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Sudene e UFPE estudam construção de ferrovias que conectem Recife a Caruaru e Petrolina a Salgueiro PDF Imprimir E-mail

2025-07-27

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) contratou, junto à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), dois estudos voltados para a construção e reativação de malhas ferroviárias no estado. Um dos estudos é voltado para a reativação do trecho entre Recife e Caruaru, pensado para trens de passageiros. O outro é para a construção de uma nova ferrovia para transporte de cargas entre Petrolina e Salgueiro, conectando o norte do Sertão pernambucano ao Vale do São Francisco, no sul do Sertão.

O trecho entre Recife e Caruaru é estimado em 120 quilômetros. O estudo contratado visa avaliar os trechos remanescentes da antiga ferrovia Estrada de Ferro Central de Pernambuco para avaliar o que ainda é possível aproveitar e onde será necessário instalar uma nova malha. A partir da avaliação desta malha, será feito um estudo sobre a viabilidade técnica e ambiental da ferrovia. A formalização do acordo aconteceu na última quinta-feira (24), no Sertão do estado. Os resultados dos estudos devem ser divulgados dentro de oito meses, até março de 2026.

Danilo Cabral, superintendente da Sudene, vê potencialidades do projeto. “Melhora a mobilidade na BR-232 e pode contribuir significativamente com o turismo e os ganhos do polo têxtil do Agreste”, cita. Antigas estações em Caruaru, Bezerros e Gravatá hoje abrigam órgãos municipais, museus e centros culturais. A maior parte da ferrovia foi abandonada, com trechos de trilhos arrancados pela população ou novas construções erguidas em cima da ferrovia.

Danilo Cabral, superintendente da Sudene | Elvis Aleluia / Sudene
O segundo trecho a ter sua viabilidade estudada tem um percurso estimado em 250 quilômetros, conectando Salgueiro a Petrolina. A proposta é que o trecho possibilite que a produção da fruticultura irrigada (na região de Petrolina) possa ser escoado até a ferrovia Transnordestina, que conectará Salgueiro ao Porto de Suape, no litoral pernambucano, e ao de Pecém, no Ceará. “Estima-se que o transporte de cargas por trilhos reduza em 40% os custos se comparado ao transporte rodoviário. Esse trecho pode abrir portas do mercado internacional para a produção local”, avalia Cabral.

A Sudene considera que a malha ferroviária fortalece os dois municípios sertanejos como polos logísticos na região Nordeste. Petrolina fica às margens do rio São Francisco, que possui 1,3 mil quilômetros navegáveis entre o interior de Minas Gerais e o litoral de Sergipe. Salgueiro também tem posição estratégica, sendo ponto de conexão da BR-232, que segue até o Recife; e a BR-16, que segue até Fortaleza (CE), ao norte, e passa por Feira de Santana, Jequié, Vitória da Conquista (BA), Teófilo Otoni, Governador Valadares, Muriaé (MG), Teresópolis e se encerra em Magé (RJ).

Detalhamento da construção do trecho pernambucano da ferrovia Transnordestina | Elvis Aleluia / Sudene
A Ferrovia Transnordestina, elaborada ainda no 2º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2007-2010) é dividida em dois trechos. O primeiro deles, entre Eliseu Martins (PI), passando por Salgueiro (PE) e chegando ao porto de Pecém (CE) está com 75% da obra já executada. Mas o segundo trecho, mais curto, entre Salgueiro (PE) e Recife (PE), está paralisado. Este trecho terá 545 quilômetros, dos quais estão construídos 179 quilômetros (33%), saindo de Salgueiro, passando por São José do Belmonte, Serra Talhada e chegando a Custódia.

O trecho entre Custódia e Arcoverde deve ser licitado ainda em 2025, com previsão de retomada da obra no início de 2026. A ferrovia ainda passa por Pesqueira, Cachoeirinha, Belém de Maria, Ribeirão e finalmente Suape. Estas etapas ainda estão com o projeto técnico em elaboração. A previsão da Infra S. A., empresa pública ligada ao Ministério do Transportes, é de que a Transnordestina seja concluída em 2029.

O Governo Federal tem planos futuros para o desenvolvimento da malha ferroviária tanto de passageiros quanto de cargas na região Nordeste, visando avançar na logística e fortalecer a competitividade dos arranjos econômicos e produtivos regionais. “O presidente Lula tem a intenção de requalificar a malha ferroviária brasileira, especialmente a nordestina”, garante o superintendente da Sudene. A Infra S. A. tem planos para ferrovias na Bahia (Salvador-Feira de Santana), Ceará (Fortaleza-Sobral) e Maranhão (São Luís-Itapecuru Mirim).

Link da matéria: https://www.brasildefato.com.br/2025/07/27/sudene-e-ufpe-estudam-construcao-de-ferrovias-que-conectem-recife-a-caruaru-e-petrolina-a-salgueiro/

 
Desembargador do TRF1 é indicado para ministro do STJ PDF Imprimir E-mail

29.05.25

Da Redação
O desembargador federal Carlos Augusto Pires Brandão foi o nome escolhido pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, para vaga de ministro/ministra em aberto no Superior Tribunal de Justiça (STJ) reservada a desembargadores federais, conforme publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

Para assumir a vaga deixada após a aposentadoria da ministra Assusete Magalhães, o magistrado passará por sabatina no Senado Federal.

De acordo com o art. 104 da Constituição, o STJ é composto por 33 ministros. Um terço deles dos Tribunais Regionais Federais (TRFs).

Sobre o desembargador federal

Carlos Augusto Pires Brandão é desembargador federal no TRF1 desde 2015 e foi empossado no cargo de juiz federal em 1997. É doutor em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB); mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); especialista em Direito Constitucional– UFPI/ESAPI/OAB-PI, Brasil; bacharel em Ciências Jurídicas - Universidade Federal do Piauí (UFPI) e engenheiro Eletricista - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foi diretor do Foro da Seção Judiciária do Piauí (SJPI), juiz membro do Tribunal Regional Federal Eleitoral do Piauí e coordenador dos Juizados Especiais Federais da 1ª Região (Cojef/TRF1). Atualmente, é coordenador do Sistema de Conciliação da Justiça Federal da 1ª Região (SistCon/TRF1) e da Rede de Inteligência da 1ª Região (Reint1). (Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF1)

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Novo e-book ensina a elaborar prompts para uso de IA em pesquisas acadêmicas PDF Imprimir E-mail

2025-07-23

A aplicação ética e eficiente de ferramentas de IA generativa nas ciências sociais e humanidades é o foco do e-book “Prompts (Infalíveis!) para pesquisa acadêmica com inteligência artificial”, de autoria dos professores Rafael Cardoso Sampaio (UFPR) e Dalson Figueiredo Filho (UFPE). A obra acaba de ser lançada pela Editora da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e tem prefácio da professora Olívia Cristina Perez (UFPI).

O lançamento chega em meio a um cenário de transformação nos métodos de produção do conhecimento, em que pesquisadores buscam formas de incorporar a inteligência artificial sem abrir mão da originalidade e da rigorosidade analítica. Com linguagem acessível e estrutura prática, o e-book oferece técnicas de prompting adaptadas a diferentes modelos de IA — incluindo aqueles voltados ao raciocínio estruturado e à pesquisa profunda (deep research).

A publicação detalha os cinco elementos essenciais para a construção de prompts eficazes, além de apresentar aplicações concretas ao longo das etapas da pesquisa acadêmica: revisão de literatura, análise crítica, escrita científica, geração de hipóteses, comparação teórica e síntese de textos. Técnicas como few-shot learning, chain-of-thought e refinamento iterativo também são abordadas, ampliando o repertório de ferramentas disponíveis para pesquisadores e estudantes.

O livro dedica um capítulo específico à discussão sobre limites éticos no uso da IA, com orientações para evitar vieses, reconhecer “alucinações” dos modelos e validar as informações produzidas. Ao longo da obra, os autores priorizam exemplos aplicados ao contexto brasileiro, com sugestões de prompts voltados a temas como políticas públicas, participação digital em movimentos sociais, transparência e análise de legislação comparada, cobrindo áreas como sociologia, ciência política, direito e comunicação.

O e-book integra a Coleção Para Bebês, voltada à facilitar o domínio de métodos complexos por meio de linguagem clara e exemplos práticos. A série é dirigida a estudantes de graduação e pós-graduação em início de formação, e inclui sugestões de leitura avançada, materiais complementares e recursos pedagógicos.

O e-book está disponível para compra em:
https://hotmart.com/pt-br/marketplace/produtos/prompts-infaliveis-para-pesquisa-academica-com-inteligencia-artificial/D100897320B

Link da matéria: https://ufpr.br/novo-e-book-ensina-a-elaborar-prompts-para-uso-de-ia-em-pesquisas-academicas/

 
Dia de África é celebrado na Ufes com palestras, desfiles e apresentações culturais PDF Imprimir E-mail

29.05.25

Ao longo desta quinta-feira, dia 29, o auditório do Centro de Educação (CE), no campus de Goiabeiras, recebeu um grande público para prestigiar o evento Dia de África na Ufes, que foi organizado pela Liga dos Universitários Africanos (LUA) em parceria com as secretarias de Ações Afirmativas e Diversidade (SAAD), de Cultura (Secult) e de Comunicação (Secom); o Núcleo de Estudos (Neab); e o bloco afro Coisas de Negres.

O evento contou com a presença do reitor da Universidade, Eustáquio de Castro, e da vice-reitora, Sonia Lopes, de representantes do movimento negro capixaba, membros da LUA, pesquisadores, estudantes e servidores da Ufes. Na abertura, Castro enfatizou a importância da celebração do Dia de África, especialmente pela quantidade significativa de estudantes do continente na Ufes. Atualmente, a Universidade conta com 124 alunos de origem africana, incluindo graduandos, pós-graduandos e integrantes do Programa de Estudantes-Convênio/Português-Língua Estrangeira (PEC-PLE).

“Esta comemoração é uma maneira de a Universidade se conectar mais com o continente africano e isso é extremamente importante porque, se olharmos do ponto de vista da cultura e da ciência, nós temos uma ligação muito forte com a África. Essa integração e as reflexões que sairão desse encontro vão trazer um ganho muito grande para nossa comunidade”, avaliou o reitor.

A vice-reitora ressaltou que o evento é um momento de afirmação, reconhecimento e fortalecimento dos laços históricos, culturais e científicos que unem o Brasil ao continente africano: “Este evento nos convida a refletir sobre as muitas formas de produção de conhecimento que emergem das experiências africanas e afrodiaspóricas. Valorizar essas vozes é um passo para uma universidade verdadeiramente democrática, plural e comprometida com a justiça social”.

Além do reitor e da vice-reitora, participaram da mesa de abertura o coordenador do bloco Coisas de Negres, Edson Bonfim; a coordenadora do Neab, Marluce Simões; o representante da Rede de Matriz Africana (Rema), Geová Silva; o representante da Secretaria de Relações Internacionais (SRI), Frederico Rigoni; o secretário de Ações Afirmativas e Diversidade, Gustavo Forde; o presidente da LUA, Evrad Ngalamou; e o coordenador do Centro de Estudos da Cultura Negra no Estado do Espírito Santo, Luiz Carlos Oliveira.

Um dos fundadores da LUA, o camaronense Ngalamou relembrou a história por trás do dia 25 de maio, data em que o mundo celebra o Dia de África: “Foi nesta data, em 1963, em Abdis Abbeba [capital da Etiópia], que se criou a Organização da Unidade Africana (OUA) com o objetivo de defender e emancipar o continente africano. Como africanos que somos, este dia nos recorda as lutas pela independência do continente africano contra a colonização europeia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre da opressão econômica e intelectual”.

Valores negro-africanos
A conferência de abertura ficou sob responsabilidade do mestre e doutor em Educação Severino Lepê Correia, que falou sobre ciência, cosmovisão e valores civilizatórios negro-africanos no Brasil e sobre cultura organizacional antirracista. Para ele, que é pesquisador do Núcleo de Identidades e Memórias do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Pernambuco (PPGE/UFPE), é “valorosamente necessário” que a história do povo africano seja reescrita e refeita, a fim de que as criações, as lutas políticas e as construções africanas deixem de ser invisibilizadas pelos colonizadores.

“Nós precisamos descongelar essa parte para que voltemos à atividade para a qual nossos ancestrais e nossos antepassados nos designaram, para que possamos dar continuidade a uma relação de equidade na qual a lei, a justiça, os benefícios, as glórias e o sucesso possam ser coisas de todos e não apenas do colonizador que submeteu os povos indígenas e os povos negros. Então, é muito importante reler, reescrever e repensar essa história para sairmos desse ‘conto da carochinha’ e darmos continuidade a tudo aquilo que nossos antepassados deixaram para que pudéssemos estar aqui hoje”, ressaltou o intelectual.

Na sequência, o público acompanhou a palestra África através do sabor, ministrada pelo chef congolês e professor de gastronomia africana Chez Kimberly, que tratou de temas como educação e culinária e a culinária como ponte cultural. Ele também apresentou alguns “pratos que contam histórias”, como fufu (mandioca com farinha de milho ou banana) e sekelembe (folhas africanas secas com molho de amendoim, gengibre e cebola).

Na parte da tarde, o evento teve prosseguimento com duas mesas redondas. Na primeira, os estudantes africanos António Sambú (graduação em Engenharia da Computação), Josefina Silva (doutorado em Política Social), Cesário Lopes (doutorado em Educação) e Nobi Symphorienne (graduação em Medicina) conversaram sobre o tema Celebrar o Dia da África na Universidade: vivências e vozes de estudantes internacionais com trajetórias africanas no espaço acadêmico e, da segunda, participaram os pesquisadores do Neab Osvaldo Martins e Cleyde Amorim e o coordenador do Coisas de Negres, Edson Bomfim, que abordaram questões que envolvem a temática Patrimônio de África e diáspora afrobrasileira: cultura e sociedade.

Desfile e apresentações musicais

Durante a tarde ainda aconteceu o desfile de tecidos e roupas africanas Riquezas e significados. No início da noite, as apresentações culturais foram abertas pela dupla Eri e Eugênio, que cantou músicas tradicionais de Cabo Verde. O bloco afro Coisas de Negres, que atua pela valorização da cultura afro-brasileira, pelo fortalecimento das lutas negra, feminista, anti-LGBTfóbica e contra todas as formas de preconceito e discriminação, fechou a noite.

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Universidade Federal de Sergipe vai ofertar curso de graduação em Inteligência Artificial PDF Imprimir E-mail

2025-07-23

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) informou que vai incluir o ensino sobre Inteligência Artificial em sua grade de cursos de graduação. A nova formação será ofertada no Sistema de Seleção Unificada (SiSU) 2026, referente ao Enem deste ano.

Com a iniciativa, aprovada pelo Conselho do Ensino, da Pesquisa e da Extensão (Conepe) da UFS, a oferta de vagas passará por nova distribuição: 50 das 100 vagas destinadas ao curso de Ciência da Computação serão atribuídas ao novo bacharelado.

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De acordo com o atual chefe do Departamento de Computação (DCOMP), Michel Soares, o objetivo é formar profissionais para o novo cenário do mercado de trabalho impactado pelos avanços da Inteligência Artificial.

Sete universidades federais no país já oferecem esse curso, são elas: Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Link da matéria: https://g1.globo.com/se/sergipe/noticia/2025/07/23/universidade-federal-de-sergipe-vai-ofertar-curso-de-graduacao-em-inteligencia-artificial.ghtml

 
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