transição energética que garanta o futuro energético para nossa população e atividades econômicas. Algumas atividades econômicas de nosso país, como o agronegócio, são extremamente vulneráveis à redução de precipitação e ao aumento de temperatura. O mesmo se dá com a exploração de nosso potencial hidrelétrico.
A COP30 é uma oportunidade para o Brasil. Uma oportunidade de reafirmação da nossa soberania. Para que isso seja efetivo, é necessário que possamos apresentar ao mundo as contribuições científicas nacionais que embasam as propostas de políticas públicas internas e externas no âmbito das mudanças climáticas e proteção ambiental de nossos ecossistemas. Sabemos que tópicos como redução de emissões de gases de efeito de estufa, adaptação às alterações climáticas, transformação ecológica e transição energética para energias renováveis e de baixa emissão de carbono, proteção de nossa área costeira, preservação dos nossos biomas, da biodiversidade e assegurando justiça climática estarão em pauta em Belém.
Neste sentido, é fundamental que a ciência brasileira tenha um espaço proeminente na COP30, a ser viabilizado através da ação conjunta do MCTI, MMA, entre outros ministérios, onde a Finep pode ter um papel catalizador importante. Este espaço da ciência brasileira deve ser integrado às atividades da COP-30, e não isolado como atividade paralela, que pode ter pouco impacto em mostrar nossa força científica. Podemos ter painéis que discutam a implementação das políticas sendo decididas nas mesas de negociações da COP-30. Deste modo, podemos fazer a ponte do melhor da ciência existente, com as políticas públicas que precisamos.
Mais do que nunca, a liderança e a soberania de uma nação se alicerçam na ciência que esta é capaz de desenvolver. E mais do que nunca necessitamos de reafirmar a liderança e soberania brasileiras. A COP30 é locus privilegiado para isto.
O Vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco é citado no subtítulo da matéria
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Sudene e UFPE firmam parceria para reativar transporte ferroviário entre cidades estratégicas de Pernambuco |
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24.07.2025
Salgueiro (PE) – A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) firmaram uma parceria estratégica para a elaboração de dois estudos voltados ao fortalecimento da infraestrutura ferroviária em Pernambuco. Um deles prevê a retomada do transporte de passageiros entre as cidades de Recife e Caruaru; o outro, o escoamento de cargas entre os municípios de Salgueiro e Petrolina.
A formalização do acordo marca mais um avanço da estratégia federal de fortalecimento da malha ferroviária nacional. O ato foi realizado nesta quinta-feira (24), durante o primeiro seminário do Conexões Transnordestina – A ferrovia que mudará Pernambuco, realizado no Sertão do estado. O evento é uma iniciativa conjunta da Sudene com o portal Movimento Econômico.
“Nosso objetivo é contribuir para as ações de integração logística regional, ampliando a competitividade e induzindo o desenvolvimento sustentável e inclusive do Nordeste”, declarou o superintendente da Sudene, Danilo Cabral. Segundo o gestor, os estudos estão alinhados com a nova política federal de transportes, que aposta no modal ferroviário como vetor de transformação econômica e social.
O primeiro projeto, focado no transporte de cargas, prevê a elaboração de um estudo técnico que analisará custos e possíveis traçados de um ramal ferroviário ligando Petrolina ao entroncamento da Transnordestina em Salgueiro. A proposta visa fortalecer o escoamento da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco, bem como de outros produtos oriundos de arranjos produtivos locais. A conexão também facilitaria o acesso estratégico aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE), além de integrar a hidrovia do Rio São Francisco à malha ferroviária nordestina.
O segundo estudo tem como foco a retomada do transporte de passageiros entre Recife e Caruaru. O trabalho buscará avaliar o potencial de demanda, comparar o antigo traçado ferroviário com tecnologias mais modernas e analisar a viabilidade de um novo percurso que acompanhe o traçado da BR-232.
De acordo com o cronograma, os estudos devem ser concluídos no primeiro semestre de 2026. O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, celebrou a iniciativa e destacou a importância estratégica do investimento público no transporte ferroviário tanto de cargas quanto de passageiros.
Obras e investimentos
Atualmente, a Sudene é uma das principais financiadoras da Ferrovia Transnordestina por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Já foram destinados R$ 5,6 bilhões à obra, que se encontra com 75% de execução e conecta Eliseu Martins (PI) ao porto de Pecém (CE). Outros R$ 2,6 bilhões têm recursos assegurados.
Durante o seminário, técnicos da Infra S.A. – empresa vinculada ao Ministério dos Transportes – apresentaram atualizações sobre o trecho pernambucano da Transnordestina, que ligará Salgueiro ao Porto de Suape. Os projetos técnicos estão em andamento, e os editais de licitação para a construção do ramal serão lançados conforme esses projetos forem finalizados.
Segundo o assessor da Diretoria de Empreendimentos da Infra S.A, Rafael Fernandes de Sousa, a obra já foi retomada e a estratégia será de aproveitar ao máximo o traçado projetado inicialmente, com atualizações pontuais, por exemplo, na área onde há uma barragem.
“A primeira licitação deve ocorrer ainda neste segundo semestre para o trecho Custódia - Arcoverde, com previsão de contratação da obra no primeiro trimestre de 2026. O investimento estimado é de R$ 600 milhões, com recursos provenientes do Orçamento Geral da União”, explicou.
O investimento total estimado é de R$ 3,5 bilhões, já que existem 179 km com obras finalizadas. A previsão de conclusão é até 2029. “Em nosso projeto, não há previsão de construção de terminais pela Infra S.A. É uma iniciativa que será tomada pela iniciativa privada ou pela futura concessionária. Pela nossa experiência em outras ferrovias, é mais viável que a decisão sobre a localização seja tomada pelo setor produtivo”, ressaltou o gestor da Infra S.A.
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Guilherme Cavalcanti, destacou que a construção da ferrovia deve ser realizada projetando o futuro, não apenas avaliando a produção existente atualmente no estado. “Essa ferrovia não é uma simples infraestrutura para buscar algo que já existe, mas como um pilar de transformação estratégica para o nosso Estado e para a nossa região”, frisou.
Também participaram do debate o professor da UPE e consultor logístico Guilherme Magalhães e a presidente do CDL de Salgueiro, Regilane Barros. Estiveram presentes no seminário lideranças políticas e do setor produtivo, bem como da sociedade civil organizada e da Academia, como o prefeito Fábio Lisandro, o deputado estadual João Tenorio, o presidente da Câmara de Vereadores, Léo Parente, a vice-reitora da Universidade Federal do São Francisco, Lúcia Ribeiro de Oliveira. “Estamos vivendo um momento de tempestade perfeita para que a obra do trecho pernambucano da ferrovia seja concluído”, disse o prefeito Fábio Lisandro.
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UFPE realiza primeiro repasse de royalties a docente por inovação tecnológica |
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2025-07-31
A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) deu um passo histórico no campo da inovação ao realizar, pela primeira vez, o repasse de royalties a um docente da instituição.
O professor Silvio Jacks dos Anjos Garnés foi remunerado pela criação do software "Certidão Digital de Regularização Fundiária (CDRF)", licenciado com titularidade da UFPE e registrado no INPI.
O feito marca o fortalecimento da valorização da propriedade intelectual na universidade e sua aplicação concreta na sociedade. A iniciativa foi coordenada pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propesqi/UFPE).
"Este feito simboliza a materialização dos esforços institucionais na valorização da propriedade intelectual gerada no ambiente acadêmico e sua efetiva aplicação na sociedade, por meio do licenciamento de tecnologias protegidas. Agradeço a equipe da PropesqI em nome do pró-reitor Pedro Carelli, da nossa diretora de Inovação Giovannia Pereira, do nosso diretor de Parque Tecnológico Roberto Guerra, e de Carol Bona e Camila", disse o reitor da UFPE, Alfredo Gomes.
Link da matéria: https://blogdoalberesxavier.com/noticias/56655/ufpe-realiza-primeiro-repasse-de-royalties-a-docente-por-inovacao-tecnologica |
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