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Danilo Cabral destaca Transnordestina como vetor de desenvolvimento produtivo, social e ambiental |
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24.07.2025
O superintende da Sudene, Danilo Cabral, explicou durante o “Conexões Transnordestina – A Ferrovia que Moverá Pernambuco”, realizado em Salgueiro (PE), as consequências que a retomada das obras da Transnordestina representará para o Nordeste e para o país, sobretudo no que diz respeito às atividades econômicas.
Na última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um novo pacote de investimentos da ordem de R$ 1,4 bilhão para as obras da ferrovia, que enfrentou sucessivos entraves ao longo dos anos.
Um raio de 300 quilômetros ao longo do traçado da ferrovia abrange cerca de dois mil municípios nordestinos, concentrando 41% do Produto Interno Bruto (PIB) da região. Atualmente, a Sudene é uma das principais financiadoras da Ferrovia Transnordestina por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE).
“A gente quer construir um Nordeste que seja sustentável. Quando a gente fala em Transnordestina, estamos falando em meio ambiente, em inovação, em infraestrutura, em desenvolvimento produtivo e desenvolvimento social. Esse conjunto de eixos está presente nessa obra”, afirmou Danilo.
“É esse o tamanho da área de interferência da Transnordestina, e fundamentalmente o interior do Nordeste brasileiro. Apenas para mostrar que existe um projeto para o país, e que foi retomado pelo governo do presidente Lula, de colocar o transporte ferroviário, mais uma vez, como uma alternativa estruturante para o desenvolvimento do país”, explicou.
A estimativa da Infra S.A., responsável por gerenciar a construção e os estudos para a nova concessão da ferrovia, é de que sejam necessários R$ 3,5 bilhões para concluir o trecho de Pernambuco da Transnordestina.
“Quando a gente fala em Transnordestina, estamos dialogando com as cadeias produtivas do estado de Pernambuco: do gesso, da fruticultura, do hub logístico, que é a vocação de Salgueiro. Desde que se falou em Transnordestina, da sua localização estratégica – a encruzilhada do Nordeste –, sempre se colocou Salgueiro como uma vocação de uma grande plataforma multimodal, e a partir disso a gente pudesse fazer toda a distribuição no Nordeste daquilo que circulava de mercadoria aqui”, explicou.
Para ilustrar a importância da conclusão da ferrovia, Danilo Cabral citou o município de Belo Jardim, onde está instalada a fábrica de baterias Moura, como um dos principais beneficiados. “Sessenta por cento dos carros que circulam no Brasil têm uma bateria Moura, e 30% dos veículos na Argentina também utilizam o produto”, afirmou. Segundo ele, a ferrovia será fundamental para o escoamento da produção da empresa e para fortalecer a competitividade da indústria regional.
Danilo Cabral acrescentou que o governo federal, em parceria com a Sudene, já está desenvolvendo uma nova política industrial para o Nordeste. “Lançamos uma ação pioneira, fruto dessa articulação, a Chamada Brasil, que reúne R$ 10 bilhões em recursos de todos os bancos que operam na região, com foco no financiamento de diversos setores, inclusive o de energia”, adiantou.
A iniciativa do governo federal é impulsionar o desenvolvimento do Nordeste, focando em projetos de infraestrutura, serviços públicos e empreendimentos produtivos. A chamada abrange diversas modalidades de fomento, incluindo crédito, subvenção econômica e recursos não reembolsáveis, com foco em energias renováveis, bioeconomia, descarbonização e indústria automotiva, entre outros.
Transporte ferroviário em Pernambuco
Durante o seminário, a Sudene e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) firmaram uma parceria estratégica para a elaboração de dois estudos voltados ao fortalecimento da infraestrutura ferroviária em Pernambuco. Um deles prevê a retomada do transporte de passageiros entre as cidades de Recife e Caruaru; o outro, o escoamento de cargas entre os municípios de Salgueiro e Petrolina.
“Nosso objetivo é contribuir para as ações de integração logística regional, ampliando a competitividade e induzindo o desenvolvimento sustentável e inclusive do Nordeste”, declarou Danilo Cabral. Segundo ele, os estudos estão alinhados com a nova política federal de transportes, que aposta no modal ferroviário como vetor de transformação econômica e social.
O primeiro projeto, focado no transporte de cargas, prevê a elaboração de um estudo técnico que analisará custos e possíveis traçados de um ramal ferroviário ligando Petrolina ao entroncamento da Transnordestina em Salgueiro. A proposta visa fortalecer o escoamento da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco, bem como de outros produtos oriundos de arranjos produtivos locais. A conexão também facilitaria o acesso estratégico aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE), além de integrar a hidrovia do Rio São Francisco à malha ferroviária nordestina.
O segundo estudo tem como foco a retomada do transporte de passageiros entre Recife e Caruaru. O trabalho buscará avaliar o potencial de demanda, comparar o antigo traçado ferroviário com tecnologias mais modernas e analisar a viabilidade de um novo percurso que acompanhe o traçado da BR-232.
De acordo com o cronograma, os estudos devem ser concluídos no primeiro semestre de 2026. O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, celebrou a iniciativa e destacou a importância estratégica do investimento público no transporte ferroviário tanto de cargas quanto de passageiros.
Com informações da Folha de PE e da Sudene
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Trem de passageiros entre Recife e Caruaru pode voltar a circular após 25 anos |
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24.07.2025
Estudo avalia a reativação de linhas férreas entre Recife e Caruaru Divulgação/TSLA A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) anunciou a realização de dois estudos para implantação ou revitalização de trechos ferroviários estratégicos em Pernambuco. Um deles analisa a possibilidade de reativar o transporte de passageiros entre Recife e Caruaru, no Agreste, com extensão de aproximadamente 120 quilômetros. Na quarta-feira (24), foi formalizado o acordo entre a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para a condução dos estudos de viabilidade. O objetivo é ampliar a infraestrutura logística da Região Nordeste e impulsionar a competitividade econômica. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Caruaru no WhatsApp A Estação Ferroviária de Caruaru é um dos locais que ainda preservam trechos das antigas linhas férreas no município TV Asa Branca No trecho entre Recife e Caruaru, o estudo vai avaliar se é possível aproveitar a estrutura ferroviária remanescente ou se será necessário construir uma nova linha. A etapa seguinte será a análise da viabilidade técnica e ambiental do projeto. Para Danilo Cabral, a proposta retoma uma vocação histórica da região e atende a demandas atuais de mobilidade. “É uma iniciativa para qualificar o transporte de passageiros entre estas cidades, que historicamente já foi pensado no final do século 19. É uma ação importante por envolver o polo têxtil, de confecções, além de contribuir significativamente do ponto de vista do turismo e melhorar a mobilidade da BR-232”, declarou o superintendente. O segundo estudo anunciado pela Sudene terá foco no transporte de cargas e prevê a instalação ou requalificação de uma ferrovia com cerca de 250 quilômetros entre Petrolina e Salgueiro, no Sertão do estado. A intenção é melhorar o escoamento da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco e de outros produtos, integrando a produção local à Transnordestina e facilitando o acesso aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE). A formalização da parceria com a UFPE deve ocorrer nas próximas semanas. A previsão é que os dois estudos sejam concluídos e apresentados no primeiro trimestre de 2026. Como funcionava o trem entre Recife e Caruaru O trem de passageiros entre Recife e Caruaru começou a operar em 1895, após a construção de túneis e viadutos na Serra das Russas, localizada na divisa entre os municípios de Pombos, Gravatá e Chã Grande. No mesmo ano, foram inauguradas as principais estações, incluindo a de Caruaru. Durante o século 20, a ferrovia transportou passageiros e produtos como algodão, couro e queijo. Nos meses de junho, o “Trem do Forró” funcionava como uma atração turística, transportando turistas para as festas de São João com forró ao longo de todo o trajeto. Segundo o historiador José Urbano, o trem circulou até o ano 2000. Em 2010, a estação de Caruaru foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Desde 2020, a prefeitura realiza obras para transformar o local em um museu a céu aberto, com reformas e adaptações para atividades culturais e turísticas.
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Sudene e UFPE firmam parceria para reativar transporte ferroviário entre cidades estratégicas de Pernambuco |
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24.07.2025
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) firmaram uma parceria estratégica para a elaboração de dois estudos voltados ao fortalecimento da infraestrutura ferroviária em Pernambuco. Um deles prevê a retomada do transporte de passageiros entre as cidades de Recife e Caruaru; o outro, o escoamento de cargas entre os municípios de Salgueiro e Petrolina.
A formalização do acordo marca mais um avanço da estratégia federal de fortalecimento da malha ferroviária nacional. O ato foi realizado nesta quinta-feira (24), durante o primeiro seminário do Conexões Transnordestina – A ferrovia que mudará Pernambuco, realizado no Sertão do estado. O evento é uma iniciativa conjunta da Sudene com o portal Movimento Econômico.
“Nosso objetivo é contribuir para as ações de integração logística regional, ampliando a competitividade e induzindo o desenvolvimento sustentável e inclusive do Nordeste”, declarou o superintendente da Sudene, Danilo Cabral. Segundo o gestor, os estudos estão alinhados com a nova política federal de transportes, que aposta no modal ferroviário como vetor de transformação econômica e social.
O primeiro projeto, focado no transporte de cargas, prevê a elaboração de um estudo técnico que analisará custos e possíveis traçados de um ramal ferroviário ligando Petrolina ao entroncamento da Transnordestina em Salgueiro. A proposta visa fortalecer o escoamento da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco, bem como de outros produtos oriundos de arranjos produtivos locais. A conexão também facilitaria o acesso estratégico aos portos de Suape (PE) e Pecém (CE), além de integrar a hidrovia do Rio São Francisco à malha ferroviária nordestina.
O segundo estudo tem como foco a retomada do transporte de passageiros entre Recife e Caruaru. O trabalho buscará avaliar o potencial de demanda, comparar o antigo traçado ferroviário com tecnologias mais modernas e analisar a viabilidade de um novo percurso que acompanhe o traçado da BR-232.
De acordo com o cronograma, os estudos devem ser concluídos no primeiro semestre de 2026. O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, celebrou a iniciativa e destacou a importância estratégica do investimento público no transporte ferroviário tanto de cargas quanto de passageiros.
Obras e investimentos
Atualmente, a Sudene é uma das principais financiadoras da Ferrovia Transnordestina por meio do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Já foram destinados R$ 5,6 bilhões à obra, que se encontra com 75% de execução e conecta Eliseu Martins (PI) ao porto de Pecém (CE). Outros R$ 2,6 bilhões têm recursos assegurados.
Durante o seminário, técnicos da Infra S.A. – empresa vinculada ao Ministério dos Transportes – apresentaram atualizações sobre o trecho pernambucano da Transnordestina, que ligará Salgueiro ao Porto de Suape. Os projetos técnicos estão em andamento, e os editais de licitação para a construção do ramal serão lançados conforme esses projetos forem finalizados.
Segundo o assessor da Diretoria de Empreendimentos da Infra S.A, Rafael Fernandes de Sousa, a obra já foi retomada e a estratégia será de aproveitar ao máximo o traçado projetado inicialmente, com atualizações pontuais, por exemplo, na área onde há uma barragem.
“A primeira licitação deve ocorrer ainda neste segundo semestre para o trecho Custódia - Arcoverde, com previsão de contratação da obra no primeiro trimestre de 2026. O investimento estimado é de R$ 600 milhões, com recursos provenientes do Orçamento Geral da União”, explicou.
O investimento total estimado é de R$ 3,5 bilhões, já que existem 179 km com obras finalizadas. A previsão de conclusão é até 2029. “Em nosso projeto, não há previsão de construção de terminais pela Infra S.A. É uma iniciativa que será tomada pela iniciativa privada ou pela futura concessionária. Pela nossa experiência em outras ferrovias, é mais viável que a decisão sobre a localização seja tomada pelo setor produtivo”, ressaltou o gestor da Infra S.A.
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Guilherme Cavalcanti, destacou que a construção da ferrovia deve ser realizada projetando o futuro, não apenas avaliando a produção existente atualmente no estado. “Essa ferrovia não é uma simples infraestrutura para buscar algo que já existe, mas como um pilar de transformação estratégica para o nosso Estado e para a nossa região”, frisou.
Também participaram do debate o professor da UPE e consultor logístico Guilherme Magalhães e a presidente do CDL de Salgueiro, Regilane Barros. Estiveram presentes no seminário lideranças políticas e do setor produtivo, bem como da sociedade civil organizada e da Academia, como o prefeito Fábio Lisandro, o deputado estadual João Tenorio, o presidente da Câmara de Vereadores, Léo Parente, a vice-reitora da Universidade Federal do São Francisco, Lúcia Ribeiro de Oliveira. “Estamos vivendo um momento de tempestade perfeita para que a obra do trecho pernambucano da ferrovia seja concluído”, disse o prefeito Fábio Lisandro.
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Sudene anuncia parceria estratégica com R$ 3,5 bilhões em novos investimentos |
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24.07.2025
A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) oficializaram, nesta quinta-feira (24), uma parceria estratégica com foco na reestruturação e expansão da infraestrutura ferroviária em Pernambuco. O acordo contempla a realização de dois estudos técnicos: um voltado ao escoamento de cargas entre os municípios de Salgueiro e Petrolina, e outro à viabilidade da retomada do transporte de passageiros entre Recife e Caruaru.
A formalização da cooperação ocorreu durante o seminário ‘Conexões Transnordestina – A ferrovia que mudará Pernambuco’, realizado no Sertão do estado vizinho. A iniciativa é promovida pela Sudene em parceria com o portal Movimento Econômico e integra a agenda do Governo Federal voltada à revitalização da malha ferroviária nacional. O investimento total estimado é de R$ 3,5 bilhões, já que existem 179 quilômetros com obras finalizadas. A previsão de conclusão é até 2029.
Segundo o superintendente da Sudene, Danilo Cabral, os estudos reforçam o compromisso com a modernização logística e a interiorização do desenvolvimento. “Nosso objetivo é contribuir para as ações de integração regional, ampliando a competitividade e induzindo um modelo de crescimento sustentável e inclusivo no Nordeste”, afirma. Ele destacou ainda que os projetos dialogam diretamente com a nova política nacional de transportes, que reposiciona o modal ferroviário como pilar da transformação econômica e social.
Integração produtiva e conectividade regional
O primeiro estudo técnico concentra-se na criação de um ramal ferroviário entre Petrolina e Salgueiro, onde se conecta à Transnordestina. O objetivo é otimizar o escoamento da fruticultura irrigada do Vale do São Francisco – uma das principais cadeias produtivas da região – e de outros polos agroindustriais locais. A proposta contempla ainda a integração logística com os portos de Suape e Pecém, além da conexão com a hidrovia do Rio São Francisco, potencializando uma malha multimodal eficiente.
Já o segundo estudo analisa a viabilidade da reativação do transporte de passageiros no eixo Recife-Caruaru, um dos mais movimentados de Pernambuco. A pesquisa irá avaliar a demanda atual, revisar o traçado ferroviário desativado e explorar soluções mais modernas, com a possibilidade de um novo percurso acompanhando a BR-232.
Conclusão prevista para 2026
A expectativa é de que ambos os estudos sejam concluídos até o primeiro semestre de 2026. O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, celebrou a parceria e ressaltou o papel estratégico das universidades públicas na formulação de soluções para desafios estruturais. “Investir em transporte ferroviário, tanto de cargas quanto de passageiros, é apostar na eficiência, na sustentabilidade e na equidade do desenvolvimento regional”, destaca.
Com foco na sustentabilidade, inovação e integração territorial, os projetos reforçam a vocação da ferrovia como agente de transformação econômica no Nordeste e reposicionam Pernambuco no mapa nacional da infraestrutura logística.
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