Cadernos de Extensão - Meio Ambiente

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O planeta está mandando um recado claro, objetivo e direto aos seus habitantes: é preciso mudar. Furacões, terremotos, vulcões, secas, inundações, a linguagem de alerta parece não ter fim. A Terra está perdendo a tolerância. Esgotando a paciência. No Brasil, a mensagem se repete. E é a mesma, há anos. Por todos os lados, de todas as maneiras, explodem os sinais concretos de uma natureza esgotada, impaciente, desrespeitada. Nos rios e nas torneiras que secam, nas doenças que aparecem ou ressurgem, na miséria ambiental que se alastra e contamina, a mensagem está presente - e óbvia - em todos os lugares. No Nordeste, hoje as gotas de água valem tanto quanto as jóias da Coroa renderiam, se Pedro II houvesse cumprido a promessa de vendê-las para acabar com a seca de 1877. Com ambições globalizadas, vivemos realidades africanas. Olhamos para o meio ambiente como uma riqueza a ser preservada, mas estamos a cada dia mais cegos para o avanço das adversidades.

Chegamos ao fim do século sem termos aprendido as lições, sem querermos ouvir os recados que a natureza nos envia. Poucos perceberam que a mudança começa em cada um, a todo instante. Na UFPE, um exemplo prático de cidadania aplicada à defesa da natureza vem sendo dado, há três anos, pelos voluntários da Brigada Verde. “Sem pedir um tostão aos protetores oficiais da natureza”, como destaca seu fundador, Hugo Martins Gomes, esse exército de Brancaleone já conseguiu plantar mais de mil árvores frutíferas no campus. Todos os anos, a campanha Adote uma Árvore une cidadãos conscientes a empreendedores da UFPE e da sociedade e demonstra que muito pode ser feito, quando existe vontade. A lição não poderia ser mais óbvia: respeite o meio ambiente, se quiser ser respeitado.

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